Mais que um clube, mais que um time. O slogan com ar até arrogante cai como uma luva para o Barcelona de hoje. Uma equipe ofensiva, inovadora, onde joga o maior craque da atualidade e que, de quebra, volta a ser a dona da Europa. Com seu toque de bola espetacular, o time catalão fez mais uma vítima para coroar o melhor futebol do mundo. Venceu o Manchester United por 3 a 1, em Wembley, e conquistou a Liga dos Campeões da Europa.
O Barcelona entra para o seleto hall dos tetracampeões da Liga ao lado de Ajax-Hol e Bayern de Munique. Só está atrás de Liverpool (cinco títulos), Milan (sete) e do rival Real Madrid (nove). A equipe já está credenciada para o Mundial de Clubes em busca do bicampeonato depois do título de 2009.
Lionel Messi mais uma vez foi a grande estrela e não se cansa de quebrar recordes. O argentino se tornou o maior artilheiro em uma temporada de Liga dos Campeões ao lado de Ruud Van Nistelrooy, que fez doze gols na temporada 2002-2003. Mais uma vez ele foi o carrasco do Manchester United e deixou sua marca na final.
A final coroou duas equipes que, apesar de estilos diferentes, primam pelo futebol técnico e objetivo. Dois atuais campeões nacionais e que chegaram à decisão com campanhas incontestáveis. Líderes de seus grupos na primeira fase, Barcelona e Manchester tiveram dificuldades nas oitavas e a partir daí se impuseram com goleadas ou diante de grandes rivais como Real Madrid e Chelsea. Mas o favoritismo dessa vez se confirmou.
O Manchester sabia que não poderia se deixar levar pelo estilo do Barcelona e entrou em campo disposto a não cair no envolvente toque de bola rival. Impôs pressão na saída de bola e obrigou os espanhóis e recuarem fugindo de seu estilo e até errando passes curtos.
Mas passado o ímpeto inicial, o Barça aos poucos conseguiu reencontrar seu jeito de jogar abrindo espaços com Xavi e Iniesta diante de um rival amedrontado. E contra os catalães não é permitido errar. O Manchester perdeu a bola ainda no campo de ataque e foi o suficiente para ficar em desvantagem. A bola encontrou Xavi que tocou para Pedro aparecer de surpresa na cara de Van der Sar.
Messi termina a Liga também como o rei das estatísticas. Artilheiro com 12 gols, é também quem mais chuta em direção à meta (34) e o mais caçado com 36 faltas sofridas.
Parecia o início do desfecho mais esperado por todos, mas o Manchester conseguiu surpreender até a si mesmo. Isso porque também tem um gênio: Wayne Rooney. O atacante que gosta de polêmicas apareceu com um golaço para calar quem o critica por não ser decisivo.
Mas o Barcelona não se acanha e seguiu em busca do segundo gol que quase saiu em jogada de Messi. Com um empate, o primeiro tempo terminou mostrou bem como são as duas equipes. O Barça teve 67% de posse de bola e seis tentativas de chutes de gol. O Manchester primou pela eficiência.
O segundo tempo teve outra cara. O Barcelona, enfim, se impôs e deu uma aula de um futebol. Messi também não queria ficar fora da festa. Logo aos 8 minutos mostrou porque é o melhor jogador do mundo e fez um golaço de fora da área.
Os comandados de Pep Guardiola assumiram o controle do jogo e não davam espaços ao rival mantendo 67% da posse de bola. Os Diabos Vermelhos chegaram a mostrar nervosismo e cometeram faltas duras. Mas prevaleceu a técnica e David Villa fez outro golaço em jogada começada por Messi. A festa estava garantida para os barcelonistas em Wembley que não paravam de cantar.
Hoje faz anos Cândido Costa. Chegou “gordo”, “a rebolar”, mas jogou uma
final da Taça pelo Belenenses. Quem se lembra?
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Cândido Costa jogou pelo Belenenses entre 2006 e 2010
Após ter saído do FC Porto, em janeiro de 2003, Cândido Costa andou algo
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