Mas nem só de Copa do Mundo viveu 2010. No futebol brasileiro e mundial, diversos momentos ficaram marcados e terão reflexo em 2011. José Mourinho, pela Internazionale, quebrou um jejum de mais de 40 anos ao vencer a Liga dos Campeões pelo time italiano. E depois foi comandar o Real Madrid, tornando-se sua maior estrela.
No Brasil, Neymar e Paulo Henrique Ganso tornaram-se protagonista em campo e alvo de polêmica por episódios com Dorival Júnior.
Confira dez momentos selecionados pela Trivela do futebol em 2010:
10. Compra de votos e escolha das sedes das Copas 2018/2022
Uma das maiores polêmicas do ano aconteceu justamente na escolha das sedes da Copa do Mundo de 2018 e 2022. Semanas antes da escolha, dois dirigentes da Fifa e membros votantes do comitê executivo da entidade, Reynald Temarii, que representa o Taiti, e Amos Adamu, presidente da federação de futebol nigeriano, foram afastados acusados de corrupção por venda de votos. Pouco depois, Ricardo Teixeira e Nicolás Leoz apareceram envolvidos em outro escândalo da ISL, nos anos 1990 – ambos também são membros do comitê executivo.No final, a escolha da Rússia para sede de 2018 (deixando para trás Portugal/Espanha, Holanda/Bélgica e Inglaterra) e do Qatar para 2022 (derrotando Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul e Austrália) resultou em surpresa e ficou com um sabor amargo de marmelada – e muita choradeira de quem perdeu.
9. Ataque à delegação do Togo na CAN
No dia 8 de janeiro de 2010, a delegação da seleção do Togo foi atacada em Cabinda, território que tenta a independência da Angola. O time se preparava para a Copa Africana de Nações (CAN). O motorista, um angolano, morreu, assim como o assessor de imprensa da seleção, Stan Ocloo. Dois jogadores ficaram feridos, sendo que um deles, o goleiro Kodjovi Obilale, foi obrigado a abandonar o futebol por causa dos ferimentos e ainda luta para tentar voltar a andar.O governo de Togo exigiu que o time voltasse ao país, o que foi prontamente obedecido. A Confederação Africana de Futebol (CAF) prontamente excluiu a seleção de Togo do torneio e ainda puniu os togoleses com a proibição da participação em competições internacionais. Meses depois, a Fifa interveio e retirou a punição. Um marco negativo na história do futebol.
8. Muricy abrindo mão da Seleção para ficar no Fluminense
Um dos momentos mais importantes da carreira de um treinador é a Seleção Brasileira. Muricy Ramalho foi o escolhido para suceder Dunga no cargo após a Copa do Mundo. Reuniu-se com Ricardo Teixeira, interessou-se, mas o Fluminense não liberou o técnico – contratado meses antes pelo clube carioca – para assumir o cargo.Muricy poderia ter pedido demissão ou ter forçado sua saída. Não quis. Preferiu honrar o compromisso com o Fluminense. Continuou no clube e quem foi para a seleção foi Mano Menezes, do Corinthians. Muricy terminou o ano como campeão brasileiro pelo Fluminense, depois de 26 anos de fila.
7. Anelka xingando Domenech na Copa do Mundo
Uma França que não foi nem sombra do seu passado recente em Copas do Mundo esteve na África do Sul para um dos maiores vexames da história. Não só o time não conseguiu classificar-se e foi eliminada na primeira fase, como ainda teve que conviver com o futebol péssimo e uma greve dos jogadores em pleno torneio.Tudo fruto de um xingamento de Nicolas Anelka, que mandou Raymond Domenech para aquele lugar, com direito a todos os opcionais. O jogador foi afastado, os outros não gostaram e se rebelaram. O resultado todos vimos. E ainda teve Domenech mostrando uma falta de educação e respeito terrível ao se recusar a cumprimentar Carlos Alberto Parreira, no último jogo dos franceses no Mundial, contra a África do Sul.
6. Ganso e Neymar x Dorival Júnior
A relação de Dorival Júnior com os jogadores jovens do Santos foi marcante. Primeiro, na final do Campeonato Paulista, o técnico quis tirar Paulo Henrique Ganso de campo no final do jogo contra o Santo André. O meia se recusou a sair. Disse que ficava e que Dorival tirasse André de campo. Uma demonstração de personalidade – e insubordinação – do jogador.No Campeonato Brasileiro, em jogo contra o Atlético Goianiense na Vila Belmiro, Neymar ficou nervoso por Dorival Júnior não ter deixado que ele cobrasse um pênalti – o atacante vinha desperdiçando cobranças frequentemente. Xingou o técnico, virou de costas e voltou a insultá-lo na saídade campo, para imprensa e torcida ouvirem. O episódio gerou punição e a posterior demissão de Dorival Júnior, por discordância em relação ao tempo de punição de Neymar.
5. Mazembe derrota Internacional na semifinal do Mundial de Clubes
A história do Mundial de Clubes desde que a Fifa assumiu o seu controle e o integrou com o Intercontinental (a partide de 2005) sempre foi a mesma: os favoritos sul-americanos e europeus vencem seus adversários na semifinal e decidem o título. Até 2010. O TP Mazembe derrotou o Internacional e foi à decisão. A primeira de um clube africano.O momento história teve a participação de uma partida pouco inspirada do Internacional e um jogo bem feito pelos congoleses, que conseguiram fazer 2 a 0, com dois belos gols, e garantiram o seu lugar na decisão. Os africanos perderam a final para a Internazionale por 3 a 0, mas não importa: já tinham marcado a história do futebol com sua alegria e as comemorações de gol do goleiro Muteba Kidiaba.
4. Barcelona 5x0 Real Madrid
O primeiro embate entra o Barcelona fantástico de Pep Guardiola e o Real Madrid renovado sob o comando de José Mourinho, o mesmo que terminou com o sonho do Barcelona de comemorar um título de Liga dos Campeões no Santiago Bernabéu, acabou sendo um massacre. Uma goleada histórica, memorável, uma aula de futebol dos Blaugranas, no mesmo palco que Mourinho eliminou o Barcelona, pela Inter, meses antes.O Camp Nou viu um domínio total e absoluto de um time sobre outro, como poucas vezes é visto em qualquer clássico. A mão espalmada tornou-se símbolo de uma goleada que teve Xavi, Pedro, David Villa e até o cantero Jeffren marcando gols. Um momento que ficará para sempre na história do futebol e na lembrança dos torcedores dos dois times.
3. Barcelona x Inter, semifinal da Liga dos Campeões
José Mourinho tinha conseguido um feito no primeiro jogo daquela semifinal: vencer o Barcelona por 3 a 1 em casa, atropelando o time de Pepe Guardiola, e poder até perder por 1 a 0 no Camp Nou. Ainda assim, a tarefa era árdua. O Barcelona de Lionel Messi, além de campeão vigente, poderia muito bem ser considerado o melhor time do mundo.A tarefa ficou ainda mais difícil depois que Thiago Motta foi expulso aos 28 minutos do primeiro tempo, depois de uma simulação de Sergio Busquets. A Inter de Mourinho transformou-se em um time de handebol, defendendo com os seus dez jogadores, todos atrás da intermediária, formando uma barreira na frente da área.
O Barcelona martelou, martelou, martelou, mas conseguiu apenas um gol aos 44 minutos, insuficiente para levar a vaga, que ficou com a Inter, com direito a Mourinho correndo em campo, em uma cena épica, com o braço apontado para cima, e os jogadores da Inter comemorando em campo a conquista.
2. Gol de Iniesta na final da Copa do Mundo
Um dos momentos mais marcantes da história do futebol e das Copas do Mundo. Era prorrogação, Espanha e Holanda empatavam por 0 a 0 na final do Mundial. No segundo tempo da prorrogação, em jogada que passou por Fernando Torres, Cesc Fàbregas e terminou com um chute cruzado de Andrés Iniesta, que deu o título à Espanha.No momento de maior glória pessoal e do seu país no esporte, Iniesta ainda homenageia Dani Jarque, jogador do Espanyol que morreu em agosto de 2009 e era amigo pessoal do jogador, com uma camiseta.
1. Luis Suárez em Uruguai x Gana, quartas de final da Copa do Mundo
Uma Copa do Mundo é sempre um momento diferente, especial. No final da prorrogação de um jogo das quartas de final, o placar marcava um empate por 1 a 1. Gana era o último país africano vivo na Copa da África. No último minuto do segundo tempo da prorrogação, Luis Suárez impediu um gol de Gana ao espalmar uma bola na linha do gol. Recebeu cartão vermelho e caminhou, decepcionado, para o vestiário.Asamoah Gyan cobrou o pênalti, a bola triscou a trave e foi por cima. Suárez comemora como se fosse um gol na entrada do túnel do vestiário. A disputa iria para os pênalti. O Uruguai, com uma cobrança de pênalti de muito sangue frio de Sebastián “Loco” Abreu, classificou-se. O atacante do Botafogo justificou o apelido ao dar uma cavadinha em plena disputa de pênaltis nas quartas de final da Copa do Mundo.





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