Thiago e Cielo embolam seleção rumo ao Mundial de natação
O time será fechada durante esta semana após Thiago Pereira e Cesar Cielo definirem seus programas para a competição. Além deles, 10 nadadores têm índices para disputas individuais.
A confederação brasileira também anunciará a equipe dos Jogos Pan-Americanos, em outubro, no México.
Thiago conseguiu vaga em cinco provas, mas pode desistir de pelo menos duas: 200 m costas e 200 m peito. Se fizer isso, nadará os 200 m e os 400 m medley, além do revezamento 4 x 200 m livre.
Se deixar o nado de peito, Tales Cerdeira, com índice, pode ser convocado. Desistência do revezamento pode abrir vaga para João de Lucca. Nenhum outro atleta tem a marca para os 200 m costas.
Cielo também precisa decidir se irá nadar os 50 m borboleta. E, no revezamento 4 x 100 m livre, o campeão olímpico pode ganhar um reserva nas eliminatórias, provavelmente Marcelo Chierighini.
Cielo comanda vitória do revezamento do Fla: ‘Bonde está sem freio mesmo’
- O bonde está sem freio mesmo. É o basquete, o futebol e a gente aqui na natação. A ideia é manter essa linha de vitórias que o Flamengo está tendo. Para gente, é muito empolgante. Eu nunca pude acompanhar muito bem futebol. Mas saber que o meu time está ganhando é sempre uma satisfação muito grande. Dá para tirar uma onda – disse Cielo, que confessou ter "escondido o jogo” na semifinal dos 50m livre.
- O final pesou, virei horrível. O problema com o bloco me fez perder tempo, no momento em que estava completamente concentrado. Era o meu objetivo pessoal fazer o melhor tempo do ano, e agora vou tentar fazer mais rápido. Ainda tenho uma janela boa para melhorar. Isso é o mais importante - afirmou Cielo.
do ano (Foto: Satiro Sodré/Divulgação CBDA)
- A ideia de abrir o revezamento era para dar exemplo para o grupo. Eu acredito muito mais na liderança por exemplo do que na liderança por discurso. Queria mostrar aos meus companheiros que, se precisar, eu vou chamar a responsabilidade para mim. E achei bem interessante a forma que eles nadaram.
Outro experiente velocista da equipe, Nicholas Santos destacou o desempenho de Henrique Rodrigues. O novo contratado do Flamengo não costuma nadar provas de velocidade.
- Foi ótimo o revezamento. O Ramon segurou bem, e o elemento surpresa era o Henrique Rodrigues, que entregou bem pertinho para mim. Aí eu sabia que já tirava a diferença na saída - contou Nicholas.
Cielo bate Phelps em final apertada e fecha o GP de Michigan com dois ouros
“O Phelps é muito duro, ele tem a melhor virada final do mundo e te obriga a chegar ao limite. Vim do Brasil para fazer boas corridas e estou muito feliz com a vitória. Fiz o que precisava”, comemorou Cielo logo após a corrida.
Os dois nadadores entraram na piscina lado a lado (Cielo ficou na raia quatro, enquanto Phelps ocupou a raia três). O brasileiro disparou na liderança, mas viu o norte-americano realizar grande prova de recuperação.
No fim, Cielo conseguiu a vitória por uma pequena vantagem. Deu a volta na piscina com o tempo de 49s12. Phelps fechou a disputa com o tempo de 49s48, e Savulich cravou 50s10.
“Vi que seria muito difícil ganhar nos metros finais. Tentei me concentrar apenas em realizar a técnica corretamente. É muito difícil nadar rápido durante toda a corrida”, completou Cielo.
Mais cedo neste domingo, Phelps já havia conquistado o segundo lugar nos 200 m medley. Cielo, por sua vez, também levou o ouro no último sábado nos 50 m livre, mesma prova em que conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim.
Aposentado desde 2006, Ian Thorpe anuncia que vai voltar a competir
- Eu nunca pensei que isso fosse acontecer. Nunca pensei que estaria nadando competitivamente de novo. Estou muito contente. E estou muito contente por ter passado quatro anos fora da piscina. Eu precisava desses quatro anos – afirmou o atleta ao site ABC News.
Thorpe, de 28 anos e nove vezes medalhista olímpico, cinco vezes de ouro, afirmou que vai se concentrar para contribuir nos revezamentos 4x100m e 4x200m. A preparação do nadador será em Abu Dhabi e na Europa.
Imbatível, Cielo vence 100m livre e volta a unificar títulos mundiais
Nadando fácil nas semifinais dos 100m livre no sábado, Cielo chegou a criar até expectativa de recorde mundial na final deste domingo. A marca não veio, mas o nadador brasileiro mostrou mais uma vez que já ficaram para trás os resultados aquém do esperado no Pan-Pacífico (ouro nos 50m borboleta, prata nos 50m livre e bronze nos 100m livre).
Cielo já saiu na frente de seus adversários, inclusive o campeão olímpico da prova, o francês Alain Bernard. Até os 50m, chegou a nadar na linha do recorde mundial, mas sentiu o cansaço no fim e acabou superando apenas a marca do campeonato, 46s01, que era dele mesmo nas semifinais. O francês Fabian Gilot ficou com a prata, com o tempo de 45s97. O russo Nikita Lobintsev completou o pódio (46s35). Bernard terminou em quarto (46s37).
Cielo 'voa' e conquista o ouro na final dos 50m livre do Mundial de Dubai
Com mais essa conquista, Cielo unifica os títulos mundias (piscina longa e piscina curta) nos 50m livre. Ele soma ainda o ouro olímpico e o recorde mundial, na piscina de 50 metros, nesta mesma prova.
Determinado a conquistar a inédita medalha de ouro em mundiais em piscina curta, Cielo parecia nem se importar com a presença de seu maior rival, o francês Frédérick Bousquet, na raia ao lado. Logo nas primeiras braçadas, o brasileiro assumiu a liderança, abriu vantagem nos 25m finais e bateu na frente em 20s51. Bousquet chegou em 20s81 e ficou com a prata. O americano Josh Schneider completou o pódio (20s88).
Depois de conferir o tempo no placar, o brasileiro mostrou sua touca com "BRA" e "Cielo". Mas, na hora de subir ao pódio, o sorriso deu lugar às lágrimas. Emotivo como sempre, chorou durante a execução do Hino Nacional Brasileiro.
- É difícil segurar a ansiedade. Uma prova tão rápida, mas que ao mesmo tempo não posso sair que nem um ventilador, girando como um louco. Mas graças a Deus venho conseguindo fazer tudo certo. É um alívio muito grande subir ao pódio. Toda vez que temos uma chance de chegar em mundial e vencermos é uma glória. Colocar o Brasil de novo lá em cima é realmente uma glória - comemorou Cielo, em entrevista ao SporTV.
Com o tempo de 20s51, o campeão olímpico e mundial superou os seus próprios recordes sul-americano e do campeonato, 20s61, garantidos nas semifinais. Cielo, que também foi bronze com o revezamento 4x100m livre, em Dubai, ficou a 21 centésimos de segundo do recorde mundial em piscina curta (20s30, do sul-africano Roland Schoeman).
Campeão no Pan do Rio é achado morto em maratona aquática
O americano foi encontrado à deriva horas depois do final da prova. Com a temperatura do mar beirando os 30ºC, o desgaste físico teria sido o inimigo de Crippen na etapa.
Apesar do triste desfecho, Crippen deixa o seu nome na história do esporte. O americano foi o campeão da primeira prova de maratonas aquáticas disputada na história dos Jogos Pan-Americanos, no Rio de Janeiro, em 2007.
Cesar Cielo vai nadar o Mundial de Natação em Piscina Curta de Dubai
"Na verdade, estou pensando num ciclo mais longo (até os Jogos Olímpicos de 2012), em piscina de 50 metros. Mas ter o Mundial como meta neste fim de ano é uma forma de eu me motivar para seguir com os treinamentos. Ao mesmo tempo, acho que o revezamento 4x100 m do Brasil pode ter um time muito forte em Dubai, assim como o 4x100 m medley", disse Cielo, que retomou os treinos nesta quarta-feira (13/10), após 15 dias de breve descanso da temporada. "Vou treinar o revezamento com o Nicholas dos Santos e o Marcelo Chierighini e acho que poderemos buscar uma medalha para o Brasil."
Antes do Mundial de Dubai, Cesar Cielo vai competir no XX Campeonato Brasileiro Sênior de Natação, Troféu Prof. Daltely Guimarães e VI Torneio Open de Natação, também em piscina de 25 metros, em Guaratinguetá (SP), de 30 de novembro a 5 de dezembro. "No Open, vou nadar para marcar o máximo de pontos que eu puder para o Flamengo. E também servirá de preparação para o Mundial", observou Cielo.
Cielo deve ter também a companhia de Henrique Barbosa, especialista do estilo peito, nos treinos para o Mundial. Henrique está retornando de Pequim (CHI), onde disputou uma etapa da Copa do Mundo em Piscina Curta (25 metros) e ganhou duas medalhas de bronze: nos 50 m peito (27s10) e nos 200 m peito (2min06s19).
Cesar Cielo é nadador do Flamengo e tem patrocínio de Avanço, Embratel e Arena. Também do Flamengo, Nicholas dos Santos tem patrocínio da Speedo e Avanço e Henrique Barbosa, de Avanço.
Musa da natação perde patrocínio e carro por frase homofóbica no Twitter
A nadadora australiana Stephanie Rice, dona de três medalhas de ouro nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, causou mais uma polêmica, desta vez via Twitter. Acusada de fazer declaração homofóbica, ela perdeu um de seus patrocinadores.
A campeã de 22 anos foi infeliz ao comentar vitória de seu país contra a África do Sul no rúgbi, postando no microblog a frase, em tradução livre, “chupem essa, seus gays!”.
Apesar de se desculpar pelo exagero e deletar o comentário, a Jaguar, luxuosa empresa de carros, resolveu encerrar o contrato com a nadadora, para não ter sua imagem ligada à polêmica.
“Tomamos a decisão e decidimos romper o contrato com ela”, disse Mark Eedle, da Jaguar, segundo o jornal Morning Herald. Um carro dado a ela em fevereiro será tomado de volta.
Campeã nas provas de medley (200 m e 400 m) e no revezamento em Pequim-2008, ela lamentou o ocorrido. “Eu fiz um comentário no sábado à noite empolgada pelo momento. Não queria ofender ninguém, então me desculpo”, afirmou em seu blog.
Rice recentemente decidiu não integrar a delegação da Austrália para os Commonwealth Games. Ela sentiu dores no ombro e antecipou uma cirurgia que seria realizada apenas em novembro.De touca nova, Cielo fatura o ouro e puxa dobradinha nos 50m borboleta
Brasileiro Nicholas Santos chega em segundo lugar e se junta a Cesão no pódio do Pan-Pacífico em Irvine, nos Estados Unidos
Nas eliminatórias, era “só para soltar”, e mesmo assim veio o terceiro melhor tempo. A performance de Cesar Cielo à tarde, na primeira vez em que caiu na água no Pan-Pacífico, nos Estados Unidos, abriu uma nova esperança para a final à noite. O brasileiro voltou à piscina do Parque Aquático William Woollett Jr, na cidade californiana de Irvine, e mesmo sem grandes expectativas cumpriu sua rotina de campeão: com a nova touca dourada, bateu em primeiro com 23s03 e liderou a dobradinha brasileira seguido por Nicholas Santos, que fez 23s33.
- Eu não podia nadar com a touca dourada e pegar a medalha de prata. Realmente, deu certo. É um bom primeiro passo para o campeonato. No primeiro dia, o que vale é manter o ritmo, mas começar com uma dobradinha é muito bom para mim e para o Nicholas. E também para o grupo ver que pode nadar rápido. O Brasil vai ganhar mais medalhas - afirmou Cielo, logo após a prova, em entrevista ao SporTV.
Foi a primeira vez que o nadador do Flamengo vestiu a nova touca, inspirada no capacete do New Orleans Saints, campeão de futebol americano. O brasileiro não era favorito para ganhar a prova, mas confirmou sua condição de grande velocista e bateu o recorde do campeonato, que era do australiano Geoff Huegill (23s27). O terceiro colocado foi o sul-africano Roland Schoeman, com 23s39.
dobradinha no Pan-Pacífico (Foto: agência Reuters)
- É engraçado. Tudo que é 50m, eu nado. Disse para o técnico que poderia me colocar, que eu dava um jeito. É o melhor tempo do ano, do meu ranking. Uma surpresa muito grande. Quero voltar para os 100m e os 50m livre e conquistar mais dois ouros - afirmou Cesão, referindo às provas que vai nadar na quinta-feira e no sábado.
Desta vez, não houve choro no pódio. Cielo pareceu emocionado, mas se limitou a algumas piscadas. A dobradinha com Nicholas é inédita na natação brasileira.
- Foi muito bom. Estou muito feliz com meu tempo. Prefiro perder para o Cesar do que para os gringos. A dobradinha foi muito bacana - festejou Nicholas.
Antes da prova, outro brasileiro festejou vitória. Glabuer Silva venceu a final B com o tempo de 23s64, seguido por Ryan Pin, de Papua Nova Guiné, e Tyler McGill, dos Estados Unidos.
novo contratado, Cesar Cielo apresenta a sua camisa 10 do Flamengo
'Chegou um presente aqui', anunciou o nadador em seu microblog
Dois dias após fechar a sua contratação pelo Flamengo, Cesar Cielo recebeu um presente do clube rubro-negro. Em seu microblog, o campeão olímpico e mundial mostrou a nova camisa 10 que leva o seu nome. O nadador brasileiro se classificou nesta sexta-feira para a final dos 50m livre do Grand Prix de Ohio (EUA).
'A nação rubro-negra ganhou mais um integrante', afirma Cesar Cielo
Se para Cesar Cielo defender as cores do Flamengo será uma novidade na carreira, para Nicholas Santos e Henrique Barbosa a assinatura do contrato representa um retorno. Mas assim como a presidente do clube, Patrícia Amorim, todos estão dispostos a resgatar a tradição vitoriosa da natação rubro-negra.
- A experiência da Patrícia vai ser positiva para nós. Em contrapartida, podemos ajudar no crescimento da natação carioca. O Rio vai voltar a ter uma grande equipe. Eu vou tentar trazer os melhores resultados para o clube. Vamos esperá-los para comemorar depois. A nação rubro-negra ganhou mais um integrante - disse Cielo, em entrevista ao site oficial do Flamengo.
Nicholas também espera conseguir conquistas importantes nesse retorno. Ele treinou na Gávea nas temporadas 2002 e 2003.
- Fico muito contente de representar o Flamengo mais uma vez. Já nadei pelo clube e me recordo que foi uma experiência muito boa. Eu vivia uma época de crescimento na minha carreira e fui ajudado aqui. Agora, espero conseguir grandes resultados para retribuir isso. Saudações rubro-negras e um grande abraço em todos que irão torcer muito por nós - afirmou o velocista.
A caminho de Ohio para a disputa do Grand Prix local, juntamente com seus dois companheiros de treino em Auburn, Henrique Barbosa, especialista no nado de peito, diz saber bem o que é vestir a camisa do Rubro-Negro.
- Estou muito feliz em voltar ao Flamengo junto com meus amigos, depois de nove anos. Representar o clube é muito bom. A presidente deu a maior força e espero que consigamos virar a página na natação brasileira, começando uma nova era na natação carioca. Vamos ter aquela garra que a torcida sempre pede. Aproveito para pedir aos torcedores que passem a acompanhar a natação do clube. Eu sei bem como é aqui. Uma vez Flamengo, sempre Flamengo - afirmou.
Cesar Cielo é escolhido na Espanha o melhor atleta ibero-americano de 2009
Após Sergio Agüero e Lionel Messi, nadador brasileiro vence eleição
Cielo foi campeão mundial nos 50m e 100m livre
O nadador Cesar Cielo foi o vencedor do Troféu Comunidade Ibero-Americana, dado ao melhor desportista da região no ano. O prêmio faz parte dos chamados Prêmios Nacionais do Esporte, todo ano convocados pelo Conselho Superior de Esportes (CSD) da Espanha e entregues pela Família Real.
Nos últimos dois anos, os vencedores do prêmio foram jogadores de futebol. Em 2009, o argentino Sergio Agüero levou o troféu e, um ano antes, seu compatriota Lionel Messi.
Em 2009, o brasileiro foi campeão mundial dos 50m e 100m livre, em Roma. Na ocasião, quebrou também o recorde dos 100m (46s91) e, em dezembro, estabeleceu a melhor marca do planeta nos 50 (20s91).
Os prêmios serão entregues em Madri pela Família Real em uma data ainda a ser determinada.
globo
Franceses põem Cielo em lista dos melhores atletas do ano
O nadador brasileiro César Cielo ficou na 11ª posição na lista anual de "atletas mais importantes do ano", encabeçada pelo velocista jamaicano Usain Bolt e divulgada pelo jornal francês L''Équipe.
Cielo, medalha de ouro nos 100 m e 50 m livres no Campeonato Mundial, disputado em Roma, foi eleito recentemente o principal atleta brasileiro no Prêmio Brasil Olímpico.
Bolt, por sua vez, conquistou pela segunda vez consecutiva o primeiro lugar e o troféu de atleta do ano oferecido pelo periódico francês.
Recordista mundial dos 100 m e 200 m rasos, Bolt foi seguido, na lista, pelo tenista suíço Roger Federer, segundo colocado, pelo piloto italiano de MotoGP Valentino Rossi (terceiro), pelo treinador do Barcelona, Pep Guardiola (quarto) e pelo piloto francês de ralis, Sebastian Loëb (quinto).
Cesar Cielo pretendia baixar ainda mais o recorde mundial dos 50 metros livre

Novo recordista mundial dos 50 metros livre, com o tempo de 20s91, o nadador brasileiro Cesar Cielo pretendia ser ainda melhor na prova desta sexta-feira (18), no clube Pinheiros, em São Paulo (SP): na qunta-feira (17), ele entregou ao técnico Alberto Silva, o Albertinho, um papel com a inscrição "20s86", tempo que pretendia estabelecer como a melhor marca da prova.
Emocionado, Albertinho contou que, depois de marcar 21s02 na quinta, nas eliminatórias do Open de Natação, Cielo quis escrever outro papel, mas o técnico não deixou.
- Ele nadou, não quebrou, aí disse que ia fazer outro papel. Eu disse que não, que não precisava. Ele não alcançou o tempo mas bateu o recorde, já está bom demais.
Com banca de imperador, Cielo conquista Roma e arranca o ouro nos 50m livre
Após bater em primeiro nos 100m, brasileiro repete o feito de Pequim em sua prova favorita e se consolida como um ás da velocidade na água
Foram duas batidas no peito, que àquela altura já estava todo avermelhado. O sinal da cruz se repetiu quatro vezes, e o dedo indicador não parava de apontar para o céu. César Cielo tinha acabado de plantar uma certeza no Foro Itálico: quando os grandes estão dentro d'água, ninguém é mais rápido que ele. Após conquistar o ouro nos 100m livre, o brasileiro voltou a bater primeiro neste sábado, desta vez nos 50m, sua prova favorita.
Cielo abre o sorriso após a prova: o brasileiro agora é campeão olímpico e mundial nos 50m
Com o tempo de 21s08, não veio o recorde mundial – apenas o do campeonato. Mas Cielo provou que, quando os grandes estão dentro da piscina, não tem para ninguém.
- Eu não esperava isso depois das Olimpíadas. É muito treino, é até perigoso estar tão confiante. Nos 50m, é pura cabeça. Eu estava com a cabeça boa hoje, e agora é comemorar muito. Quero comemorar com todo mundo que me ajudou. A sensação de ter a torcida junto é muito boa. Estou na Itália, mas a sensação é de estar em casa. É espetacular. Isso é a realização do sonho – afirmou o brasileiro, logo após deixar a piscina.
globo
Com fome de ouro, César Cielo brilha e quebra o recorde mundial nos 100m livre
César Cielo tem pressa. Para alguém tão acostumado à velocidade, a final dos 50m livre no sábado ainda parece um futuro distante. E se a prova favorita demorava a chegar, Cielo resolveu descontar a pressa nos 100m. Azar dos concorrentes. Em 46s91, o brasileiro foi e voltou na piscina do Foro Itálico para bater o recorde mundial da prova e garantir o primeiro ouro do país no Mundial de Esportes Aquáticos, em Roma.
Com o peito vermelho, Cielo vibra: quase um ano após Pequim, o brasileiro brilha de novo
Lá se vão 27 anos desde que o Brasil conquistou seu último – e até então único – ouro em Mundiais. Foi com Ricardo Prado, em 1982, no Equador. Aos 17 anos, ele nadou os 400m medley em 4m19s78 e bateu o recorde mundial da prova. Cielo, no entanto, é o primeiro brasileiro a ser campeão olímpico e mundial.
A prata ficou com o francês Alain Bernard (47s12), e o bronze foi conqusitado pelo também francês Frederick Bousquet (47s25).
Assim que bateu em primeiro, Cielo arrancou a touca e vibrou muito olhando para as arquibancadas. Com o peito todo vermelho, fruto dos tradicionais tapas antes da prova, o brasileiro deixou a piscina exausto, com as pernas doendo, mas com a certeza do dever cumprido. Exausto, ele festejou o feito.
- É sensacional. São dois anos na minha carreira para entrar para a história. Cresci assistindo ao Gustavo Borges nadando essa prova, não tem nada igual. É um sonho sendo realizado. Estou doendo muito agora, minha perna dói, está difícil até de pensar. Valeu a pena. Deu certo de novo. Agora é comemorar com a maior alegria que eu poderia ter - afirmou Cielo, com a fala ofegante e o sorriso aberto.
Thiago Pereira quebra recorde de Michael Phelps e leva ouro nos 200m medley
Thiago Pereira fechou sua participação no Grand Prix de Charlotte no melhor lugar possível: o degrau mais alto do pódio, e com direito a recorde. Depois de liderar as eliminatórias, ele voltou a ser o mais rápido dos 200m medley e faturou a medalha de ouro com 1m58s25, quebrando o recorde do torneio, que pertencia ao americano Michael Phelps (2m00s39). Phelps é o dono da melhor marca do mundo, obtida nas Olimpíadas de Pequim: 1m54s23.
O americano Ryan Lochte, medalhista de bronze na prova nos Jogos de Pequim, tinha se classificado para a final com o oitavo tempo, mas se recuperou e levou a prata (1m58s71). O bronze foi para Eric Shanteau (2m01s33).
Thiago encerra a semana com quatro medalhas. O brasileiro, que ainda se recupera de uma fratura na mão esquerda, tinha sido campeão nos 400m medley e terceiro colocado nos 100m peito e 200m borboleta.
Na manhã deste domingo, ele desistiu de nadar os 100m livre para se poupar para o medley. Ele estava inscrito para a prova em que o principal favorito era o americano Michael Phelps, que em Charlotte voltou às piscinas desde a conquista das oito medalhas de ouro em Pequim.
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Phelps pode ser preso por fumar maconha
A foto do nadador americano Michael Phelps fumando maconha chamou a atenção do mundo. O caso, no entanto, até então não tinha ocasionado grandes consequências a não ser as críticas feitas pela opinião pública. Mas, na última terça-feira, um xerife disse estar disposto a processar o fenômeno das piscinas.
- Este caso não é diferente de qualquer outro caso - afirmou o xerife Leon Lott.
A única prova que o xerife do condado de Richland tem até agora é a foto divulgada no jornal britânico "News of the World", na qual Phelps aparece consumindo a droga em uma festa na Carolina do Sul.
- Este caso poderá ser muito mais fácil uma vez que temos fotografias dele usando drogas e uma confissão parcial. É um processo relativamente fácil, uma vez que podemos determinar onde o crime ocorreu.
Se o nadador for realmente condenado, poderá pegar uma punição de até 30 dias de cadeia e multa de US$ 570 (em torno de R$ 1.300).
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Com novo bloco, Berlim vê queda de recordes mundiais na natação
Com os novos blocos de partidas, com novo apoio para os pés e utilizados pela segunda vez em um evento oficial da Fina, marcas inéditas foram estabelecidas em três provas masculinas (200 m livre, 50 m costas e 100 m costas) e em uma feminina (50 m borboleta).
Em casa, o alemão Paul Bierdman nadou os 200 m livre em 1m40s83 e derrubou o recorde estabelecido há oito anos pelo australiano Ian Thorpe.
"É fantástico bater um recorde mundial na frente da minha torcida, com toda a família presente", disse Bierdman, que foi ovacionado pelo público por dois minutos durante cerimônia de entrega da medalha.
Nos 50 m costas, o americano Randall Bal, que havia visto o compatriota Peter Marshall cravar novo recorde mundial na semana passada, deu o troco, ao nadar em 22s87.
Marshall, porém, manteve-se absoluto nos 100 m costas. Baixou seu próprio recorde mundial de 49s94 para 49s63.
Entre as mulheres, a única a estabelecer marca inédita foi a australiana Marieke Guherer, que fez 24s99 nos 50 m borboleta e desbancou os 25s31 da sueca Therese Alshammar.
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