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Ecclestone dá ultimato e ameaça tirar Interlagos da F-1 já em 2014: 'Chega'

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A paciência de Bernie Ecclestone, dono dos direitos comerciais da Fórmula 1, com o Autódromo de Interlagos parece ter chegado ao limite. Em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, o chefão da categoria deu um ultimato às autoridades paulistas com relação às obras prometidas no circuito. Com palavras duras, ele ameaçou tirar a pista - que sediou 31 GPs e coroou diversos campeões mundiais - do calendário do principal campeonato de automobilismo do planeta já na próxima temporada:
- As promessas de reforma de Interlagos não foram cumpridas. Agora chega. Não fosse a relação antiga e os sentimentos que me ligam ao Brasil, a Fórmula 1 já não estava mais lá. Este ano não espero mudanças. Mas se o autódromo não estiver na condição que a Fórmula 1 necessita em 2014 não iremos a São Paulo – bradou em sua passagem por Xangai, palco doGP da China deste fim de semana, vencido por Fernando Alonso, da Ferrari.

Ferrari blinda Massa até em casa

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A Ferrari não está para brincadeira. Depois de proibir que Fernando Alonso e Felipe Massa falassem com a imprensa no final de semana passado, após a última sessão de treinos antes da abertura do Mundial de F-1, o time fez questão de enviar ao Brasil um "bedel" para acompanhar o piloto brasileiro durante evento em São Paulo.

Diretor de comunicação da escuderia italiana, Luca Colajanni fez um "bate e volta" da Itália especialmente para acompanhar a entrevista de Massa, além de representar a Ferrari ante o novo patrocinador. Em outras ocasiões --como já ocorreu mais de uma vez--, Massa apenas teria tido a companhia de seu assessor de imprensa brasileiro.

Léo Pinheiro/Folhapress
Felipe Massa dá entrevista em hotel em São Paulo
Felipe Massa dá entrevista em hotel em São Paulo
Tamanha preocupação tem duas explicações. A primeira é que este é o último ano de contrato do brasileiro. E, depois de ter perdido o campeonato de 2008 em Interlagos por um ponto, Massa nunca mais conseguiu mostrar o mesmo nível de performance.

Em 2009, sofreu acidente no meio do ano e ficou de fora do resto da temporada e, nos últimos dois anos, não venceu nenhuma corrida --em 2011 teve seu pior ano pela equipe sem ter subido ao pódio em nenhuma corrida.

A segunda explicação é o fato de a Ferrari não ter ficado satisfeita com o resultado dos testes da pré-temporada.

Pat Fry, diretor técnico ferrarista, chegou a declarar após os treinos que a equipe não lutaria nem por pódios nas primeiras etapas do ano.

E, apesar de discordar em parte do dirigente, Massa também deixou clara sua insatisfação, mesmo sob o olhar atento de seu "observador".

"É difícil ter uma noção clara de onde estamos, mas é evidente que não tivemos o resultado que gostaríamos", afirmou o piloto da Ferrari.

"Queríamos ter conseguido disputar as primeiras posições mais dias. Mas é verdade também que no ano passado fizemos uma excelente pré-temporada e, quando chegou a primeira corrida, levamos quase um segundo. E dizer que não lutaremos por pódios logo de cara não é pensamento certo nesta hora."

Um dos principais motivos pelo descontentamento dos ferraristas é o fato de a equipe ter começado as sessões na Espanha com um tipo de escapamento e depois ter tomado outra direção, o que acabou custando tempo no desenvolvimento do F2012.

"O problema neste caso é que não é só mudar e pronto, acabou. Trocar um projeto como este demanda tempo e trabalho", afirmou Massa, que embarca no domingo para Melbourne, na Austrália, onde no dia 18 acontece a prova que abre o Mundial de 2012.

E, apesar de correr contra o tempo para tornar o F2012 um carro capaz de lutar por vitórias neste começo de campeonato, o brasileiro disse estar confiante. "Acredito e confio na equipe e tenho certeza de que vamos trabalhar rapidamente para reverter isso."

Após cobrança de presidente, Massa admite pior ano da carreira

23.12.11 | Marcadores:
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Horas após a cobrança pública do presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, o piloto brasileiro Felipe Massa reconheceu que 2011 foi o pior ano de sua carreira na F-1.


"Foi [o pior ano da minha carreira], mas é o que me dá mais vontade de fazer um melhor ano [em 2012]", disse o ferrarista em entrevista concedida durante uma partida beneficente no estádio Jayme Cintra, em Jundiaí, na noite desta quinta-feira.
Felipe Massa ainda falou sobre o que Ferrari precisará fazer para, pelo menos, diminuir a diferença de competitividade entre os carros do time italiano e os da Red Bull.
"Muita coisa [precisa se feita]. É um trabalho longo e muito importante que temos pela frente. Estamos focando em todos os pontos e precisamos nos juntar e nos concentrar para fazer tudo aquilo que não funcionou neste ano."
Mais cedo, Montezemolo mostrou todo o seu descontentamento com o desempenho da equipe. "Este ano nós mostramos que sabemos como perder, mas foi o suficiente. É hora de ganhar novamente".
Na temporada que consagrou o bicampeonato do alemão Sebastian Vettel, da Red Bull, a Ferrari venceu apenas uma prova, com o espanhol Fernando Alonso. Felipe Massa não conseguiu chegar ao pódio em nenhuma corrida.
A partida beneficente da qual Felipe Massa fez parte foi organizada pelo meia brasileiro Nenê, do PSG da França, e arrecadou mais de 15 toneladas de alimentos que serão distribuídos para entidades assistenciais.

Presidente da Ferrari pede mudanças e ameaça: 'Sem Ferrari não há F-1'

7.11.11 | Marcadores:
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O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, afirmou que a presença da tradicional escuderia italiana na Fórmula 1 em um futuro breve depende de algumas mudança de regras por parte da categoria. O dirigente reclamou de itens do regulamento técnico, das limitações de testes e voltou a sugerir a presença de um terceiro carro para as equipes.

- Fórmula 1 ainda é nossa vida, mas sem Ferrari não há Fórmula 1, assim como sem Fórmula 1 a Ferrari seria diferente. Se a Fórmula 1 ainda quer a Ferrari, deve mudar. Não estamos na F-1 como patrocinadores, somos construtores - ameaçou.

A história da Fórmula 1 e da Ferrari se misturam. A equipe está na categoria desde a primeira temporada da história, em 1950, sendo a maior campeã , com 15 títulos de pilotos e 16 de construtores. Entretanto, insatisfeito com as mudanças recentes, Montezemolo colocou em xeque a continuidade dessa parceria no futuro.

- Há algumas condições para continuarmos com nosso trabalho. Nós corremos não só pela publicidade que nos traz, mas acima de tudo para realizar pesquisas avançadas para todos os aspectos de nossos carros de estrada: motor, chassis, componentes mecânicos, eletrônicos e aerodinâmicos. O que não é legal é que 90% da performance do carro é hoje baseada exclusivamente na aerodinâmica.

Mais testes e três carros por equipe

Montezemolo reclamou também da limitação de testes no ano imposta pela FIA, o que prejudica o desenvolvimento e a preparação de novos pilotos.

- Outro aspecto negativo é que somos o único esporte onde o teste não é permitido. Nós construímos carros, não helicópteros, mísseis ou aviões. Claro que não podemos nos exceder, mas também não podemos deixar de oferecer oportunidades para jovens que trazemos na Academia de Pilotos da Ferrari.

O presidente também voltou a citar um ponto que tem defendido nos últimos anos: a presença de um terceiro carro por equipe. Para Montezemolo, a Fórmula 1 seria mais atraente se houvesse mais carros competitivos e aproveitou para criticar a abertura de vagas para equipes pequenas que não conseguem desenvolver carros tão velozes.

- Há a questão do terceiro carro. Nós defendemos não pelo nosso interesse, mas pelo esporte. Nós acreditamos que seria mais interessante para fãs, mídia e patrocinadores se houvesse um maior número de carros competitivos na pista em vez de carros que andam dois ou três segundos atrás, virando retardatários em poucas voltas. Seria bom ver um de nossos carros com cores norte-americanas, chinesas ou essas de Abu Dhabi - completou, referindo-se à possibilidade de a Ferrari servir carros a uma equipe-satélite.

Léo Batista diz que morte de Senna foi notícia mais difícil de dar

6.7.11 | Marcadores:
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Ícone do jornalismo esportivo, o narrador Léo Batista participou na manhã desta terça-feira do programa Redação, da Sportv. Com 79 anos de idade, ele se mostrou antenado com o que acontece no mundo esportivo e elegeu a morte de Senna a cobertura mais difícil que teve que fazer em sua longa carreira, que começou em 1947 e inclui até mesmo a morte de Getúlio Vargas no currículo.

“Eu estava com o ponto no ouvido e entendo um pouco de italiano, e lá eles falavam que ele já tinha perdido massa encefálica e eu pensava ‘Como assim?’ e fiquei desesperado chamando o Cabrini para entrar no ar, aí ele entrou e disse que realmente o Senna tinha falecido. Infelizmente, tive que dar a notícia. Fico arrepiado até hoje só de lembrar”, confessou.

Entre as curiosidades, ele contou que é muito abordado pelas pessoas na rua. Às vezes, nem sempre de modo assim tão lisonjeiro. “Uma vez uma senhora chegou e disse: ‘O senhor é o Léo Batista? Ah, eu assisto sempre o senhor na TV, mas o senhor na TV tem uma pele lisinha, tem uma cara boa, porque o senhor não é mais garoto, mas agora eu estou olhando o senhor, pessoalmente o senhor tá bem encarquerado”, contou.

O narrador disse que ficou envergonhado, mas deu o troco na mesma moeda. “Falei: ‘Minha senhora, faz um favor. Olha, eu uso lá na TV a maquiagem, tem um produto alemão, tem um americano que a minha filha me manda lá de Miami, mas esses produtos estão à venda. Lá em Ipanema tem uma senhora que tem uma lojinha e ela vende esses produtos. Se a senhora quiser, eu dou o endereço e o telefone, a senhora usa e a senhora também vai melhorar para caramba”, disse.

Batista disse que sempre ouviu muito rádio, desde criança. Ele chegou a ser narrador de alto-falante no interior de São Paulo, ainda com 15 anos. Destaque no rádio, ele foi ganhar a televisão apenas anos depois, já na cidade carioca.
“Eu vim para o Rio de Janeiro em 5, na rádio Globo. Eu era narrador de rádio, até porque não tinha televisão. Televisão no Rio de Janeiro veio em 55. Em 74, rapaz, hoje a nossa equipe vai com no mínimo 150, 200, 800, um milhão, sei lá, ainda fora os que contrata. Eu fui só com o Edson Ribeiro, o Orlando Moreira, enfim eram três ou quatro pessoas. O Armando Nogueira chefiando e o cara do dinheiro para pagar as viagens. E cheguei na Copa da Alemanha e cobri sozinho como repórter “, lembrou.

Léo também lembrou de bizarrices que já teve que narrar no Esporte Espetacular. “O pior que tinha, as duas coisas mais estranhas eram cuspe à distância, o cara ficava, aquela multidão torcendo, o cara ficava mascando fumo, que coisa porca, horrível, e eu tinha que narrar aquilo no início. Os mais antigos se lembram disso, não é brincadeira. E a demolição, era um monte de carros numa arena, enlameada ou empoeirada e se batendo, se matando lá, não sei como é que não morriam os pilotos, até que sobrava um carro. O último tudo despedaçado, fumaceando e tal, ganhava”, contou.

Para finalizar, ele ainda gravou as chamadas do É gol, programa que passa em seguido ao Redação, lembrando os velhos tempos de apresentador.

Vettel põe todos os rivais no retrovisor de novo e crava a pole em Valência

25.6.11 | Marcadores:
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É um espelhinho que não passa muito de 15cm de largura por 5cm de altura, mas Sebastian Vettel continua dominando a receita para colocar os outros 23 carros da Fórmula 1 ali dentro. No treino classificatório de sábado para o GP da Europa, o alemão manteve a rotina, voou com 1m36s975 e, pela sétima vez em oito corridas neste ano, vai largar olhando todos os adversários pelo pequeno retrovisor da sua RBR. A polêmica mudança nas regras de mapeamento dos motores, que em tese prejudicaria a equipe austríaca na corrida, não impediu a dobradinha no treino para compor a primeira fila. Ao lado de Vettel larga o companheiro Mark Webber, seguido pelo inglês Lewis Hamilton, da McLaren.

Dono da casa, o espanhol Fernando Alonso sai em quarto com sua Ferrari, seguido pelo brasileiro Felipe Massa, que na última volta tomou a quinta posição da McLaren de Jenson Button. Rubens Barrichello, da Williams, larga na 13ª posição.

Sebastian Vettel Adrian Sutil fórmula 1 F-1 Valencia (Foto: Reuters)Como de hábito, Sebastian Vettel não verá ninguém à sua frente na largada de domingo (Foto: Reuters)
 
A corrida pelas ruas de Valência começa às 9h deste domingo, com transmissão ao vivo da TV Globo e acompanhamento em Tempo Real do GLOBOESPORTE.COM. Líder do campeonato com 161 pontos, Vettel tenta ampliar sua vantagem para o vice Jenson Button, da McLaren, que tem 101. Massa é o sexto da lista, com 32 pontos.

Q1: Felipe com pneus macios

A um minuto do fim do Q1, Massa chegou a ter o 17º melhor tempo, o último dos que se classificariam para o Q2. O brasileiro, no entanto, usando pneus macios, pulou para o topo da lista com 1m38s413, bem à frente dos rivais. O espanhol Jaime Alguersuari, da STR, não conseguiu avançar para a segunda fase do treino e se juntou a Heikki Kovalainen (Lotus), Jarno Trulli (Lotus), Timo Glock (MVR), Vitantonio Liuzzi (Hispania), Jerome D’Ambrosio (MRV) e Narain Karthikeyan (Hispania), sem grandes surpresas.
 Q2: Barrichello fica pelo caminho

A 7m59 do fim do Q2, o venezuelano Pastor Maldonado viu o câmbio da sua Williams ficar travado em segunda marcha e, com o carro atravessado na pista, forçou uma bandeira vermelha. Os ficais entraram, o reboque foi acionado e, cinco minutos depois, o treino recomeçou.
Àquela altura, Schumacher, Heidfeld, Sutil, Di Resta e Barrichello lutavam pelas três últimas vagas na superpole. Rubinho andava bem, mas sua esperança acabou com um erro na freada da última curva. O brasileiro ficou fora da parte final da disputa, com a 13ª posição do grid. A única surpresa ficou por conta do russo Vitaly Petrov, da Renault, que não conseguiu passar com o tempo de 1m39s068. Avançaram Vettel, Hamilton, Button, Alonso, Webber, Schumi, Rosberg, Massa, Heidfeld e um surpreendente Adrian Sutil, que levou sua Force India pela primeira vez ao grupo dos dez melhores.

Q3: Vettel sobra nas ruas de Valência
Alonso pulou na frente nas primeiras parciais do Q3, com 1m37s454, mas Vettel logo mostrou suas credenciais com 1m36s975, seis décimos à frente do companheiro Webber. Mesmo com quatro décimos de vantagem para Hamilton, Vettel ainda voltou à pista na parte final do treino, mas foi apenas uma formalidade. O alemão sobrou e não foi ameaçado na briga pela pole.
Webber, que era apenas o quinto colocado após a primeira parte da superpole, melhorou seu tempo nos instantes finais e pulou para a segunda posição, compondo a dobradinha da RBR. Hamilton assegurou a terceira posição no grid, à frente de Alonso, e Massa ainda conseguiu roubar a posição de Button no fim para se aproximar de Alonso.

Sebastian Vettel Mark Webber Lewis Hamilton fórmula 1 F-1 Valencia (Foto: Getty Images)O pole Sebastian Vettel entre Webber e Hamilton: rotina mantida no GP da Europa (Foto: Getty Images)
 
Veja como ficou o grid de largada do GP da Europa:
1. Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - 1m36s975
2. Mark Webber (AUS/RBR-Renault) – 1m37s163
3. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - 1m37s380
4. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1m37s454
5. Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1m37s535
6. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - 1m37s645
7. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - 1m38s231
8. Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - 1m38s240
9. Nick Heidfeld (ALE/Renault-Lotus) - 1m38s781
10. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - 1m39s034
Eliminados na segunda parte do treino classificatório:
11. Vitaly Petrov (RUS/Renault-Lotus) - 1m39s068
12. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - 1m39s422
13. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) - 1m39s489
14. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - 1m39s525
15. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth) - 1m39s645
16. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari) - 1m39s657
17. Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - 1m39s711
Eliminados na primeira parte do treino classificatório:
18. Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - 1m40s232
19. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault) - 1m41s664
20. Jarno Trulli (ITA/Lotus-Renault) - 1m42s234
21. Timo Glock (ALE/MVR-Cosworth) - 1m42s553
22. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth) - 1m43s584
23. Jerome D'Ambrosio (BEL/MVR-Cosworth) - 1m43s735
24. Narain Karthikeyan (IND/Hispania-Cosworth) - 1m44s363

Ferrari renova contrato de Fernando Alonso até 2016

19.5.11 | Marcadores:
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A Ferrari anunciou nesta quinta-feira a prorrogação do contrato de Fernando Alonso até o final da temporada 2016 da Fórmula 1. Satisfeito com o acordo, o piloto espanhol afirmou que pretende encerrar a sua carreira na equipe italiana. "É um grande prazer ter renovado o contrato de um piloto que sempre demonstrou ter uma mentalidade vencedora, mesmo nas piores circunstâncias", afirmou, nesta quinta-feira, o presidente da equipe, Luca di Montezemolo.


Desde 2010 na Ferrari, Alonso venceu cinco corridas pela equipe italiana e tinha contrato até o final de 2012. "Fernando tem todas as capacidades técnicas e pessoais para desempenhar um papel preponderante na história da Ferrari, e espero que posa enriquecê-lo com o maior número de vitórias em um curto espaço de tempo", disse.

"Eu imediatamente me senti confortável na Ferrari e agora eu sinto como se fosse a minha segunda família", disse Alonso. "Tenho a maior fé nos homens e mulheres que trabalham em Maranello e naqueles que os lideram. Portanto, é natural para mim decidir prolongar o meu relacionamento a longo prazo com esta equipe em que eu, sem dúvida, vou encerrar minha carreira na Fórmula 1 um dia".

Alonso chegou à Ferrari após passagem pela Renault, e quase ganhou o título do Mundial de Pilotos da Fórmula 1 no ano passado, em sua primeira temporada na equipe italiana. Após um começo de temporada irregular, chegou à última corrida com vantagem na classificação, mas o piloto alemão Sebastian Vettel, da Red Bull, ganhou o título após uma série de erros cometidos pela equipe e por Alonso.

A Ferrari também teve um início ruim nesta temporada. Alonso, que já foi campeão duas vezes, está em quinto lugar no Mundial de Pilotos, e seu companheiro de equipe, o brasileiro Felipe Massa, ocupa a sexta posição após a disputa de quatro corridas. O GP da Espanha acontece neste fim de semana em Barcelona.

Projetista de Senna culpa pneu furado por acidente fatal

17.5.11 | Marcadores:
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Projetista do Williams que Ayrton Senna pilotava no GP de San Marino em 1994, Adrian Newey aponta o furo de um pneu como uma possível causa do acidente que matou o piloto brasileiro.


"O carro saiu de traseira. O pneu traseiro direito provavelmente furou com os detritos da pista. Se tivesse que escolher uma única causa, seria essa", afirmou Newey, em entrevista ao jornal britânico "Guardian".


O projetista diz que nunca ninguém saberá o que realmente aconteceu antes da batida na curva Tamburello.

"Não há dúvidas que a coluna de direção se rompeu. A grande questão é se foi pelo acidente ou o que causou o acidente", disse o projetista de maior sucesso na F-1.

Ele projetou o Red Bull que domina o atual Mundial e seus carros conquistaram 119 GPs, sete títulos de Construtores e seis de Pilotos.

Newey afirmou que quase interrompeu a carreira após o acidente com Senna.

Ele conta que, ao lado de Patrick Head, diretor técnico da Williams, ficava se perguntando se eles gostariam de permanecer no automobilismo. "Nós gostaríamos de nos envolver em um esporte no qual pessoas morrem em algo que você criou?"

Newey foi acusado, e considerado inocente, pela morte de Senna pela Justiça da Itália. Em 2007, a Suprema Corte do país apontou Head como responsável por homicídio culposo (sem intenção) pela morte de Senna.

O dirigente, no entanto, não cumpriu pena porque o crime já estava prescrito.

Presidente da Ferrari cita NBA e fala em criar nova categoria em 2013

14.5.11 | Marcadores:
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O que até agora não passava de especulação no paddock da F-1 virou oficial nesta sexta-feira. O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, afirmou em entrevista à rede de TV CNN que a escuderia italiana --e os outros times da categoria-- estudam a possibilidade de criar uma categoria própria a partir de 2013, quando vence o atual Pacto de Concórdia, o acordo que rege a categoria.



"Temos de ser pragmáticos. Temos três alternativas ao final do contrato em 2012. Podemos renovar com a CVC [empresa representada por Bernie Ecclestone] ou, teoricamente, podemos fazer o que os times de basquete fizeram com muito sucesso nos EUA: criamos nossa própria empresa, como a NBA", falou Montezemolo.

"A terceira opção seria encontrar um novo sócio. Com o fim do contrato em 2012, a CVC não tem mais direitos sobre nada. É importante nós termos alternativas", completou o ferrarista.

O presidente da escuderia italiana também aproveitou para criticar a categoria atualmente. "Estamos usando muito elemento artificiais. É a mesma coisa que obrigarmos jogadores de futebol a usar tênis na chuva. Não quero assistir a uma competição de pit stops", falou, em referência ao recorde de paradas nos boxes que houve no GP da Turquia --foram 82.

"É demais. As pessoas não entendem mais as corridas. Acho que fomos longe demais com os carros. Hoje os pilotos só se concentram em botões."

Pilotos reclamam do alto número de paradas nos boxes na F-1

10.5.11 | Marcadores:
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Até o ano passado, era a falta de troca de posições nas corridas da F-1. Agora, a reclamação de pilotos e equipes é o excesso de ação.

A maior responsável por isso é a Pirelli, nova fornecedora de pneus da categoria.

Como os compostos da empresa italiana se desgastam muito mais do que os usados até o ano passado da Bridgestone, o número de pits stops aumentou consideravelmente.

No domingo, no GP da Turquia, vencido por Sebastian Vettel, da Red Bull, foram 82 trocas de pneus, um novo recorde na F-1. O vencedor, por exemplo, teve de parar nos boxes quatro vezes para poder completar as 58 voltas.

"Acho que, para os pilotos, o mais complicado é o fato de o desgaste dos pneus ser muito diferente de pista para pista, o que dificulta o nosso entendimento", afirmou Vettel, que lidera o Mundial de F-1 com 34 pontos de vantagem sobre Lewis Hamilton.

"Mas quem sofre mais são os torcedores nas arquibancadas. Depois da primeira parada, você tem pit stops a cada dez ou 15 voltas, e aí fica impossível de acompanhar a corrida, especialmente porque nem todo mundo está seguindo os três primeiros", completou o campeão.

No ano passado, a média de paradas nos boxes era de 25 vezes por corrida em condições normais (sem chuva).

Neste ano, após quatro etapas, o número subiu para 62 por prova _um aumento de 148%. Estatística que surpreendeu a própria Pirelli.

"Nós esperávamos uma parada a menos. Achamos que foi uma exceção, e a ideia é voltar a, no máximo, três pit stops por corrida a partir de agora", falou o diretor esportivo, Paul Hembery.

Além da dificuldade em acompanhar as provas, até mesmo para os pilotos, que precisam estar em constante contato com os engenheiros, outra consequência direta disso é a maior possibilidade de erros durante as paradas.

Com os mecânicos tendo de fazer seis ou oito pit stops em vez dos dois que faziam até o ano passado, em média, a chance de erros ou problemas cresceu muito.

Quem mais vem sofrendo com isso, por enquanto, é Felipe Massa. Na Malásia, segunda corrida do ano, uma falha na pistola durante seu pit fez com que ele perdesse a chance de lutar pelo pódio.

Domingo, a situação foi ainda pior. O brasileiro teve problemas em três de suas quatro paradas. Foi o 11º.

Massa gastou 1min33s500 em seus quatro pit stops. Seu companheiro de Ferrari, Fernando Alonso, terceiro em Istambul, também parou quatro vezes e precisou de 1min26s121 para as trocas.

Para Rubens Barrichello, há outro problema. "Damos três voltas no limite, e os pneus começam a se degradar. Passamos 75% da corrida gerenciando o desgaste e só o resto como pilotos."

Com folga, Vettel ganha 3ª prova no ano; brasileiros vão mal

8.5.11 | Marcadores:
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Depois de liderar o GP da Turquia durante as 58 voltas, o piloto alemão Sebastian Vettel, da Red Bull, confirmou sua terceira vitória na temporada, neste domingo, em Istambul, na quarta etapa do Mundial de F-1. O brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, foi o 11º e Rubens Barrichello, da Williams, 15º.

O australiano Mark Webber, companheiro de equipe de Vettel, terminou na segunda colocação, seguido por Fernando Alonso, da Ferrari. Lewis Hamilton (McLaren) e Nico Rosberg (Mercedes) completaram os cinco primeiros.

Thanassis Stavrakis/Associated Press
Sebastian Vettel, da Red Bull, liderou a prova da Turquia desde o início
Sebastian Vettel, da Red Bull, liderou a prova da Turquia desde o início 
Primeiro colocado também nos GPs da Austrália e Malásia, Vettel tem 93 pontos na liderança do Mundial de F-1.

Entre os brasileiros, Felipe Massa chegou a brigar pelo pódio na primeira parte da prova, mas acabou prejudicado por uma falha da equipe no trabalho de box e por uma escapada da pista. Terminou em 11º.
Rubens Barrichello, da Williams, também teve uma participação interessante até a metade da corrida. Apareceu entre os dez primeiros, mas por uma estratégia da equipe fez uma parada a menos e acabou prejudicado. Concluiu a prova em 15º.

No dia 22 de maio, será disputada a quinta etapa do Mundial de F-1 no GP da Espanha, no circuito da Catalunha.

No dia 22 de maio, será disputada a quinta etapa do Mundial de F-1 no GP da Espanha, no circuito da Catalunha.

A PROVA
 
Depois de obter a pole position sem grande esforço no sábado, o alemão Sebastian Vettel manteve a primeira colocação na largada e liderou a prova desde as primeiras voltas, sem ser ameaçado pelos rivais. Diferentemente de seu companheiro de equipe, Mark Webber, que logo no início travou um duelo duro com Nico Rosberg e depois acabou brigando com os pilotos da McLaren e, principalmente, da Ferrari pela segunda posição.

A Ferrari, inclusive, fez sua melhor prova na temporada. Depois de decepcionar nas três primeiras etapas do ano, conseguiu disputar as primeiras posições com Felipe Massa e Fernando Alonso. Na primeira parte da corrida a surpresa foi o brasileiro, maior vencedor do GP da Turquia (três vezes), que saltou da décima colocação para sétima, antes da primeira parada nos boxes. Depois não conseguiu manter o ritmo e ainda foi prejudicado em um erro de equipe na parada de box. Terminou a prova em 11º.

Já o piloto espanhol não foi brilhante nas primeiras voltas, mas teve uma atuação destacada da segunda metade da prova até o final. Não conseguiu ameaçar Vettel na liderança, mas assumiu a segunda posição e travou uma briga interessante com Webber. Faltando seis voltas para o término da provas os dois se alternaram na posição, mas o piloto australiano acabou levando a melhor e ultrapasso o espanhol.

Os pilotos da McLaren, por sua vez, fizeram uma prova irregular. Se nas corridas anteriores a equipe inglesa teve como principal rival Vettel, dessa vez travou uma batalha dura com os ferraristas Massa e Alonso, além de Rosberg (Mercedes). No início, Hamilton e Button brigaram pela segunda posição com Webber e Rosberg, que se alternavam na colocação, mas depois passaram boa parte da prova na quarta e quinta posição. No final, Hamilton foi o quarto e Button o sexto.

Já Rubens Barrichello teve uma participação melhor do que nos GPs anteriores (Austrália, Malásia e China). Conseguiu manter a 11ª posição --a mesma da largada-- no início e na segunda metade da prova chegou a figurar entre os dez primeiros colocados. Contudo, por estratégia da equipe fez uma parada a menos, apostando no jogo de pneus. Não deu certo e o brasileiro concluiu a prova na 15ª colocação.

Com capacete contra o mau-olhado, Vettel voa e faz a quarta pole do ano

7.5.11 | Marcadores:
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Após dominar os três treinos classificatórios desta temporada e chegar na Turquia com 100% de aproveitamento, Sebastian Vettel chegou a Istambul com um novo capacete, com um olho turco, chamado no país de Nazar Bancugu (rosário de olhar), símbolo contra o mau-olhado na parte superior. Com a proteção extra no treino classificatório, os adversários sequer tiveram chances de superar o alemão. O piloto da RBR saiu cedo na superpole, marcou 1m25s049, quatro décimos melhor que o companheiro, o australiano Mark Webber.

O alemão Nico Rosberg confirmou a boa fase da Mercedes após o início da temporada e marcou o terceiro tempo, à frente dos carros da McLaren, única equipe que tinha rivalizado com a RBR nas três primeiras provas. Lewis Hamilton foi o quarto, logo à frente de Fernando Alonso, da Ferrari. O espanhol foi meio segundo pior que Vettel, mas ficou cinco posições à frente de Felipe Massa. O brasileiro não completou volta na superpole e sai em décimo.

Rubinho fica a 24 milésimos de entrar na superpole

Com um bom desempenho na primeira parte do treino classificatório (Q1), Barrichello entrou motivado no segundo terço do treino (Q2). O brasileiro da Williams marcou um bom tempo na metade dos 15 minutos regulamentares do trecho. Sua volta parecia suficiente para assegurar sua primeira participação na superpole (Q3) em 2011, mas Nick Heidfeld o superou já com o cronômetro zerado. O alemão foi apenas 24 milésimos melhor que o piloto da equipe inglesa.

Massa passou com tranquilidade à superpole com a sétima posição. O brasileiro ficou a dois décimos do tempo de Alonso, seu companheiro, que foi o sexto. Sebastian Vettel foi o melhor do Q2 com o melhor tempo do fim de semana até então: 1m25s610, dois décimos à frente de Rosberg, o segundo colocado neste trecho do treino classificatório.

Kamui Kobayashi tem problemas e larga em último

O Q1 teve apenas uma surpresa: a eliminação de Kamui Kobayashi, da Sauber. Ele chegou a tentar uma volta rápida, mas seu carro apagou no meio da pista. O japonês ainda conseguiu se arrastar para os boxes, mas os mecânicos da equipe suíça acabaram descobrindo uma falha na bomba de combustível. Ainda que não tenha marcado tempo, deve ser autorizado a largar pelos comissários da FIA, mas na última posição.

Na frente, Massa precisou apelar para os pneus macios para conseguir uma vaga no Q2. O brasileiro acabou sendo o melhor do Q1, 77 milésimos à frente de Webber, o segundo melhor. Mais atrás, Barrichello sofreu para conseguir sua vaga. O piloto da Williams marcou seu tempo cedo e ficou um bom tempo parado nos boxes. Ele conseguiu a 17ª posição, no limite, após ser superado por Adrian Sutil, da Force India, já com o cronômetro zerado.

17 anos sem o ídolo

1.5.11 | Marcadores:
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A cada temporada de F1, o Brasil sente mais a necessidade de ter um novo herói. O país de Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna ficou órfão de campeões mundiais da categoria desde 1994, quando Senna (tricampeão) falaceu durante uma corrida. Os outros dois já havia se aposentando, por isso, a perda de Ayrton dói até os dias atuais no coração dos brasileiros. Essa dor completa neste domingo (1° de maio) 17 anos.

Ayrton Senna
Ayrton Senna
O início
Tudo começou em 21 de março de 1960, mas para a F1, o começo mesmo foi em 25 do mesmo mês, em 1984, quando Ayrton Senna participou pela primeira vez de um GP da principal categoria do automobilismo. Era o GP do Brasil. A grande promessa, que já havia testado por Williams, Toleman e McLaren um ano antes, chegava ao grid igual a todos os outros. Porém não foi uma corrida para ser lembrada, pois Ayrton abandonou logo na oitava volta.

Piloto brasileiro guiando a Toleman
Antes de ter um cockpit próprio, Senna já tinha mostrado sua diferença. Com 23 anos, no teste realizado pela Williams, ele fez sua volta rápida em quase 1s a menos que o que toda a equipe havia conseguido em toda aquela bateria, na pista de Donington Park, na Inglaterra.

Já como piloto oficial da Toleman, o brasileiro chegava a Mônaco pela primeira vez, sentiu-se em casa e, na corrida, partiu em arrancada com seu carro limitado da 13ª posição e acabou num polêmico segundo lugar. A história foi a seguinte. Senna vinha rápido, ultrapassando carro por carro. Já sentindo a pressão do brasileiro, Alain Prost – que liderava – pediu insistentemente que a corrida fosse encerrada antes mesmo de serem completadas todas as voltas. Pedido aceito. Mas, quando um dos comissários de prova estendeu a bandeira vermelha, o francês parou antes de cruzar a linha, mas o brasileiro cruzou como uma flecha. No entanto, a vitória ficou mesmo na mão de Alain. Começara ali a maior rivalidade da história da F1.
A primeira vitória
Primeira Vitória de Senna em Portuga

Mas o entrevero de Senna com Prost só viveria próximos capítulos quatro anos depois, quando o brasileiro foi contratado para fazer dupla com o francês na McLaren. Antes disso, Ayrton precisava começar a ganhar corridas para poder evoluir a ponto de brigar com o experiente piloto. Em 1985, já pela Lotus, o jovem chegou à primeira vitória. O GP de Portugal era o segundo da temporada e teve a liderança do prodígio de ponta a ponta.

Primeiro título
Primeiro título em 88

Senna ainda defenderia a Lotus por mais duas temporadas, até mudar para a poderosa McLaren, por onde foi campeão logo em seu primeiro ano, 88. Aquele foi o ano em que Ayrton mais cresceu como piloto. Durante a classificação para o GP de Mônaco, ele disse que esqueceu do mundo enquanto guiava cada vez mais rápido. Foi aí que ele percebeu que poderia se machucar num carro de Fórmula 1. Após o fato, ele venceu oito das 15 corridas restantes e ficou com o primeiro campeonato.

“Eu já estava com a pole, por 0,5s à frente do segundo colocado, e depois 1s. De repente, eu estava próximo de abrir 2s à frente dos outros, incluindo meu companheiro de equipe com o mesmo carro. Então eu percebi que eu não estava mais pilotando com consciência. Eu pilotava por instinto, me sentia numa outra dimensão. Era como se eu fosse entrar num túnel. Não apenas o túnel sob o hotel, mas todo o circuito parecia um túnel. Eu estava apenas indo e indo, mais e mais e mais… Eu estava acima dos limites e achava que ainda era possível buscar alguma coisa mais. Então, de repente, alguma coisa me tocou. Um tipo de despertar ao perceber que eu estava em outra atmosfera, diferente daquela que normalmente eu estava. Minha reação imediata foi a de retornar, reduzir. Eu dirigi lentamente aos boxes e não quis mais sair de novo naquele dia. Isso me apavorou, porque eu estava consciente. Isso me acontece raramente, mas eu guardei essas experiências bem vivas dentro de mim, porque é muito importante para a sobrevivência”, palavras de Senna.
Senna x Prost
Senna nunca escondeu insatisfação de correr ao lado de Prost
Senna nunca escondeu insatisfação de correr ao lado de Prost

Depois de ver seu companheiro de equipe vencer com facilidade a temporada de 88, o bicampeão mundial Alain Prost via em Ayrton o seu maior rival. Daí começava a disputa dentro da equipe McLaren. O time britânico agora era dividido em duas partes, um lado de Senna e um de Prost. Os engenheiros não compartilhavam mais informações sobre o carro, os dois pilotos já não conversavam mais.

No final de 89, apareceu a primeira evidência de que os dois eram realmente inimigos. No GP do Japão, Ayrton precisava vencer a corrida para levar a decisão do campeonato para a última prova do ano. Ao ver que Senna iria lhe ultrapassar, Alain mudou drasticamente sua linha de defesa, fechando a porta para o brasileiro, ocasionando um acidente. Senna irritado pediu ajuda dos comissários para que o ajudassem a voltar à corrida. Ele conseguiu, mas Prost foi mais ‘esperto’ e correu para a direção da prova, alegando que o seu rival teria cortado a chicane. O brasileiro foi desclassificado, tornando Alain Prost como o campeão daquele ano.

Os dois travaram vários duelos na disputa de títulos

No ano seguinte, veio o troco. Desta vez, eles não eram mais companheiros de equipe, Prost havia se transferido para a Ferrari. No mesmo circuito de Suzuka, Senna e Prost tinham mais uma disputa pelo título. Desta vez, a vantagem estava para o outro lado. Se Prost não completasse a prova, Senna seria campeão antecipado. Largando na pole, Ayrton estava reclamando por largar no lado sujo da pista. Logo na largada, Prost passou Senna, mas na primeira curva o brasileiro não reduziu e bateu forte no seu rival, fazendo com que os dois fossem para fora da corrida. Assim, Ayrton Senna se sagrava bicampeão
O tricampeonato
Senna vence o mundial de 91 de forma incontestável
Um pouco abatido por ter vencido em 90 de forma não muito limpa, Senna iniciou o campeonato de 91 com todo o gás, conquistando a vitória nos quatro primeiros GPs do ano. Ao fim da temporada, ele já somava sete triunfos em 15 provas. O mundo via o auge daquele que entrava para o hall da fama do automobilismo com três títulos mundiais.
As últimas temporadas
Senna guiando a Williams

Depois de um ano de 92 bem complicado, Senna não escondeu de ninguém a sua insatisfação por ser superado facilmente pela Williams. O brasileiro fazia questão de declarar que estava querendo uma vaga na equipe inglesa. Mas seu eterno rival, Alain Prost, tinha um contrato em vigor com a equipe e a única clausula era de que Ayrton não poderia ser seu companheiro de equipe. Dessa forma, o brasileiro continuou na McLaren, mas fazendo contratos por corridas, o que não lhe prendia à equipe britânica e o permitia disputar o mundial daquele ano.

Depois de chegar à tão sonhada Williams, Ayrton estava com uma alegria contagiante no início de 94. Entretanto, a alegria do brasileiro não iria durar muito. A FIA proibiu as inovações eletrônicas que fizeram a diferença para a equipe de Frank Williams. Senna continuava confiante, mas sentiu que o carro não estava com o equilíbrio ideal. Nas duas primeiras corridas do ano, dois abandonos de prova. A Williams chegava a Ímola com a intenção de ter um recomeço na temporada.

Tricampeão parecia não estar a vontade com o carro que tinha

“Eu nunca senti o Senna tão tenso como naquele fim de semana. Em nenhum momento, eu vi ele sorrindo. Estava sempre muito compenetrado, aborrecido, entristecido mesmo”, foi o que resumiu Reginaldo Leme sobre o fim de semana em Ímola, no documentário sobre o piloto.

Aquele fim de semana parecia preocupar demais Ayrton, a impressão que dava era que ele estava pressentindo sua morte. Na sexta-feira, um acidente impressionante fez com que Rubens Barrichello fosse vetado da corrida. No treino classificatório, o acidente fatal com o piloto Roland Ratzenberger fez com que Senna ficasse perplexo. Mesmo com os acidentes, Senna conseguiu a pole. Mas nem Frank Williams estava confiante que o brasileiro ia para a corrida, já que o piloto estava muito abatido, triste.

O que parecia era que ele não queria correr naquela tarde, mesmo assim ele foi para a pista. Enquanto estava sendo pressionado pelo alemão Michael Schumacher, Senna perdeu o controle do carro e bateu forte na curva Tamburello. Estava ali encerrada a vida do ídolo brasileiro. O médico que atendeu o piloto chegou a dizer que Ayrton deu o seu último suspiro, foi quando ele percebeu que o tricampeão mundial já tinha partido.

Desafio entre carro e avião promove a venda de ingressos em Abu Dhabi

28.4.11 | Marcadores:
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A organização do GP de Abu Dhabi, disputado no circuito da Yas Marina, organizou um desafio entre um carro de corrida e um avião para marcar o início da venda de ingressos para a penúltima corrida da temporada 2011 da Fórmula 1, no dia 13 de novembro. A prova será disputada pelo terceiro ano consecutivo e o autódromo teve lotação esgotada nas duas primeiras edições. Os preços variam entre R$ 622 para a arquibancada e R$ 7.300 para os camarotes (paddock club).

- A temporada está provando ser uma das mais emocionantes da história recente da Fórmula 1. Temos planos para fazer o evento de Abu Dhabi melhor do que era antes, por isso acredito que teremos muitos fãs neste ano, que também marca o 40º aniversário dos Emirados Árabes Unidos - diz Richard Cregan, chefe-executivo do circuito da Yas Marina.

evento promove yas marine avião Abu Dhabi ingressos Fórmula 1 (Foto: Divulgação)Carro de corrida e avião fizeram desafio nesta quinta-feira em Abu Dhabi (Foto: Divulgação)
evento promove yas marine avião Abu Dhabi ingressos Fórmula 1 (Foto: Divulgação)O evento promoveu o início da venda de ingressos para o GP de Abu Dhabi de 2011 (Foto: Divulgação)

Robert Kubica deixa o hospital

24.4.11 | Marcadores:
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Mais de dois meses após sofrer um grave acidente em um rali, Robert Kubica deixou o hospital Santa Corona, na Itália. O piloto foi internado no dia 6 de fevereiro em estado grave e passou por quatro cirurgias: primeira foi na mão direita, no mesmo dia da batida; a segunda, no pé, no ombro e na parte anterior do cotovelo; as duas últimas foram na parte posterior desse mesmo cotovelo.
O site “IVG.it” divulgou um comunicado oficial do hospital informando sobre a condição do polonês.

- Robert Kubica não está mais no hospital Santa Corona em Pietra Ligure. Sua condição é boa, e o piloto vai poder começar um novo processo de reabilitação fora do hospital. Ele continuará sendo monitorado pelos médicos do hospital Santa Corona, que acompanharão os seus compromissos agendados – diz a nota.

Nesta semana, já ciente de que teria alta dentro de alguns dias, Kubica disse que voltaria para sua casa, no Principado de Mônaco, para descansar. Depois, iniciaria a nova fase da recuperação e “uma agenda de treinos leves”.

Piloto de 67 anos morre três dias após batida em Interlagos

20.4.11 | Marcadores:
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O piloto Paulo Kunze, que sofreu grave acidente no último domingo em Interlagos, morreu nesta quarta-feira, aos 67 anos, no Hospital Alvorada, em São Paulo. Ele estava em coma em decorrência de um quadro neurológico grave, causado por um traumatismo craniano.

O acidente aconteceu durante etapa da Stock Paulista. Kunze foi operado na noite de domingo, mas não resistiu aos ferimentos. Ele entrou em coma nesta terça e morreu hoje pela manhã, três dias depois da colisão.

Duas semanas antes da batida de Kunze, ocorrida no início da reta oposta de Interlagos, outro acidente marcou a pista na capital paulista. O piloto Gustavo Sondermann perdeu o controle na Curva do Café, acabou atingido por outro carro durante prova da Copa Montana, categoria de acesso da Stock, e também não resistiu. O acidente levou pilotos de todo o País a cobrarem melhorias na segurança do autódromo.

Já a batida de Kunze deve gerar o início de uma nova discussão: a CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) estuda impor uma "reciclagem" a pilotos mais velhos, que seriam submetidos a testes periódicos para que a entidade verificasse as condições de competir.

Confira a nota oficial do Hospital Alvorada:

NOTA DE FALECIMENTO

O Hospital Alvorada lamenta informar que o piloto Paulo Kunze, de 67 anos, não resistiu aos ferimentos decorrentes de um traumatismo crânio-encefálico e faleceu nesta quarta-feira, dia 20/04, às 10h30.

O velório será no Cemitério de Congonhas, em horário a ser definido pelos familiares.

Hospital Alvorada.

Com informações da agência Gazeta Press

Após dois meses de acidente, Kubica tem alta e deixará hospital em breve

19.4.11 | Marcadores:
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Robert Kubica recebeu alta do Hospital Santa Corona, em Pietra Ligure, na Itália, e deve deixar nos próximos dias o local onde está internado desde o grave acidente no rali Ronde di Andora, em 6 de fevereiro. A data de saída do polonês da Renault-Lotus ainda não está confirmada. De acordo com o site da TV polonesa TVN24, os médicos afirmam que o piloto não corre mais risco de infecções.

VOANDO BAIXO: veja como ficou o carro de Robert Kubica após o acidente no rali

Apesar da alta médica, o hospital deixou claro que a decisão da data em que Kubica deixará o hospital será do próprio piloto. Após a saída, ele terá de frequentar uma clínica de reabilitação para continuar o processo de recuperação do acidente. Os médicos responsáveis pelo tratamento ainda não asseguram que o polonês poderá retornar a um carro de Fórmula 1.

Após o grave acidente no domingo, Kubica passou por quatro operações nos membros superiores e inferiores do lado direito. Para surpresa dos médicos, ele fez bons progressos rapidamente em sua recuperação. O polonês chegou a correr risco de ter a sua mão direita amputada, mas os médicos do Hospital Santa Corona afastaram rapidamente o risco.

Carro acidente Kubica (Foto: Reprodução) 
Carro de Robert Kubica após o acidente no rali Ronde di Andora, em fevereiro (Foto: Reprodução)

Hamilton quebra hegemonia de Vettel e vence GP da China

17.4.11 | Marcadores:
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Lewis Hamilton quebrou a “série perfeita” de Sebastian Vettel. Neste domingo, em um fim de prova emocionante, o piloto da McLaren desbancou o atual campeão mundial e vencedor das duas primeiras etapas desta temporada e ganhou o GP da China.
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Se Vettel havia encontrado certa facilidade na Austrália e na Malásia, o piloto da Red Bull se viu em dificuldades no circuito de Xangai. Pole position, o alemão foi logo ultrapassado por Jenson Button e Lewis Hamilton. Ele ainda sofreu com Nico Rosberg mas, na parte final da corrida, não resistiu à pressão de Hamilton e terminou em segundo lugar.

Curiosamente, Hamilton por pouco não teve sua corrida comprometida antes mesmo da largada. Ele teve problemas nos boxes e os mecânicos da McLaren precisaram correr para que o piloto conseguisse alinhar seu carro no grid.

Tanto Vettel como os pilotos da Ferrari adotaram a estratégia de fazer duas paradas nos boxes. Felipe Massa chegou a brigar pelo pódio, mas não conseguiu manter o rendimento no fim da prova e terminou em sexto, à frente de Fernando Alonso (sétimo colocado). Rubens Barrichello, da Williams, foi o 13º.

Outro destaque da prova foi Mark Webber. O piloto australiano, que enfrentou problemas durante os treinos e largou apenas na 18ª posição, fez uma grande prova de recuperação e terminou em terceiro. Foi dele a volta mais rápida do GP da China: 1min38s993.

Mesmo com domínio claro, Vettel adota cautela

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Ao contrário do que aconteceu nas outras duas corridas da temporada, em que houve alternância de líderes nos treinos livres, Sebastian Vettel dominou todas as atividades antes do GP da China. Foi o mais veloz nos três treinos livres e no classificatório, ficando com a pole position.

No entanto, apesar do domínino claro, o piloto da Red Bull adotou uma postura comedida e falou com muito cuidado sobre a situação da equipe: "Na corrida, tudo começa do zero novamente. É claro que, hoje, fizemos novamente um bom trabalho, mas queremos marcar pontos amanhã. Será uma corrida longa, acredito que podemos ficar satisfeitos com o carro".

O perigo, segundo Vettel, está na autoconfiança exacerbada: "Há um risco no fato de se sentir bem demais. Por isso, presto atenção para ter certeza de que nada de mau ocorrerá. Amanhã é um novo dia e o que aconteceu hoje não é tão importante, exceto pelo fato de termos conseguido um bom lugar no grid".

O piloto alemão disse que não se sentiu tão confortável no Q2, em que fez apenas o terceiro tempo, atrás de Button e Hamilton: "Cometi um erro na volta rápida. Mas estava confiante ainda assim e, no Q3, conseguimos de fato melhorar muito", disse.

A pole position de Vettel é a quarta seguida e a meta é alcançar a quinta vitória consecutiva se levadas em consideração as temporadas de 2010 e 2011.

Com o cronômetro zerado, Vettel voa e marca a segunda pole da temporada

9.4.11 | Marcadores:
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Foi mais difícil do que parecia no fim dos treinos livres de sexta-feira. Após dominar todo o primeiro dia em Sepang, a RBR teve muitas dificuldades para andar na frente dos rivais em todas as partes do treino classificatório para o GP da Malásia neste sábado. Só que, já com o cronômetro zerado, ele apareceu. Com uma volta em 1m34s870, Sebastian Vettel pulverizou o tempo de Lewis Hamilton, o melhor até então, e arrancou sua segunda pole de 2011 e a 17ª da carreira, quando nem a equipe acreditava mais. O inglês da McLaren teve de se contentar com a segunda posição, um décimo atrás do alemão.

Melhor de sexta-feira, Mark Webber ficou longe do ritmo conseguido por seu companheiro neste sábado. O australiano da RBR larga apenas em terceiro, logo à frente de Jenson Button, da McLaren, o quarto. Com uma Ferrari bem aquém das rivais, Fernando Alonso foi o quinto colocado, duas posições à frente de Felipe Massa, seu companheiro de equipe, o sétimo e o melhor brasileiro do grid. A dupla foi separada pelo alemão Nick Heidfeld, da Renault-Lotus, que ficou em sexto.

A Rede Globo transmite o GP da Malásia ao vivo na madrugada deste domingo, às 5h (de Brasília). O GLOBOESPORTE.COM acompanha todas as 56 voltas em Tempo Real com vídeos.

Confira o grid de largada para o GP da Malásia, no circuito de Sepang:

1 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - 1m34s870
2 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - 1m34s974
3 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - 1m35s179
4 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - 1m35s200
5 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1m35s802
6 - Nick Heidfeld (ALE/Renault-Lotus) - 1m36s124
7 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1m36s251
8 - Vitaly Petrov (RUS/Renault-Lotus) - 1m36s324
9 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - 1m36s809
10 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - 1m36s820

Eliminados na segunda parte do treino:
11 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - 1m37s035
12 - Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - 1m37s160
13 - Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - 1m37s347
14 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - 1m37s370
15 - Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) - 1m37s496
16 - Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) - 1m37s528
17 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - 1m37s593

Eliminados na primeira parte do treino:
18 - Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth) - 1m38s276
19 - Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault) - 1m38s645
20 - Jarno Trulli (ITA/Lotus-Renault) - 1m38s791
21 - Timo Glock (ALE/MVR-Cosworth) - 1m40s648
22 - Jerome D'Ambrosio (BEL/MVR-Cosworth) - 1m41s001
23 - Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth) - 1m41s549
24 - Narain Karthikeyan (IND/Hispania-Cosworth) - 1m42s574
 
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