Uma das cinco cidades pré-selecionadas para a Copa das Confederações-2013, evento-teste para o Mundial do ano seguinte, Salvador está com a reconstrução da Fonte Nova ameaçada segundo o próprio governo da Bahia.
Controlado pelo PT, o Poder Executivo local acusa o Tribunal de Contas do Estado de impedir a liberação dos R$ 323,6 milhões já contratados junto ao BNDES para as obras. O orçamento total é de R$ 591,7 mi.
Dos sete integrantes do órgão fiscalizador, apenas um não foi indicado pelos antecessores do governador Jaques Wagner, período em que o grupo rival do ex-senador Antonio Carlos Magalhães, morto em 2007, dominou a cena baiana.
A primeira parcela do financiamento deveria ser depositada ainda em março, conforme o contrato. Mas ele foi reprovado pelo tribunal, sob alegação de não terem sido apresentados os projetos básico e executivo da arena.
Relator do processo, o conselheiro Pedro Lino nega o rótulo de 'carlista', diz que chegou a romper publicamente com ACM e acrescentou que o colega Zilton Rocha, o único colocado na corte por Wagner, também votou contra o governo.
Do outro lado, o secretário estadual da Copa, Ney Campello, reclama. "Me parece mais uma manifestação pessoal do conselheiro... Que tipo de intenção pode ter um baiano de vir a prejudicar uma obra dessa? Mas certamente não é uma motivação rigorosamente técnica". "Se continuar assim, vai atrasar", completa.
O empreendimento vem sendo tocado com recursos próprios dos acionistas, além de um empréstimo-ponte do BNB, informa o consórcio OAS-Odebrecht. As empreiteiras formam o braço privado da Parceira Público-Privada assinada em janeiro de 2010.
Em nota enviada à Folha, o consórcio declarou que, "quanto ao referido 'impasse', respeitamos todas as instâncias e poderes constituídos e aguardamos o desfecho das negociações". Na última semana, porém, dois executivos das empresas estiveram no Tribunal de Contas e solicitaram ao menos a liberação de parte das verbas.
Nesta quarta-feira, sessão do TCE-BA voltará a apreciar o assunto devido a um pedido da Procuradoria Geral do Estado realizado na sexta passada.
A Folha apurou que os conselheiros devem aceitar liberar 20% dos R$ 323,6 milhões --cerca de R$ 64 mi-- graças a uma permissão no contrato com o BNDES (cláusula 10, inciso II, alínea A), mesmo sem a apresentação do projeto executivo.
Hoje faria anos o alentejano da Mina de São Domingos que brilhou no
Benfica. Quem viu jogar Valadas?
-
Valadas representou o Benfica entre 1934 e 1944
Talvez o primeiro grande futebolista alentejano, um extremo esquerdino
natural da Mina de São Domingos que ...
Há 10 horas





Nenhum comentário sobre “Disputa política trava verba do BNDES para arena da Copa na BA”
Faça seu comentário
BLOG DE ESPORTES COM ATUALIZAÇÕES DIÁRIAS, ABERTO A QUALQUER TIPO DE COMENTÁRIO SOBRE O ESPORTE NACIONAL E INTERNACIONAL, COMENTE SEM POUPAR PALAVRAS. AGRADECE O BLOG DO TORCEDOR.