Custo alto impossibilita teste de bolas com chip eletrônico no futebol brasileiro

8.12.10 | Marcadores:
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O Fórum Internacional de Futebol 2010, o Footecon, realizado no Rio de Janeiro, foi palco de um debate sobre as novas diretrizes da arbitragem brasileira nesta quarta-feira. Sempre muito comentada, a questão que envolve a tecnologia no futebol foi abordada de diferentes formas no salão principal do evento.

O árbitro Carlos Amarilla, do Paraguai, e o recém aposentado Carlos Eugênio Simon, chegaram ao denominador comum da importância de mudanças na arbitragem. Ao que parece, a evolução ocorrerá lentamente, já que até alguns testes tecnólogicos são momentaneamente inviáveis no futebol brasileiro.

"Uma bola com chip eletrônico custa 4 mil reais. Partindo do princípio que uma partida precisaria de 10 bolas, seriam 40 mil reais. É um preço muito salgado para um jogo, e ainda mais em todas as divisões. Obviamente, hoje é cada vez mais complicado acompanhar o futebol na velocidade que está. Mas enquanto isso precisamos nos preocupar em fazer um plano de carreira para os árbitros. Uma profissionalização como a que ocorre com os jogadores", explicou, Sérgio Correa, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF.

O paraguaio Carlos Amarilla relatou uma experiência curiosa que viveu no Peru, em 2007. Na ocasião, testes com chips em bolas foram realizados sem êxito.

"A tecnologia será excelente, mas precisa ser 100% acertiva. No mundial sub-17, no Peru, fizemos testes que não foram aprovados. Toda a vez que a bola passava por cima do travessão, o chip acusava gol... (risos)", revelou, seguido por Simon.

"Essas questões precisam ser implementadas cada vez mais. É o ponto eletrônico, a bandeira eletrônica, o chip na bola. Tudo isso pode auxiliar e diminuir os contratempos. Acho que a tecnologia veio para ficar, mas além disso precisamos ter uma valorização profissional dos árbitros. Toda uma estrutura", disse.

Por fim, Sérgio Correa parabenizou a arbitragem brasileira. Segundo o dirigente, o número de erros é pequeno em relação ao de jogos por temporada.

"Acompanhamos 1.500 partidas por ano. O índice de erros chega a 5%. Temos um acerto muito maior e a tendência é a de sempre melhorar. Isso precisa ser valorizado", finalizou.

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