CBF vende seleção a seu aliado

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Sem incremento nos seus ganhos financeiros, a CBF terceirizou os dois amistosos da seleção no Brasil a um amigo de Ricardo Teixeira, Kleber Leite, e abriu caminho para ele atuar na Copa-2014.

A Klefer, empresa de Leite, assumiu justamente os jogos em que será testada a competência do COL (Comitê Organizador Local) para realizar eventos no padrão da Fifa.


Zanone Fraissat - 12.abr.2010/Folhapress
Kleber Leite fala com a imprensa após derrota para Fabio Koff na eleição do Clube dos 13
Kleber Leite fala com a imprensa após derrota para Fabio Koff na eleição do Clube dos 13 
A participação da empresa foi negociada entre Leite e Teixeira. Ex-candidato a presidente do Clube dos 13, com apoio da CBF, Leite propôs um duelo contra a Holanda, a quem já tinha contratado para jogar no Uruguai.

"Havia duas datas Fifa. A CBF pediu aos árabes [que detém direitos sobre amistosos no exterior] para abrir mão desses jogos. Então, fechamos com a Romênia e compramos os dois jogos", afirmou Kleber Leite.
O empresário disse que paga uma cota igual à da ISE (International Sports Events) para a confederação pelos jogos internacionais. Ou seja, a CBF recebeu US$ 2 milhão (aproximadamente R$ 3,2 milhões) por partida.

A CBF poderia arrecadar um pouco mais se fosse a organizadora dos amistosos.

Em partida das eliminatórias contra o Uruguai, ganhou R$ 3 milhões de bilheteria no Morumbi, em 2007, já excluídas todas as despesas. Ainda obteve rendas pela exploração de espaços VIPs para patrocinadores.
Em outros Estados, a renda da CBF variava entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões nas eliminatórias. Em Goiânia, contra a Holanda, foram R$ 3,1 milhões de renda bruta.

No Pacaembu, onde a seleção enfrentou a Romênia, foram menos ingressos à venda, mas há isenção de aluguel do estádio.

Se não aumentou suas receitas, a confederação livrou-se da organização da partida. "O trabalho deles foi muito bom. Tudo o que nós pedimos eles atenderam", declarou Rodrigo Paiva, diretor de comunicação da CBF.
A confederação disse que há grande chance de a parceria com a Klefer ser estendida em jogos da seleção no Brasil. O empresário fala até em duelos contra a Argentina.

"Fomos além do que estava previsto [nos amistosos] para fazer parte do processo no futuro", afirmou Leite. "Extrapolamos a área comercial e cuidamos de imprensa, vestiário, ingresso VIPs."

Assim, a empresa fez a maior parte das operações normalmente sob responsabilidade do COL em Copas. O comitê indicava como deveria funcionar cada item.


Com o aval do COL, Leite espera ter dado um grande passo para atuar em operações na Copa das Confederações-2013 e na Copa-2014.

"Claro que temos esse objetivo. É um cartão de visita. Eles sentiram nossa capacidade", declarou Leite.
Segundo ele, por montar estruturas no padrão Fifa, a empresa deve gastar quase o mesmo que arrecadou nos jogos. "Como negócio, vamos ficar no 0 a 0, mas é um investimento para o futuro."

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