Sem opções, clubes brasileiros transformam árabes e europeus em inimigos

4.1.11 | Marcadores:
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“Entre nós e o jogador está tudo acertado, só falta a liberação do clube dele lá”. Essa frase genérica tem sido repetida insistentemente por dirigentes do Brasil nos últimos tempos. Só que ao invés de esclarecer sobre o andamento de uma negociação, ela ilude torcedores e transforma em “inimigos” alguns clubes, geralmente árabes e europeus, que pagaram verdadeiras fortunas para contar com atletas brasileiros.

O primeiro caso foi o do atacante Adriano, da Roma. Corinthians, Palmeiras e Flamengo cogitaram contar com o jogador, que tem contrato com o time italiano até 2013. Mesmo sem o consentimento dos europeus, o diretor de futebol do Corinthians, Roberto de Andrade, afirmou que já tinha “acertado com o jogador o empréstimo de um ano”.

Só faltava o que? A liberação da Roma, que paga cerca de 3 milhões de euros por ano ao atacante e que gostaria de manter o atleta no elenco, segundo informou a presidente do clube, Rosella Sensi.

- Ele espera jogar, e nós não cobramos nada dele. É um grande campeão e terá a sua chance. Queríamos um grande jogador. Agora que temos, vamos nos queixar? O Adriano é um jogador da Roma e será no futuro.

Resultado: Adriano voltou para a Itália nesta segunda-feira (3) e afirmou que fica no clube até o fim do contrato.

Outro caso que ganha destaque na mídia brasileira é o de Ronaldinho Gaúcho. O meia tem contrato com o Milan até junho de 2011, mas já pode assinar um pré-contrato com qualquer outra equipe. A intenção de dirigentes brasileiros, porém, é poder contar com o jogador antes do fim do vínculo com os italianos. E sem ter que pagar por isso, de preferência.

Só que não será tão simples assim. Para liberar Ronaldinho, o Milan exige o pagamento de R$ 17,6 milhões como compensação. Assis, irmão e empresário do meia, já negocia salário e tempo de contrato com Palmeiras, Grêmio e Flamengo. Agora, claro, “só” falta a liberação do time italiano. O Blackburn, da Inglaterra, foi a única equipe a procurar diretamente o Milan. Ofereceu cerca de R$ 15 milhões para contar com o atleta.

O volante Cristian, que tem contrato até 2013 com o Fenerbahce, é outro que quer voltar para o Brasil. O jogador negocia o retorno diretamente com o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez. Só que os turcos pagaram cerca de R$ 15 milhões pelo jogador em 2009, e não querem “devolver” o atleta de graça. Sanchez já avisou que só falta a liberação do Fenerbahce para que a torcida reencontre um dos maiores ídolos dos últimos tempos.

A situação é semelhante à do meia Marcinho, ex-Flamengo, que já acertou salário e tempo de contrato com o Timão, mas ainda precisa do aval do Qatar Sports Club para fechar com o clube paulista. Marcinho tem contrato até julho com o time árabe, que pagou 3,2 milhões de euros pelo jogador em 2008.



O caso do goleiro Felipe, ex-Corinthians, que acertou com o Flamengo, é uma exceção até agora. Com contrato até maio com o Braga, de Portugal, o jogador negociou com o Rubro-Negro e esperou a liberação dos portugueses para falar como jogador do clube carioca. Como não pagaram nada pelo atleta, os dirigentes do Braga aceitaram liberar o jogador sem compensação financeira.

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