| 15.nov.12/Associated Press |
| O ex-técnico Regis de Camaret |
França vê crise no tênis após condenação de técnico pedófilo
Famoso pelas polêmicas, Daniel Koellerer é banido do tênis
- O afastamento vitalício deve ser imediatamente aplicado, o que significa que o senhor Koellerer não está habilitado a participar de nenhum torneio ou competição organizada ou sancionada pelos organizadores do tênis profissional – diz a sentença.
Em junho de 2010, Koellerer foi acusado de racismo por pelos brasileiros Ricardo Hocevar e Júlio Silva. No Challenger de Reggio Emilia, na Itália, o rival disse a Silva: “Volta para a floresta, macaco!”. Sem que a arbitragem tivesse tomado providências, o paulista se dirigiu diretamente á polícia local ao término do confronto para prestar queixa.
Em setembro do mesmo ano, no Challenger de Szczecin, na Polônia, o austríaco fingiu uma contusão na partida contra uruguaio Pablo Cuevas e abandonou o jogo.
O melhor momento da carreira de Daniel Koellerer dentro das quadras foi em 2009. Na ocasião, o esportista alcançou a 55ª posição no ranking da ATP.
Bellucci bate 7º do mundo, faz história e pode pegar Djokovic
| Susana Vera /Reuters | |
| Thomaz Bellucci comemora vitória sobre Tomas Berdych |
O brasileiro triunfo por 2 sets a 0, parciais de 7/6 e 6/3, em uma hora e 33 minutos.
Agora, ele pegará o vencedor do confronto entre o sérvio Novak Djokovic (2º do mundo e ainda invicto no ano) e o espanhol David Ferrer (6º). A outra semifinal pode ter Rafael Nadal, líder do ranking, contra Roger Federer (3º).
Foi a terceira vez que Bellucci ganhou de um tenista top 10. Já havia derrotado o espanhol Fernando Verdasco, nono do mundo, em fevereiro. Nesta quinta bateu o britânico Andy Murray, quarto do ranking, em sua vitória mais expressiva na carreira. E, nesta sexta, Berdcyh.
| Pierre-Philippe Marcou/France Presse | |||
| Thomaz Bellucci devolve uma bola contra Tomas Berdych pelo Masters 1.000 de Madri |
"Musa" de famoso pôster de tênis acaba com mistério e revela identidade após 35 anos
A célebre foto foi tirada em 1976, quando Fiona tinha 18 anos. Martin Elliot, seu namorado na época, convenceu-a a posar para uma sessão de fotos. Ela pegou um boné de seu pai, uma raquete e um vestido emprestados; depois, foi só compor o cenário para formar a icônica imagem.
Na foto, tirada na Universidade de Birmingham (Inglaterra), Fiona aparece ajeitando seu vestido, com várias bolinhas de tênis no chão, em uma quadra ensolarada. Como ela não mostrava seu rosto, o mistério deu um toque extra de sensualidade. Isto certamente ajudou no sucesso da foto, que correu o mundo.
Elliot vendeu a imagem para a Atena, que faz pôsteres. Não demorou para o feito com a foto dela fazer sucesso. Foram vendidas cerca de dois milhões de cópias por todo o mundo. Curiosamente, Fiona não gosta de tênis e disse não ter recebido um centavo sequer.
“Acho que meus filhos contavam às pessoas que era eu, mas poucos devem ter acreditado. Era muito ingênua e não recebi nada. Acho que foi o pôster mais vendido da história”, disse Fiona. “As bolinhas de tênis da foto eram do meu cachorro”, revelou.
A famosa imagem fará parte de uma exposição em maio, na Inglaterra, na qual o tênis será tratado como uma fonte de inspiração artística.
Troféus de Pete Sampras são roubados nos EUA
De acordo com o jornal Los Angeles Times, entre os artigos roubados está a taça que Sampras ganhou quando conquistou o Aberto da Austrália pela primeira vez, em 1994. Os troféus dos outros 13 Grand Slams que ele venceu estão em sua posse.
Segundo a publicação, o ex-tenista está aborrecido pelo roubo por não poder mostrar as conquistas a seus filhos e netos. Com a divulgação do ocorrido, Sampras espera que possam surgir pistas do paradeiro de seus troféus.
Sampras foi um dos mais importantes jogadores da era moderna do tênis. O americano conquistou 14 títulos de Grand Slam, duas Copas Davis, e passou 286 semanas como líder do ranking da ATP.
Ex-tenistas protestam após Lula dizer que tênis é esporte para burguês
A divulgação de um vídeo em que o presidente Lula afirma a um garoto que vá praticar natação por tênis ser um esporte de rico ao ser cobrado pela falta de acesso a um complexo esportivo no Rio de Janeiro causou a indignação de ex-tenistas brasileiros.
No vídeo, gravado pelo próprio garoto, que é morador de uma comunidade do Rio de Janeiro, Lula e o governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral discutem com o jovem.
“Porque você não treina, porra?”, indaga o presidente Lula ao garoto chamado Leandro, que respondeu não ter tênis no complexo esportivo.
“Mas tênis é esporte da burguesia, porra. Porque você não treina natação?”, completou Lula.
Em seu Twitter, o blogueiro do UOL Esporte e ex-tenista Fernando Meligeni se revoltou após assistir ao vídeo e rebateu as declarações de Lula por ter falado ao garoto para ir praticar outro esporte e chamar o tênis de “esporte de burguês”.
“Sei que vai repercutir. Mas que baita declaração infeliz do nosso presidente. Tênis é de burguesia? Deprimente declaração. Depois, quando os burgueses vencem torneios eles, políticos, não acham isso e querem sair na foto do lado. Desculpem, mas defendo meu esporte. Alem de declarar, não deixa um menino ir atrás da sua vontade, sonho e diz para ele mudar de esporte. Deprimente exemplo. Deixe o menino sonhar”, escreveu Meligeni.
“Muitos meninos que não são burgueses venceram no tênis. Guga não era rico. Oncins, seu pai era cabeleireiro. Querem mais? Acho que ele deve um pedido de desculpas aos tenistas. Sei que é nosso presidente e lhe devo o maior respeito. Mas ele pisou na bola”, escreveu o blogueiro do UOL Esporte antes de ironizar.
“Uma pergunta simples. Eu quero fazer natação. Onde faço aqui em São Paulo sem pagar? No Rio Tiete? Rio Pinheiro? Ah, no parque Ibirapuera...”, completou.
Meligeni não foi o único a reclamar das declarações. A ex-tenista Vanessa Menga, que trabalha atualmente com seu instituto para ajudar crianças carentes a partir do tênis, também se indignou.
“É para deixar qualquer um de mal humor com essa declaração! Será que ele quer que eu enterre meu instituto e pare com os projetos sociais? Aí quando a gente ganha uma medalha, eles colocam a gente para andar de carro de bombeiro”, criticou Vanessa Menga.
uol
Após 11h05m, John Isner triunfa no jogo mais longo da história do tênis
Após três dias de duelo, americano quebra recorde de aces, com 112
Foram 980 pontos, 215 aces e 11h05m (onze horas e cinco minutos!) até que John Isner acertou uma passada na paralela, quebrou o saque de Nicolas Mahut e fechou o 183º e último game da partida mais longa da história do tênis. Por 6/4, 3/6, 6/7, 7/6 e 70/68, o americano disparou 112 aces, outro recorde, e colocou fim à partida que começou dois dias antes, ainda pela primeira rodada do Torneio de Wimbledon.
A organização do Grand Slam britânico reconheceu o feito e, ainda na Quadra 18, onde o jogo foi disputado nos três dias, prestou uma homenagem aos dois tenistas. O britânico Tim Henman entregou lembranças a ambos e, após entrevistas ainda na grama, os dois posaram ao lado do placar com o árbitro de cadeira, Mohamed Lahyani.
- Quando você joga uma partida assim, com essa atmosfera, você não sente o cansaço. Este público é fantástico. Este cara (Mahut) é um guerreiro. Dividir este momento com ele é uma honra. Desejo tudo de bom para ele - afirmou Isner.
Desolado, Mahut, que sacou 65 vezes para se manter vivo no jogo, passou um bom tempo com a toalha na cabeça, sentado em sua cadeira, antes de se levantar para receber a homenagem. Depois, com o microfone na mão, devolveu os elogios e ressaltou a importância do Torneio de Wimbledon.
- Este momento é fantástico. John, você mereceu vencer. Ele é um campeão. É uma honra ter jogado a maior partida de todos os tempos no maior torneio.
Lembre o que aconteceu antes
A partida começou na terça-feira, mas foi interrompida quando Isner venceu o quarto set e não havia mais luz natural em Londres para que a disputa continuasse. Os dois voltaram à quadra por volta das 10h (de Brasília) de quarta-feira e, aos poucos, os recordes começaram a cair: quinto set com mais games na história de Wimbledon, partida de simples mais longa já vista no All England Club, quinto set mais longo de todos os tempos, partida mais longa (simples ou duplas) na história de Wimbledon, número de games disputados desde que o tie-break foi implantado no tênis, etc.
Quando sacou no 75º game do quinto set, Isner disparou seu 79º ace e quebrou também o recorde de Ivo Karlovic, que executou 78 saques, marca considerada inquebrável por muitos. O americano, aliás, teve três match points na primeira metade do quinto set, mas Mahut se safou de todos, sempre com ótimos saques.
No Twitter, outros tenistas se espantavam. "Esta partida não existe", exclamou Andy Roddick. "É muita disposição", ressaltou o indiano Rohan Bopanna, depois de 4h20m de quinto set. Eles estão quebrando todos os recordes. Alguém, disque 911!", brincou o também indiano Mahesh Bhupathi. "Que loucura!", disse o argentino Juan Mónaco. "Ninguém precisa urinar?", perguntou Roddick quando o quinto set já passava de 5h.
Quando a partida chegou à marca de 8h de jogo, por volta das 15h de Brasília (19h locais), a organização decidiu cancelar os jogos seguintes na Quadra 18. Enquanto isso, Isner e Mahut seguiam trocando aces e confirmando serviços.
Placar entra em pane após 100º game
No centésimo game, quando sacou para empatar o set em 50/50, Mahut também chegou a 78 aces, igualando a antiga marca de Karlovic. Neste momento, porém, Isner já havia elevado o recorde para 92. O americano cedeu dois break points (apenas o segundo e o terceiro do francês no jogo) no 101º game, mas se salvou - para variar - com dois ótimos saques.
Foi então que o placar em tempo real do site de Wimbledon entrou em pane. Após o 50/50, o marcador passou a exibir 1/0 Isner, em vez de 51/50. O tempo total de jogo também desapareceu da tela. O placar da Quadra 18 apagou. Os games eram narrados pelo árbitro de cadeira, Mohamed Lahyani. E quando o jogo chegou a 58/57, com 9h40min de partida, o quinto set já era mais longo que as 6h33m da partida mais longa da história até hoje.
A última grande chance do jogo foi de Isner, que teve um quarto match point quando Mahut sacava em 58/59. O francês se salvou com um ace, e dois pontos depois, empatou a parcial mais uma vez. Logo depois, o supervisor do torneio conversou com os jogadores e decidiu adiar o término para o dia seguinte.
Confira abaixo os recordes quebrados pelo jogo entre John Isner e Nicolas Mahut. Abaixo, as marcas anteriores.
PARTIDAS MAIS LONGAS DA HISTÓRIA
11h06m - John Isner x Nicolas Mahut - Wimbledon 2010, 1ª fase
6h33m - fabrice Santoro x Arnaud Clément - Roland Garros 2004, 1ª fase
6h22m - John McEnroe x Mats Wilander – Copa Davis, 1982 - Quartas de Final
6h21m - Boris Becker x John McEnroe – Copa Davis, 1987 - Playoffs do Grupo Mundial
6h04m - Horst Skoff x Mats Wilander - Copa Davis, 1989 - Quartas de Final
PARTIDA MAIS LONGA DE SIMPLES EM NÚMERO DE GAMES
183 - John Isner x Nicolas Mahut - Wimbledon 2010, 1ª fase - 6/4, 3/6, 6/7, 7/6 e 70/68
112 - Pancho Gonzales x Charlie Pasarell - Wimbledon 1969, 1ª fase - 22/24 1/6, 16/14, 6/3 e 11/9
PARTIDA MAIS LONGA DA HISTÓRIA EM NÚMERO DE GAMES
183 - John Isner x Nicolas Mahut - Wimbledon 2010, 1ª fase - 6/4, 3/6, 6/7, 7/6 e 70/68
122 – Smith/Van Dillen (EUA) x Cornejo/Fillol (CHI) - Copa Davis, 1973 - 7/9, 37/39, 8/6, 6/1e 6/3
QUINTO SET MAIS LONGO DA HISTÓRIA EM SIMPLES EM NÚMERO DE GAMES
70/68 - John Isner x Nicolas Mahut - Wimbledon 2010, 1ª fase - 6/4, 3/6, 6/7, 7/6 e 70/68
21/19 - Andy Roddick x Younes El Aynaoui - Austalian Open, 2003 - 4/6, 7/6, 4/6, 6/4 e 21/19
QUINTO SET MAIS LONGO DE SIMPLES EM WIMBLEDON EM NÚMERO DE GAMES
70/68 - John Isner x Nicolas Mahut - Wimbledon 2010, 1ª fase - 6/4, 3/6, 6/7, 7/6 e 70/68
20/18 - Mark Philippoussis x Sjeng Schalken - Wimbledon 2000, 3ª fase - 4/6, 6/3, 6/7, 7/6 e 20/18
SET MAIS LONGO DA HISTÓRIA EM UM GRAND SLAM EM NÚMERO DE GAMES
70/68 - John Isner x Nicolas Mahut - Wimbledon 2010, 1ª fase - 6/4, 3/6, 6/7, 7/6 e 70/68
25/23 - John Newcombe x Marty Reissen - US Open 1969, oitavas de final - 4/6, 6/3, 6/4 e 25-23
215 - John Isner x Nicolas Mahut - Wimbledon 2010, 1ª fase - 6/4, 3/6, 6/7, 7/6 e 70/68
96 - Radek Stepanek x Ivo Karlovic - Copa Davis 2009 - 6/7, 7/6, 7/6, 6/7 e 16/14
84 - Daniele Bracciali x Ivo Karlovic - Wimbledon 2005, 1ª fase - 6/7, 7/6, 3/6, 7/6 e 12/10
Thomaz Bellucci é campeão em Gstaad e quebra jejum brasileiro de cinco anos
Paulista derrota alemão e conquista seu primeiro título em torneios da ATP
Thomaz Bellucci é campeão em Gstaad
O Brasil teve que esperar cinco anos até voltar a ver um tenista erguer uma taça de um torneio da ATP. Neste domingo, Thomaz Bellucci, de 21 anos, só precisou de talento e paciência para esperar a chuva passar. Depois de uma interrupção, ele voltou à quadra de saibro do torneio de Gstaad, venceu o alemão Andréas Beck por 6/4 e 7/6 (7/2), em 1h40m, e conquistou o primeiro título de sua carreira. O primeiro do tênis verde e amarelo desde 2004, quando Ricardo Mello, no piso sintético, levou o troféu em Delray Beach.
Bellucci tinha vencido o primeiro set por 6 a 4. No segundo, perdia por 4 a 3 quando São Pedro resolveu dar uma ajuda lá na Suíça. Beck, carrasco de Marcos Daniel nas semifinais, sucumbiu após 40 minutos.
- Foi uma semana incrível e especial, a mais importante da minha vida. Pude mostrar esta semana que posso jogar em um nível mais alto, mas sempre mantendo os pés no chão - comemorou Bellucci, emocionado.
Com o título em Gstaad, o brasileiro ganhou 250 pontos, o que resultará em grande salto no ranking mundial. Na lista, que será divulgada nesta segunda-feira pela ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), ele deverá pular da 119ª posição para a 65ª (sua melhor colocação na carreira até agora foi o 63º lugar).
- Tivemos semanas muito duras até pouco tempo atrás, onde as coisas não estavam dando certo. Apesar de eu não estar jogando mal, as vitórias não vinham. Nesse período, eu e o João (Zwestch, técnico) nunca desistimos e seguimos trabalhando duro e acreditando. O resultado está aí. A sensação de ser campeão é extraordinária, mas sei que temos muito a trabalhar e melhorar para seguir entre os tops, que é o nosso principal objetivo - afirmou.
Fora do Brasil desde o final de junho para uma temporada de saibro na Europa, onde jogou os challengers de Turim, San Benedetto, Rimini (foi campeão) e Recanati na Itália, além do ATP de Gstaad, Bellucci e o técnico João Zwestch retornam ao país início desta semana. O tenista treinará em São Paulo para o qualifying do US Open, no final de agosto.
globo
Roger Federer vira jogo, escapa de revés para freguês e vai às quartas em Paris
Por pouco, Roger Federer escapou de ser mais uma vítima das incríveis zebras em Roland Garros. Após estar perdendo por 2 sets a 0 para o freguês Tommy Haas, o suíço número 2 salvou-se do sufoco no quarto set, virou a partida e se manteve vivo no Grand Slam francês.
Por 6/7(4), 5/7, 6/4, 6/0 e 6/2, em 3h07m, Roger Federer conseguiu sua nona vitória em 11 jogos diante de Tommy Haas e avançou às quartas de final em Paris. Seu próximo adversário será o vencedor do jogo entre o americano Andy Roddick e o francês Gael Monfils.
Roger Federer precisou de uma atuação consistente em cinco sets para derrubar o freguês Tommy Haas
Após as surpreendentes eliminações precoces de Novak Djokovic e Rafael Nadal, Federer chega às quartas como principal favorito ao título. Finalista nas três últimas edições do torneio, o suíço ainda não tem um troféu do torneio parisiense. Se finalmente triunfar, completará o chamado career slam, nome dado ao feito em que o tenista vence os quatro torneios do Grand Slam, mesmo que em anos diferentes. Um triunfo do suíço em Roland Garros também o igualará a Pete Sampras, recordista em títulos de Grand Slam, com 14 conquistas.
Saque perfeito no começo
Federer começou a partida arrasador no saque, vencendo todos os primeiros 24 pontos (seis games) em que teve o serviço. Haas, por sua vez, não cedeu quebras e manteve a parcial equilibrada até o tie-break. No game de desempate, o alemão enfim venceu um ponto no saque do suíço, e o mini-break fez a diferença. Haas fechou o tie-break por 7/5.
O número 2 do mundo começou melhor a segunda parcial e quebrou, enfim, o saque de Haas para abrir 3/1. Federer, no entanto, não aproveitou a vantagem e deixou que o adversário devolvesse a quebra no oitavo game. No 11º, com o número 2 do mundo sacando em 5/6 para forçar o tie-break, Haas conseguiu duas chances de quebra. Federer se salvou no primeiro, mas mandou um backhand na rede no segundo set point e deixou que o alemão vencesse a parcial.
Sufoco no quarto set
O maior susto do suíço veio no oitavo game do terceiro set, quando cedeu um break point ao alemão. Federer foi preciso e se salvou com uma direita vencedora indefensável. Na sequência, jogou bem e igualou o set em 4/4. O número 2 do mundo foi recompensado no game seguinte. Haas teve 40/15 em seu saque, mas cometeu dos erros e uma dupla falta e deu um break point ao suíço, que converteu e sacou em seguida para ficar com a parcial.
O terceiro set foi desastroso para Haas. Errando voleios fáceis e diante de um Federer mais confiante, o alemão teve seu saque quebrado três vezes e levou um pneu. Ao fim da parcial, Haas parecia abatido e já não se esforçava em todas as bolas.
O alemão só ofereceu resistência no começo do quinto set, mas seus golpes já não eram mais precisos como no começo da partida. Com quatro erros não forçados, Haas cedeu uma quebra a Federer no quinto game, e o suíço aproveitou a vantagem para vencer a parcial sem sustos.
globo
Tetracampeão, Rafael Nadal perde pela primeira vez em Roland Garros
Primeiro foi Novak Djokovic, eliminado na terceira fase por Philipp Kohlschreiber, no sábado. Depois, neste domingo, a atual campeã, Ana Ivanovic, derrotada nas oitavas por Victoria Azarenka. Rafael Nadal entrou na quadra central de Roland Garros, de camisa rosa e amarela, disposto a não dar chances para o azar. Mas o tetracampeão de Roland Garros e número 1 do mundo sucumbiu. Perdeu um set em Paris pela primeira vez após dez jogos, se recuperou no segundo, voltou a perder no terceiro e levou o golpe final de Robin Soderling no tie-break da quarta parcial: 6/2, 6/7 (2/7), 6/4 e 7/6 (7/2). Teve, pela primeira vez na carreira, que deixar o complexo parisiense com uma derrota. O sueco vai enfrentar nas quartas de final o vencedor da partida entre o russo Nikolay Davydenko e o espanhol Fernando Verdasco.
Rafael Nadal lamenta um ponto perdido na partida contra o sueco Robin Soderling
Nadal estreou no Grand Slam francês em 2005 e sagrou-se campeão daquela edição. A última vez que tinha perdido um set no saibro de Paris fora na final de 2007, quando derrotou o suíço Roger Federer por 6/3, 4/6, 6/3 e 6/4. De lá para cá, passou pelo brasileiro Thomas Bellucci, pelo francês Nicolas Devilder, pelo finlandês Jarkko Nieminen, pelos espanhóis Fernando Verdasco e Nicolas Almagro, pelo sérvio Novak Djokovic, novamente por Federer, pelo brasileiro Marcos Daniel, pelo russo Teimuraz Gabashvili e pelo australiano Lleyton Hewitt. Até parar diante de Soderling.
- Disse a mim mesmo que seria um jogo como outro qualquer - disse o sueco.
Perder dois sets naquele saibro tão conhecido seria algo improvável e inédito para Nadal. Neste domingo, o primeiro um susto veio no quarto game do primeiro set, quando Soderling quebrou o seu serviço na primeira oportunidade que teve. O sueco, 25º do ranking, abriu 3 a 1. No oitavo game (5 a 2), Soderling teve mais um break point e não titubeou.
Nadal amarga a primeira derrota em Paris
Nadal começou a reagir no segundo set, mais precisamente no terceiro game, quando finalmente teve um break point e o converteu. No quinto, o espanhol voltou a ter uma chance de quebra, mas a desperdiçou numa bola na rede. Nadal tentou manter a calma e fechar no décimo game, mas o sueco novamente o surpreendeu. Com uma cruzada de esquerda, quebrou o serviço e empatou em 5 a 5. O número 1 do mundo mais uma vez desperdiçou um break point e teve que vencer o 12º game para levar o jogo para o tie-break. Foi então que acordou, e conseguiu fechar o set após 1h15m.
O terceiro ficou equilibrado até o sétimo game, quando Soderling surpreendeu Nadal, quebrou o serviço do espanhol e fez 4 a 3. A partir daí, bastou administrar a vantagem para vencer em 6/4.
Pressionado, o espanhol até tentou se impor na quarta parcial. Quebrou no segundo game, mas ganhou o troco em seguida. O set foi para o tie-break, mas desta vez Nadal em nada parecia o número 1 do mundo. Soderling teve cinco match points. Nadal salvou apenas um. Deixou a quadra após 3h30m de batalha.
globo
Jelena Dokic admite ter sofrido abusos físicos do pai na infância em Belgrado
Semifinalista em Wimbledon (2000) e ex-número 4 do mundo, a sérvia, naturalizada australiana, Jelena Dokic contou que fugiu de casa com apenas 15 anos de idade para escapar de abusos físicos. Em entrevista à revista australiana "Sport&Style", a tenista, atual 31ª colocada no ranking, admitiu que tem "muita sorte de continuar aqui", apesar da vida difícil junto a seu pai, Damir, antigo boxeador e motorista de táxis em Belgrado.
- Passei por coisas muito piores que qualquer uma no circuito. Quando você convive com algo assim, uma partida de tênis é fácil de se enfrentar – disse a jovem tenista de 26 anos.
Segundo Jelena, grande parte do dinheiro que ganhou em sua melhor fase no tênis foi entregue ao pai como tentativa de escapar de um “assédio brutal”.
Damir Dokic é conhecido na Sérvia e na Austrália como um homem de personalidade agressiva. Seus problemas de peso e as constantes desavenças com a Federação Australiana sempre perseguiram a carreira de Jelena. Há três anos, o pai da tenista culpou seu namorado, Tim Bikic, por causar um leve acidente de trânsito que ambos sofreram em Zagreb, e ainda o acusou de roubar dinheiro e chantagear sua filha.
Damir também já deu declarações polêmicas à imprensa. No passado, o sérvio disse que "os australianos, os croatas e o Vaticano tinham feito lavagem cerebral em sua filha", que desejava "jogar uma bomba nuclear em Sidney" e que pensava "em matar algum australiano" para desabafar.
globo
Nadal bate Djokovic, conquista penta e iguala Federer
Rafael Nadal conquistou o pentacampeonato do Masters Series de Monte Carlo na manhã deste domingo. Na decisão, o número 1 do mundo enfrentou o sérvio Novak Djokovic, atual terceiro colocado no ranking da ATP. Com o título, o tenista espanhol ainda igualou o suíço Roger Federer.
Nadal chegou a vacilar no segundo set, mas assegurou o triunfo na decisão sem grandes sobressaltos. O tenista espanhol venceu por 2 sets a 1, com parciais de 6/3, 2/6 e 6/1. Para vencer o duelo disputado no Principado de Mônaco, o líder do ranking mundial precisou de duas horas e 43 minutos.
Em Monte Carlo, Rafael Nadal conquistou seu 14º título de Masters. Desta forma, ele igualou o rival Roger Federer, que conta com o mesmo número de troféus deste nível. Em toda sua carreira, o tenista espanhol de apenas 22 anos já soma 34 taças.
Com o triunfo sobre o tenista sérvio em Mônaco, Nadal amplia ainda mais sua vantagem sobre o adversário no confronto direto. Em 16 encontros, o espanhol tem apenas quatro derrotas. A última vitória de Djokovic foi no Masters Series de Cincinnati, em 2008.
No primeiro set do confronto, Nadal teve 69% de aproveitamento no primeiro serviço e converteu 13 dos 18 pontos depois de encaixar o saque inicial. Mais agressivo, o espanhol criou sete oportunidades para quebrar o saque do rival e fechou a parcial ao aproveitar quatro delas.
No segundo set, no entanto, Djokovic reagiu. Ele cravou três aces e teve índice de 75% de acerto no primeiro serviço. O sérvio ganhou 76% dos pontos depois de encaixar o saque inicial, aproveitou os dois break-points que criou e se defendeu com sucesso nas três ocasiões em que teve o serviço ameaçado.
Na última parcial, Nadal retomou o controle da partida. Além de acertar dois aces, ele viu Djokovic cometer três duplas faltas. O sérvio caiu de rendimento e aproveitou apenas 45% dos pontos depois de acertar o primeiro serviço. Com três quebras, o número 1 garantiu o triunfo.
Murray bate Djokovic e conquista o Masters 1.000 de Miami de tênis
O tenista escocês Andy Murray derrotou o sérvio Novak Djokovic, neste domingo, e conquistou o título do Masters 1.000 de Miami. A partida acabou com o placar de 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 7/5.
Murray ocupa a quarta posição do ranking da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), logo atrás de Djokovic, terceiro colocado.
Para chegar à final, na semi, Djokovic eliminou o suíço Roger Federer, e Murray superou o argentino Juan Martin Del Potro.
No sábado, a tenista bielo-russa Victoria Azarenka venceu o Torneio de Miami ao superar a norte-americana Serena Williams por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/1.
folha
Federer se descontrola, e Djokovic vai à decisão do Masters 1000 de Miami
Desconcentrado e errando muito, Roger Federer chegou a jogar e quebrar a raquete no chão. Depois de vencer o primeiro set e deixar Novak Djokovic reagir e empatar a partida, o suíço não segurou os nervos quando viu o rival abrir 4 a 0 de vantagem na terceira parcial. O sérvio fechou em 2 a 1 (3/6, 6/2 e 6/3) e se classificou para a decisão do Masters 1000 de Miami.
O ex-número 1 do mundo começou com vantagem, aproveitando os erros de Djokovic. O sérvio estava desconcentrado, e o suíço não teve dificuldade em fechar a primeira parcial em 6/3.
A partir do segundo set, foi Federer quem não conseguiu se concentrar e passou a cometer muitos erros seguidos. No total foram 47 erros não forçados. Muitas vezes, sequer alcançava a bola do adversário.
Desconcentrado e irritado, Federer cometeu muitos erros e quebrou a raquete
Djokovic não se fez de rogado e quebrou o saque do adversário logo no início. Federer se recuperou e devolveu a quebra em seguida, mas ainda mostrava pouca agressividade. Melhor para o sérvio, que conseguiu abrir 4 a 2 e levantou a torcida. Djokovic não precisou se esforçar muito para fechar em 6/2.
No terceiro set, Federer mostrou muita instabilidade e foi presa fácil. O sérvio chegou a abrir 4/0. O placar irritou o suíço. Sem conseguir se impor e acertar as bolas, ele quebrou a raquete no chão. Depois do descontrole, Federer até tentou esboçar uma reação, mas não foi suficiente para superar o adversário. O suíço chegou a fazer 4/2, mas Djokovic não se abateu e continuou superior na partida, fechando em 6/3.
globo
Nadal vence clássico contra Djokovic e leva a Espanha às quartas da Davis

O tenista número 1 do mundo honrou sua posição no ranking da ATP e garantiu para a Espanha, neste domingo, a classificação para as quartas-de-final da Copa Davis. Rafael Nadal venceu com tranquilidade Novak Djokovic por 3 sets a 0 (6/4, 6/4 e 6/1), em partida realizada em Benidorm, na Espanha. Com mais essa vitória, a Espanha fez 3 a 1 contra a Sérvia nas oitavas-de-final e garantiu sua vaga na próxima fase da competição.
Durante toda a partida, Rafael Nadal esteve no controle, enquanto Djokovic esteve longe de sua melhores atuações. Apenas no primeiro set, o número 1 do mundo permitiu uma quebra de saque. Todo o resto da partida, Nadal conseguiu uma boa sequência de quebras e garantiu a vitória com facilidade.
Devido a problemas na arena para os confrontos por conta de um temporal, a série só começou no sábado. Na primeira partida, David Ferrer passou com facilidade por Novak Djokovic, número três do mundo em simples, com parciais de duplo 6/3 e 7/6 (7/4).
Em seguida, Rafael Nadal confirmou a condição de primeiro no Ranking da ATP ao superar Janko Tipsarevic por 3 sets a 0, com parciais de 6/1, 6/0 e 6/2, em pouco mais de uma hora e meia. Mas a Sérva conseguiu adiar a classificação da Espanha ao vencer nas duplas com Nenad Zimonjic, que venceram Feliciano López e Tommy Robredo por 3 sets a 0, com parciais de 7/6 (7/5), 6/4 e 7/6 (9/7),
globo
Após derrota para Federer, Del Potro desabafa: 'Esse filho da p... ganha todas'
Frustrado por não conseguir quebrar o saque de Roger Federer no terceiro set do confronto pelas quartas-de-final do Australian Open, o argentino Juan Martin del Potro não escondeu a sua raiva e disparou palavras ásperas para o número 2 do mundo, que venceu por 3 sets a 0: 6/3, 6/0 e 6/0, em apenas 1h20m.
- Esse filho da p... ganha todas - disse Del Potro, após perder um ponto contra Federer, que vai enfrentar nas semifinais o americano Andy Roddick.
O argentino afirmou que também se irritou com os elogios do suíço após o jogo.
- Federer me disse: "te parabenizo pelo seu torneio" e aí me deu vontade de matá-lo - contou o tenista ao site espanhol "20minutos".
Nos últimos dois sets, Del Potro marcou apenas 14 pontos, e durante toda a partida, não teve uma chance sequer de quebrar o saque do rival.
- Eu não pude fazer nada. Federer jogou como número 1 e me deixou sem opções. Ele esteve perfeito e eu acho que vai direto para a final, onde apenas Rafa (Nadal) poderá fazer frente - afirmou o argentino.
Federer, por sua vez, comemorou com tranquilidade o bom resultado desta terça.
- As coisas aconteceram muito melhor do que eu esperava hoje. Tudo foi perfeito, a maneira como entrei em quadra e joguei. Desde o início estive bem e, quanto mais a partida se alongava, melhor eu ficava e ele piorava - avaliou.
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Federer bate Safin e vai às oitavas na Austrália
Cabeça-de-chave número dois, o suíço Roger Federer derrotou o russo Marat Safin, nesta sexta-feira, por 3 sets a 0, com parciais de 6/3, 6/2 e 7/6, e avançou às oitavas-de-final do Aberto da Austrália, em Melbourne.
Para avançar no torneio australiano, Federer precisará passar pelo checo Tomas Berdych CZE, pré-classificado número 20, que venceu o suíço Stanislas Wawrinka, por 3 sets a 1, parciais de 4/6, 6/1, 6/3 e 6/4.
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Nadal passa fácil por Roddick e leva Espanha à final da Copa Davis

O tenista número 1 do mundo, Rafael Nadal, não teve problemas para derrotar o americano Andy Roddick por 3 sets a 0, com parciais de 6/4, 6/0 e 6/4, neste domingo, em Madri, na Espanha. Com mais esta vitória, a Espanha fechou a série das semifinais contra os Estados Unidos por 3 a 1 e está na final da Copa Davis.
Nadal precisou de duas horas e 12 minutos para conseguir sua décima vitória nos 11 jogos que disputou pela Copa Davis. A única derrota foi em sua estréia, em 2004, para o tcheco Jiri Novak, em Brno (República Tcheca).
A equipe espanhola, campeã em 2000 contra a Austrália e em 2004 frente aos próprios americanos, enfrentará, de 21 a 23 de novembro, o vencedor da outra semifinal, disputada entre Argentina e Rússia, em Buenos Aires, com o placar da série empatado até o momento em 2 a 2.
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Com pneu no último set, Nadal vence Federer e é tetra em Roland Garros

A final mais aguardada de Roland Garros teve o resultado mais esperado. O espanhol Rafael Nadal chegou ao tetracampeonato do Grand Slam do saibro ao bater neste domingo o suíço Roger Federer por inapeláveis 3 a 0, com direito a pneu no último set. As parciais foram de 6/1, 6/3 e 6/0, em 1h49.
O título em Paris, além de deixar o espanhol 1 milhão de euros mais rico, o igualou ao sueco Bjorn Borg, campeão entre 1978 e 1981. O número 2 do mundo não sabe o que é perder no Grand Slam do saibro e este ano não perdeu set algum
Esta foi a 11ª vitória do espanhol de 22 anos sobre Federer em 17 jogos, sendo que nove delas foram no saibro. E a terceira na final de Roland Garros. Nas duas anteriores, Nadal venceu por 3 a 1.
Dono de 12 títulos de Grand Slam - cinco em Wimbledon, quatro no US Open e três no Australian Open – Federer vai ter que esperar mais um ano para tentar o título de “Rolanga” e ser o sexto tenista da história a fechar o career slam, jogador que vence os quatro torneios de Grand Slam.
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Guga cai diante de Mathieu em despedida nas simples em Roland Garros


Brasileiro jogará nas duplas em Paris
O jogo deste domingo não foi o último de Guga como profissional: o brasileiro foi convidado pela organização para competir nas duplas. Ele fará dupla com o francês Sebastien Grosjean e a estréia será contra Nicolas Mahut e Julien Benneteau. A data do jogo, porém, ainda não foi definida.
Os brasileiros compareceram em peso à quadra central, que teve praticamente todos os 14.884 lugares tomados pela torcida. Muitos fãs usavam o mesmo uniforme de Guga, mas até camisas do Avaí, time de coração do catarinense, podiam ser vistas nas arquibancadas.
'Os títulos foram maravilhosos, mas eu me sinto mais feliz ainda por ter conquistado esse carinho do público. Vocês são minha paixão e minha vida. Obrigado'
Com dores, brasileiro pede atendimento médico
Muito aplaudido pelo público, Guga executou saques perfeitos e boas paralelas no primeiro set. No entanto, o brasileiro teve seu serviço quebrado no quarto game por Mathieu, que administrou os games seguintes até fechar a parcial por 6/3. Na volta, o brasileiro mas não conseguiu evitar uma nova derrota. Visivelmente abatido pelas dores no quadril, Guga quebrou o saque do francês no oitavo game, mas teve que pedir atendimento médico no game seguinte e sofreu para chegar ao fim da parcial, vencida por Mathieu por 6/4.
Diante da derrota iminente, Guga não perdeu o bom humor. Interagindo com o público o tempo todo, o brasileiro parecia querer guardar na memória as lembranças e o carinho dos fãs na quadra que o consagrou. Sorridente, fez caras e bocas a cada ponto perdido, reclamou de bolas erradas.
Guga é homenageado em sua despedida
Aos gritos de "Guga, você é o melhor", o brasileiro comemorava intensamente cada ponto conquistado. Com o jogo em 5 a 2, e Mathieu sacando para fechar, Kuerten ouviu a torcida fazer uma barulheira ensurdecedora. Em agradecimento, levou o público ao delírio e mostrou por que é um dos mais queridos: fez questão de abraçar o adversário e, brincando, apertou seu pescoço com a raquete. Antes do último game, quando a torcida brasileira puxou uma 'ola', ficou ao lado de Mathieu e chamou o francês para participar. O brasileiro ainda conseguiu salvar um match-point, mas não evitou a derrota por 6 a 2.
Ao final do jogo, Guga cobriu a cabeça com uma toalha e ficou sentado por mais de um minuto enquanto era aplaudido pela torcida. Quando levantou para receber a homenagem da Federação Francesa de Tênis, o telão mostrava imagens de suas conquistas em Roland Garros. Depois, arriscou algumas palavras em francês:
- Os títulos foram maravilhosos, mas eu me sinto mais feliz ainda por ter conquistado esse carinho do público. Vocês são minha paixão e minha vida. Obrigado.
Após tantas glórias em Roland Garros, o brasileiro recebeu um troféu com um 'pedaço' da quadra central. Derrotado pelas dores, Gustavo Kuerten saiu de quadra como um verdadeiro ídolo: aplaudido de pé pela torcida.
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