FIVB anuncia Brasil como sede do Mundial de Clubes masculino
O Brasil em Londres no vôlei feminino
Estamos recomeçando, diz o levantador Ricardinho sobre Bernardinho
| Fabio Braga/Folhapress | ||
| Ricardinho, 36, durante último treino do Vôlei Futuro antes da decisão da Superliga |
De olho na Copa do Mundo
Só para você entender o caminho: para participar da Copa do Mundo, o Brasil precisa também se classificar. Mas aí vai ser tranquilo: tem que ganhar ou ficar em segundo lugar no Sul-americano, que será disputado a partir de 27 de setembro, no Peru. Os adversários são bem fraquinhos. Ninguém tem dúvida que o título vai ficar com as brasileiras. As peruanas e as argentinas vão decidir o segundo lugar.
A novidade no Brasil pode ser a volta da ponteira Jaqueline. Ela ficou fora da seleção por causa de problemas particulares: estava grávida e perdeu o nenê. Com a possível volta dela, o técnico Zé Roberto Guimarães terá seis ponteiras no time: Paula Pequeno, Mari, Natália, Fernanda Garay e Sassá. Pelo menos uma delas terá que ser cortada.
O certo é que depois das atuações no Grand Prix, a Fernanda Garay garantiu uma vaga na seleção. Ela teve a missão de substituir Mari, que sofreu um estiramento no abdômen, e jogou muito bem. Foi eficiente no saque, no bloqueio, no ataque e na recepção. Entrou até para a seleção do Grand Prix como a dona do melhor passe do torneio. A Sassá, que tem um belo fundo de quadra, é a ponteira mais ameaçada de perder uma vaga no time já que na rede é a mais fraquinha de todas.
Rússia vence o Brasil na final da Liga Mundial de vôlei
Os russos saíram atrás mas viraram o jogo e venceram por 3 a 2 (23/25, 27/25,
Maior vencedor da história da Liga com nove títulos, o Brasil foi derrotado pelo mesmo algoz de 2002. Assim, a Rússia conquista o bi justamente contra o Brasil.
Nos últimos dez anos, os comandados de Bernardinho perderam apenas mais uma final, contra os EUA, em 2008.
O russo Mikhaylov foi o melhor jogador da final, com 26 pontos. No Brasil, os maiores pontuadores foram Giba e Théo com 16 pontos cada um.
Esta foi a quinta final entre Brasil e Rússia na LIga Mundial, com três vitórias para equipe do técnico Bernardinho (1993, 2007, 2010).
Os russos evitaram o terceiro título seguido do Brasil, que havia vencido a competição em 2009 e 2010.
Ônibus do Vôlei Futuro tomba a caminho das semifinais da Superliga feminina
Uma ambulância saiu do ginásio de Osasco para atender as jogadoras, que foram levadas para um hospital municipal da região. De acordo com a comissão técnica do Vôlei Futuro, as atletas tiveram ferimentos leves. O cinegrafista que acompanhava o time sofreu uma fratura no braço.
A líbero Stacy sofreu um corte no rosto e chegou a desmaiar após o acidente, causando pânico entre as atletas. Em estado de choque, a norte-americana foi sedada pelos médicos no atendimento em Osasco e encaminhada ao hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde passará por uma bateria de exames.
“Estava no fundo do ônibus e não consegui entender o que aconteceu. Estava chovendo muito, não deu para saber se bateram no ônibus ou se ele perdeu o controle. Não sei se ele derrapou ou caiu do viaduto”, disse o técnico William ao UOL Esporte. “Está uma zona por aqui, mas aparentemente apenas a Stacy se machucou”.
Brasil repete roteiro, perde para a Rússia e fica com o vice no Mundial
Com o resultado, a Rússia impede que o Brasil tenha a hegemonia no vôlei feminino, uma vez que a seleção é a atual campeã olímpica. As russas, por sinal, comprovam que o Mundial é o seu torneio preferido. Esse é o sétimo título das europeias na competição.
Contra a Rússia, o Brasil começou arrasador. Usando as bolas de Natália na entrada da rede a seleção marcou 6-1. O resultado deu tranquilidade para as brasileiras em toda a parcial.
Principal arma ofensiva da Rússia, a ponteira Gamova demorou para fugir da defesa brasileira. Com o saque nacional funcionando bem, a bola chegava ruim para a levantadora Startseva, que não conseguia acionar a sua ponteira da melhor maneira.
Sorte do Brasil, que encontrou o caminho livre na entrada da rede. Um ataque de Jaqueline no setor deixou a seleção com 10-3. A Rússia, então, acordou. Aos poucos foi tirando a diferença. Dois ataques seguidos de Gamova deixaram o jogo em 13-11.
A seleção deu uma outra esticada no placar (20-15, com bloqueio de Fabíola), mas permitiu o empate russo em 21 pontos. Mas o Brasil não se perdeu. Com personalidade, fez quatro pontos seguidos e fechou o set em 25-21, com Sheilla.
No segundo set a seleção não conseguiu impor o mesmo ritmo do início do primeiro. A Rússia passou a forçar mais o saque, atrapalhando o ataque brasileiro. O serviço de Startseva, principalmente, foi fatal para o Brasil.
Toda a parcial foi dominada pela Rússia. Gamova atacou como quis. E o jogo da veterana oposto Sokolova finalmente apareceu. Foi ela quem decidiu o set em 25-17 em um ataque.
No terceiro set, o equilíbrio durou até a levantadora Fabíola começar a usar as bolas das centrais. Além disso, Jaqueline também brilhou. Três pontos seguidos da ponteira deram 11-6 para a seleção. O Brasil administrou a vantagem até fechar em 25-20, com Fabiana.
Faltava um set para a vitória brasileira. Mas as jogadoras não mostraram em quadra que estavam tão perto do título. Desconcentrado, o Brasil viu a Rússia jogar livre no quarto set. Sem conseguir marcar Gamova e errando bastante, as brasileiras perderam a parcial por fáceis 25-14.
No tie-break, a seleção brasileira voltou mais ligada no jogo. Por três vezes abriu uma vantagem de dois pontos, mas permitiu a reação da Rússia. As russas tomaram a dianteira (8-9) em um ataque para fora de Sheilla. E fizeram 9-11 com Sokolova. A diferença foi demais para as brasileiras. Gamova atacou forte e fechou o jogo em 15-11.
Brasil supera erros, torcida e forte defesa, bate o Japão e vai à final do Mundial
Na decisão, o Brasil vai reeditar a final do Mundial de 2006, contra a Rússia. Na ocasião, as russas levaram a melhor. O jogo que define o campeonato vai acontecer às 8h30 (de Brasília) deste domingo. Um pouco antes, Estados Unidos e Japão decidem o terceiro lugar.
A vitória brasileira foi conseguida graças às grandes atuações de duas jogadoras: a ponteira Sassá e a central Fabiana. Sassá entrou no time no terceiro set e corrigiu o passe brasileiro, dando um pouco mais de fôlego à levantadora Fabíola. Fabiana contagiou a equipe com garra e se transformou na principal opção de ataque quando o jogo parecia perdido.
Já as japonesas deram o sufoco no Brasil com um jogo em que a defesa e o bloqueio chegaram em praticamente todas as bolas, além da força das atacantes Saori e Ebata, que ultrapassaram a barreira dos 20 pontos.
O bom desempenho das atacantes foi fruto da excelente jornada da levantadora Takeshita. Com apenas 1,59 m, a jogadora conseguiu consertar qualquer passe japonês e, com bolas rápidas, iludiu a marcação brasileira. Eleita a melhor do Mundial de 2006, desponta como favorita a repetir o feito neste campeonato.
O único momento de domínio claro do Brasil foi no comecinho do jogo. Natália virou três bolas e fez o país abrir 4-1 de vantagem. Mas Ebata e Saori trataram de equilibrar as coisas. A cada ponto japonês a torcida gritou o nome da pontuadora.
O Brasil ainda liderou a parcial em 9-8 com um ace de Thaísa, mas o Japão logo virou. A disputa seguiu equilibrada até a meio de rede Ai marcar dois pontos seguindos, abrindo 21-19. Para piorar, Fabíola errou um levantamento e deixou o Japão com 24-21.
O técnico José Roberto Guimarães pediu tempo e deu uma chamada na levantadora. Segurando no braço de Fabíola, Zé Roberto falou para a atleta prestar mais atenção e ter mais foco no jogo. A bronca não deu muito resultado. O Japão fechou o set em 25-22 em um erro de saque de Sassá.
No segundo set, o Brasil conseguiu abrir uma vantagem de três pontos (11-8) após dois bloqueios seguidos de Jaqueline. Mas a seleção voltou a errar na defesa e no ataque e permitiu a reação japonesa.
O set seguiu equilibrado até o final. O Brasil teve nove chances para fechar a parcial, duas delas em contra-ataques, mas não conseguiu colocar a bola no chão. O Japão foi mais competente. Com Saori explorando o bloqueio, fez 35-33.
Após a maratona, as jogadoras ganharam dez minutos de descanso (todo jogo do Japão tem esse tempo extra para a TV). E a pausa mudou o panorama da partida. O Japão seguiu melhor, sobretudo na defesa, mas o Brasil finalmente conseguiu achar algumas brechas para marcar.
A seleção ficou vários momentos na frente do marcador, como no 10-8 após dois bloqueios de Natália ou no 19-17 em ataque de Sassá, que substituiu Jaqueline no meio do set. E fechou o set em 25-22 com uma bola de china de Fabiana.
O Brasil voltou com Sassá como titular no quarto set. As duas equipe se alternaram na liderança do marcador até Natália cometer dois erros seguidos e permitir que o Japão fizesse 10-8. Fabiana, então, chamou a responsabilidade e pediu a bola, marcando dois pontos seguidos (11-11). O equilíbrio persistiu até o final, quando uma largada de Fabíola no fundo da quadra deu 25-22 para as brasileiras.
Título mundial histórico dá recorde individual a veteranos e a Vissotto
Os ponteiros Dante e Giba e o central Rodrigão consagraram-se tricampeões mundiais. Integrantes das campanhas de 2002, 2006 e, agora, 2010, os remanescentes entram na lista de jogadores com três troféus mundiais ao lados dos italianos Gardini, Bracci, De Giorgi e Giani.
Um dos destaques do Brasil neste Mundial, o ponteiro Murilo obteve seu segundo título Mundial. Mas quem também fez história com o título obtido neste domingo foi o estreante na competição Leandro Vissotto. O oposto teve um início irregular, atribuído por ele, a lesão no calcanhar e uma gripe.
Mas cresceu no momento decisivo. Brilhou na semifinal contra a Itália e na final contra Cuba e ajudou a escrever seu nome da história do voleibol brasileiro. Agora, Vissotto iguala Nalbert e é o segundo jogador a obter títulos mundiais em todas as categorias: junior, juvenil e adulta.
Com o terceiro título consecutivo, o Brasil igualou a Itália em números de conquistas (e na sequência) e está atrás apenas da extinta União Soviética, seis vezes campeã mundial.
Brasil apaga polêmica, vence temida Cuba e fatura o tricampeonato mundial
Mesmo frustrados com a derrota da Itália na disputa pelo bronze, o público permaneceu no Palalottomatica. A maioria dos 11.605 presentes aderiu à torcida cubana. No entanto, o Brasil tinha preocupações. A equipe tinha que superar a ‘maldição’ dos levantadores. Marlon perdeu as duas primeiras fases por causa de uma colite ulcerativa (inflamação crônica intestinal). Agora, era a vez de Bruninho.
O titular foi para o sacrifício e o Brasil entrou em quadra com o roteiro muito bem traçado na cabeça. A principal preocupação em relação ao outro lado da rede era o bloqueio cubano. Mas o Brasil fez mais. Marcou bem as principais armas caribenhas e teve atuação de gala.
A estratégia de iniciar o saque com Murilo tem dado certo. O ponteiro tem um dos melhores serviços do Mundial e logo de cara já complicou a recepção adversária, em repetição do que já ocorrera em outros jogos na competição. Bombardear o jovem Leon foi outra tática mantida e trazida da primeira fase.
O que o Brasil também absorveu bem da etapa em Verona foi a derrota para Cuba. Antes da final, os jogadores brasileiros já advertiam para o forte bloqueio caribenho, o melhor da competição. Sabiam que não podiam enfrentá-lo na força. E foi com categoria e explorando o paredão que o time verde-amarelo abriu confortável vantagem.
A reação adversária aconteceu principalmente quando a defesa brasileira deu espaço para Simon, que teve 100% de aproveitamento em quatro ataques. Mas à seleção brasileira restou administrar para fazer então 1 a 0 (25-22). Ainda na primeira fase, Dante avisou: Cuba na frente do placar é como uma boiada estourada e ninguém segura.
E o Brasil trouxe isso também para a decisão. Não deixou os cubanos comandarem o marcador em nenhum momento. Novamente com boa passagem de Murilo pelo saque, já abriu enorme vantagem (4-0). Principal arma cubana, o bloqueio deixou a desejar. Do outro lado da rede, o time verde-amarelo mostrou como armar um paredão. Fez somente dois pontos efetivos na segunda parcial, mas tocou na maioria das bolas. E o passei foi ratificado com um 25-14.
Após um começo de campeonato irregular, Vissotto foi o destaque brasileiro na semifinal contra a Itália e deu o recado. Disse ser decisivo e gostar de jogos assim. Cuba não pegou o recado. O oposto brasileiro usou a força e soube cravar quando preciso e explorar o bloqueio rival. Confiante, o jogador ainda discutiu com o jovem Leon na rede em bate-boca com dedo em riste. Dante usou a experiência. O ponteiro atacava com categoria na mão de fora do paredão rival e saia para a comemoração.
Com um jogo muito consistente e uma Cuba irreconhecível, o Brasil encontrou facilidade. Pelo segundo dia consecutivo, o time verde-amarelo frustrou a numerosa torcida italiana, que termina a competição sem ver seu time no pódio pelo terceiro Mundial consecutivo. E novamente terá que ouvir o hino nacional brasileiro.
Brasil atropela a Alemanha, garante vaga na semifinal e aguarda a Itália
Para avançar às semis, os italianos só precisam bater a França, às 14h. O duelo de sábado, se confirmado, transborda rivalidade. Como se não bastassem os títulos mundiais dos dois lados da quadra, os brasileiros reclamaram muito do regulamento “favorável” aos donos da casa, enquanto os italianos criticaram a polêmica derrota verde-amarela para a Bulgária. Ainda que a anfitriã não avance, a pedreira se mantém: o adversário será a seleção dos Estados Unidos, algoz dos brasileiros na final olímpica de Pequim.
Brasil foge dos 'paredões', bate Rússia e isola-se como maior vencedor da Liga

O Brasil é eneacampeão da Liga Mundial de vôlei masculino. Neste domingo, em final disputada em Córdoba, Argentina, o time comandado pelo técnico Bernardinho superou alguns momentos de "apagão", venceu a Rússia por 3 sets a 1 (25-22, 25-22, 16-25 e 25-23) e acrescentou mais um troféu, o 9º, a sua vasta lista de conquistas.
IMAGENS DA GRANDE FINAL EM CÓRDOBA
Théo substituiu muito bem o oposto Vissotto e foi um dos maiores pontuadores com 16 acertos
Brasileiros indignaram-se com as reclamações e a até então desconhecida 'marra' da seleção russa
Variedade de jogadas feita por Marlon, sobretudo pelo fundo, surpreendeu o bloqueio, exceto no 3ºset
O êxito deixou a seleção brasileira como maior vencedora de Ligas Mundiais na história. Até então, o recorde de oito títulos era dividido com a Itália, que levantou a taça pela última vez no ano 2000.
Para vencer o jogo desta noite, o Brasil precisava driblar o fortíssimo bloqueio russo, arma que a seleção europeia mostrou em todos os jogos da fase final. E com exceção do terceiro set, justamente o único vencido pelos europeus, o time verde-amarelo fez sua lição, sobretudo pela boa performance de Marlon. O técnico Bernardinho resolveu promover a entrada do levantador logo de início, já que Bruninho não vinha se apresentando bem nas últimas partidas. Com o novo titular, a seleção teve variedade muito maior de jogadas e, embora os centrais tenham sido pouco usados, os atacantes pelas pontas deram conta do recado.
Além de Marlon no lugar de Bruninho, Bernardinho foi obrigado a utilizar Théo em substituição a Leandro Vissotto, já que o oposto sofreu uma torção no tornozelo na semifinal contra Cuba. E o novato não substituiu, sendo um dos maiores pontuadores da final.
O time titular ficou completo com Murilo e Dante, Lucão e Rodrigão, além do líbero Mario Jr. Ao longo do jogo, também entraram o próprio Bruninho, João Paulo, Sidão e Giba. Na Rússia, a novidade foi o retorno do ponteiro Berezhko, que ficou fora dos últimos dois jogos por lesão. O time teve ainda Grankin e Mikhaylov, Biryukov, Volkov e Muserskiy, e o líbero Kazakov. Ainda entraram Poltavskiy, Makarov, Krasikov e Kazakov.
Esta foi a quarta vez que Brasil e Rússia decidiram o título da Liga Mundial. Os europeus venceram apenas uma vez, em 2002, enquanto os brasileiros triunfaram em 1993, 2007 e agora, 2010.
Ainda neste domingo, a Sérvia virou pra cima de Cuba, venceu por 3 sets a 2 e faturou a medalha de bronze.
Giba diz que ainda não pôde atender as ligações de Ricardinho e sugere condição
Ricardinho ligou para Giba durante dois dias, antes de a pré-lista para a Liga Mundial ser divulgada. Concentrado nos jogos da Superliga, o jogador do Pinheiros e capitão da seleção brasileira não pôde atender os telefonemas. Desde então, tem pensado sobre o retorno do levantador à equipe nacional três anos depois de ter sido cortado por problemas de relacionamento. Para Giba, Ricardinho tem que mostrar que realmente está disposto a voltar.
- Ele tentou me ligar algumas vezes na sexta e no sábado, mas estávamos vivendo dias corridos por conta da Superliga. Jogamos na quinta e no sábado e não podia responder. Depois disso, não ocorreu mais nenhum tipo de contato. Ele passou muito tempo isolado e preciso refletir e pensar também antes de responder as suas ligações. É um direito que tenho, não é? - disse Giba, em comunicado.
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Após três anos se isolando, se ele não demonstrar isso, fica difícil convencer "
Giba elogiou o talento de Ricardinho, mas deixou claro que somente a qualidade técnica não será suficiente para garantir ao levantador a permanência na equipe.
- Não tenho dúvidas sobre a capacidade técnica do Ricardinho e o que ele vai somar na seleção brasileira. Mas precisamos ver a vontade dele de se ajustar ao grupo. Ele precisa demonstrar o real interesse de voltar. Após três anos se isolando, se ele não demonstrar isso, fica difícil convencer - comentou Giba.
O nome de Ricardinho é um dos 22 que estão na pré-lista para a Liga Mundial. Até o dia 30 de abril, Bernardinho terá de cortar três jogadores.
- Sou um dos mais experientes, estou no grupo desde o começo e passei por tudo o que aconteceu. Por isso, ao lado do Rodrigão, do Murilo e do Serginho, conversamos com o Bernardinho antes da pré-convocação. Mas sou um jogador como o Ricardinho ou qualquer outro. A gente não tem poder de decisão. Quem decide é o Bernardo.
Três anos após a separação, Bernardinho inclui nome de Ricardinho em pré-lista
Já se vão quase três anos desde que Ricardinho e a seleção brasileira de vôlei tomaram caminhos diferentes. Nesta segunda-feira, contudo, o técnico Bernardinho deu um passo concreto para a reaproximação. O treinador incluiu o levantador de 34 anos na pré-lista de 22 nomes para a disputa da Liga Mundial, que começa em junho. Como ainda haverá cortes, a inclusão do nome não significa garantia de retorno do atleta, que foi afastado da seleção às vésperas dos Jogos Pan-Americanos de 2007, por problemas de relacionamento no grupo.
Três anos após o polêmico corte de 2007, Ricardinho e Bernardinho ensaiam a aproximação
Até o dia 30 de abril, a lista será reduzida para os 19 nomes que serão inscritos na competição. Só depois disso, Bernardinho começará a fazer as convocações para os treinos. O Brasil está no grupo A, ao lado de Bulgária, Holanda e Coreia. A estreia será no dia 4 de junho, contra os búlgaros, em Uberlândia.
A pré-convocação inclui outros três levantadores: Bruninho - filho de Bernardinho e atual titular da seleção -, Marlon e Sandro. Também na lista estão jogadores veteranos que estavam no grupo de 2007. É o caso de Giba, alvo de críticas de Ricardo após o episódio do corte.
Não é a primeira vez desde então que o nome de Ricardinho entra numa pré-lista. Ainda em 2007, Bernardinho convocou o jogador para a Copa do Mundo, mas condicionou sua permanência no grupo a um pedido público de desculpas, o que acabou não acontecendo. Ao contrário: a partir daquele momento, atleta e seleção se separaram de forma drástica, com direito a declarações cheias de mágoa.
| A lista dos 22 pré-convocados para a Liga Mundial | ||
| Jogador | Posição | Time |
| Bruninho | levantador | Florianópolis |
| Dante | ponteiro | Dínamo de Moscou-RUS |
| Éder | meio de rede | Florianópolis |
| Lorena | oposto | Montes Claros |
| Giba | ponteiro | Pinheiros |
| João Paulo Bravo | ponteiro | Piacenza-ITA |
| João Paulo Tavares | oposto | Panasonic-JAP |
| Leandro Vissotto | oposto | Trentino Volley-ITA |
| Lucão | meio de rede | Florianópolis |
| Marlon | levantador | Brasil Vôlei |
| Mário Júnior | líbero | Florianópolis |
| Maurício | ponteiro | Minas |
| Murilo | ponteiro | Sesi |
| Ricardinho | levantador | Sisley Volley-ITA |
| Rodrigão | meio de rede | Pinheiros |
| Sandro | levantador | Cruzeiro |
| Serginho | líbero | Brasil Vôlei |
| Sidão | meio de rede | Sesi |
| Théo | oposto | Santory Sunbirds-JAP |
| Thiago Barth | meio de rede | Sesi |
| Thiago Alves | ponteiro | Florianópolis |
| Wallace | oposto | Cruzeiro |
Aos 35 anos, Nalbert sai de cena e põe fim a uma trajetória repleta de conquistas
Em quase duas décadas de dedicação ao vôlei, sobram conquistas e boas histórias. Além dos títulos, o torcedor se acostumou a ver a corrida de braços abertos nas comemorações e até a mania de puxar o short. Mas chegou a hora de colocar um ponto final na trajetória. Sem alarde, como se apenas virasse uma página, Nalbert resolveu fechar um currículo repleto de grandes momentos. A menos de duas semanas de completar 36 anos, o capitão sai de cena.
- Até dói o coração dizer isso, mas chegou a hora de parar. O atleta é movido por desafio e metas. Hoje, sinto que não tenho mais metas a perseguir - explicou Nalbert.
O ouro nos Jogos Olímpicos de 2004 foi o ponto alto de uma carreira marcada por grandes conquistas
Boas recordações não vão faltar para o carioca Nalbert Tavares Bittencourt. Ao longo dos últimos 19 anos, o ponteiro sorriu com medalhas, chorou no alto do pódio e, acima de tudo, venceu. Em todos os níveis. Foi o único jogador campeão mundial em três categorias: infanto-juvenil (1991, aos 17 anos), juvenil (1993, aos 19) e adulto (2002, aos 28).
Limitar-se ao papel de coadjuvante não era a dele. Ao contrário, tornou-se um dos maiores nomes da Era Bernardinho, como capitão de uma geração vitoriosa.
Clique aqui e confira momentos da carreira de Nalbert em imagens!
- Sou um privilegiado, um abençoado de ter nascido quando o vôlei estava crescendo no país. Pude aproveitar toda a estrutura montada e colher os frutos do trabalho.
A comemoração característica, com os braços abertos, vai deixar saudades nos torcedores
O atleta que agora se afasta dos holofotes sempre esteve acostumado a ser o centro das atenções. Até a pronúncia do nome foi discutida publicamente. A mãe, Dona Dilce, foi à televisão, descartou o “Nálbert” e pediu que as pessoas carregassem na última sílaba, citando “colher” como exemplo.
Quando começou a despontar no vôlei, o atacante logo teve de aprender a abraçar oportunidades. Em 1991, tinha 17 anos quando recebeu o chamado para a seleção brasileira. Na primeira competição, levantou a taça e foi eleito o melhor jogador. Aos 23, já tinha virado capitão, posto que manteve durante oito anos.
Como quase sempre acontece com os atletas, no entanto, a carreira não se construiu apenas com momentos de alegria. Dois anos após o título mundial de 2002, Nalbert rompeu um tendão do ombro esquerdo. A cirurgia aconteceu poucos meses antes das Olimpíadas de Atenas, e tudo levava a crer que o Brasil entraria em quadra sem o seu líder. Nada disso. Desmentindo prognósticos médicos, o atacante se juntou ao grupo e arrancou a medalha de ouro na Grécia.
Em 2005, uma aventura no vôlei de praia
Um salto para a areia
O acúmulo de conquistas fez o jogador buscar desafios fora da quadra. Mais precisamente, na areia. Em 2005, ele formou uma parceria com Guto e migrou para o vôlei de praia, onde ficou por um ano. O parceiro em 2006 já era Luizão, quando Nalbert, inquieto, decidiu fazer o caminho de volta. A rápida readaptação à quadra o levou de volta a um ambiente familiar: a seleção.
A rotina de títulos continuou. Em 2007, Nalbert faturou a Liga Mundial, garantindo mais um título à Era Bernardinho. No mesmo ano, ele queria disputar os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, para colocar na estante o único título que lhe faltava. Não foi o que aconteceu. Em plena forma aos 33 anos, o ponteiro sofreu um estiramento na parte posterior da coxa esquerda e não pôde disputar o torneio em sua cidade natal.
A recuperação se desenhou com a assinatura de contrato com o Minas - seu sétimo clube na carreira de jogador profissional - para disputar a Superliga, mas não antes de uma provação. No início dos treinamentos, Nalbert sofreu uma grave lesão no ombro direito. Em agosto de 2007, foi para a mesa de cirurgia e ficou oito meses afastado das quadras. A volta aconteceu na decisão do torneio nacional, com emoção de sobra ao ser aplaudido até por torcedores adversários.
Nalbert sofreu decepções: não disputou o Pan do Rio e foi cortado antes dos Jogos de Pequim
Corte e decepção
O ombro, no entanto, ainda doía, e o craque pensou em parar. Quando a carreira parecia chegar ao fim, veio a surpresa. Nalbert apareceu como uma das novidades na lista de Bernardinho para a Liga Mundial. Aos 34 anos, decidiu encarar o desafio da seleção na temporada de 2008: conquistar a medalha de ouro nos Jogos de Pequim. Dois meses antes das Olimpíadas, ele mergulhou nos treinos em Saquarema, mas sofreu novo golpe, com um corte inesperado em julho.
A dispensa encerrou o ciclo do jogador na seleção, mas não no vôlei. Em outubro de 2008, ele voltou à praia, agora formando dupla com Franco. O ritmo, no entanto, já era outro, o que possibilitava uma dedicação maior à vida pessoal.
Foi nesta época que o craque conheceu a atriz Amandha Lee, com quem se casou em maio de 2009. Em outubro do ano passado, assumiu um novo papel: o de pai, quando Amandha deu à luz Rafaela. Àquela altura, Nalbert já estava realizado, com uma família sólida e uma extensa lista de glórias dentro da quadra.
- Encerrei meu ciclo de atleta, mas quero começar um novo ciclo dentro do esporte. Não como técnico, mas gostaria de atuar como dirigente. Inclusive, vou fazer um curso de gestão no Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Também gosto da ideia de comentar jogos e dar palestras. Aliado a isso, tenho meus empreendimentos - contou o, agora, ex-jogador.
| Clubes pelos quais passou |
| 1994 a 1997 / 2004 a 2005 - Banespa |
| 1997 a 1999 - Olympikus |
| 1999 a 2001 / 2002 a 2004 - Macerata (Itália) |
| 2001 a 2002- Panasonic (Japão) |
| 2007 - Modena (Itália) |
| 1992 a 1994 / 2007 a 2008 - Minas |
| Principais títulos |
| 1991 - Campeão mundial com a seleção infanto-juvenil |
| 1993 - Campeão mundial com a seleção juvenil |
| 2001 - Campeão da Liga Mundial com a seleção brasileira |
| 2002 - Campeão mundial com a seleção brasileira |
| 2003 - Campeão da Liga Mundial com a seleção brasileira |
| 2003 - Campeão da Copa do Mundo com a seleção brasileira |
| 2003 - Bronze no Pan-Americano de Santo Domingo com a seleção brasileira |
| 2004 - Campeão Olimpico Jogos Olimpicos de Atenas com a seleção brasileira |
| 2006 - Prata nas etapas de Curitiba e de João Pessoa do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia (ao lado de Luizão) |
Brasil bate Japão e leva título invicto na Copa dos Campeões
A Seleção Brasileira masculina de vôlei fez sua última vítima na edição 2009 da Copa dos Campeões, nesta segunda-feira. A equipe comandada pelo técnico Bernardinho derrotou o Japão e, de maneira invicta, conquistou o título da competição disputada em Nagoia, em território japonês.
Depois de vencer Cuba, Irã, Polônia e Egito na Copa dos Campeões, a Seleção não tomou conhecimento e atropelou a equipe da casa por 3 sets a 0, com parciais de 25/12, 26/24 e 25/22.
Com a vitória, a Seleção fecha a temporada com três títulos em três campeonatos, uma vez que já tinham levado a Liga Mundial e o Sul-Americano.
Apesar de enfrentar os japoneses, donos da casa e que até então só tinham perdido uma no torneio, o Brasil começou forte e, sem grandes problemas, fechou o primeiro set com 25 a 12.
No segundo set, os japoneses, empurrados por um ginásio lotado, impuseram dificuldades. Na etapa mais complicada do jogo, os brasileiros precisaram de 30 minutos para fazer 26 a 24.
Mais tranquila com a boa vantagem conseguida, a Seleção conduziu o último set sem dificuldades e fechou a partida com um 25 a 22.
O grande nome da vitória brasileira foi, a exemplo do que já havia acontecido nas partidas anteriores, o oposto Giba, responsável por 15 pontos. Bem no bloqueio, o também ponta Murilo deixou a quadra com 13 pontos e foi outro destaque.
A Copa dos Campeões é disputada de quatro em quatro anos e reúne o país anfitrião, uma seleção convidada pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) e os campeões de América do Sul, Norceca (América do Norte, Central e Caribe), Europa e Ásia.
Com informações da EFEEx-técnico cubano, Antonio Perdomo Estrella morre vítima de ataque cardíaco
Com a seleção feminina, Perdomo conquistou ouro no Campeonato Mundial
Por mais de 40 anos, Perdomo fez parte da comissão técnica da seleção feminina cubana
O cubano Antonio Perdomo Estrella, considerado um dos melhores treinadores de vôlei de todos os tempos, morreu nesta terça-feira, em Havana, Cuba, aos 66 anos, vítima de um ataque cardíaco.
Durante mais de 40 anos, Perdomo fez parte da comissão técnica da seleção feminina de seu país, com a qual ganhou, como auxiliar-técnico de Eugenio George, os Mundiais de 1978 e 1994, além dos Jogos Olímpicos de Barcelona-1992 e Atlanta-1996. Como treinador principal, venceu o Mundial de 1998 e a Copa do Mundo de 1999.
Perdomo trabalhava atualmente como assessor da federação cubana, e se preparava para viajar no domingo à Guatemala, onde ministraria um curso da Federação Internacional de Vôlei (FIVB).
globo
Viagem à Ásia para disputa do Grand Prix vira uma dor de cabeça para a seleção
Técnico do Brasil diz que teme próxima fase por causa de lesões e fuso
Após três vitórias em três jogos em casa, a seleção brasileira deixa o Brasil como líder do Grupo A do Grand Prix. Na noite deste domingo, a equipe do técnico José Roberto Guimarães embarca para Macau, onde joga no próximo fim de semana, pelo Grupo E, contra Tailândia, Polônia e China. A viagem para a Ásia preocupa muito o treinador.
- Temo muito por essa próxima fase. Essa situação de sair hoje daqui e só chegar lá na terça-feira é muito complicada. Tem adaptação ao fuso horário, esquema de organização. Além, de claro, facilitar em lesões - comentou ele.
Depois de jogar pelo Grupo E, o Brasil vai para Coreia. Naquele país, no período de 14 a 16 de agosto, já pelo Grupo H, enfrentará novamente a Alemanha, Japão e Coreia. Garantindo a classificação à fase final, marcada entre os dias 19 e 23 de agosto, a seleção brasileira segue para Tóquio, onde vai tentar o octacampeonato.
Renovada, seleção se impõe na Sérvia, vence sua oitava Liga e retorna ao topo
Para a seleção brasileira, a final da Liga Mundial de 2005 é inesquecível: vitória de virada sobre a Sérvia, que jogava em casa. A decisão ganhou uma reedição perfeita neste domingo, com mesmo local – a Beogradska Arena – e resultado: 3 sets a 2, com parciais de 22/25, 25/23, 25/22, 23/25 e um sofrido tie-break em 15/12. A conquista de 2009 é ainda mais memorável, porque significa a oitava taça da Liga conquistada pela equipe verde-amarela, que se iguala aos italianos no número de títulos. A renovada equipe de Bernardinho superou os sérvios e os erros de arbitragem, mas já pode encher o peito para dizer que está no topo do mundo.
Serginho e Bruninho se abraçam na partida contra a Sérvia, quando conquistaram o octacampeonato
O tamanho do feito pode ser ilustrado pelo choro compulsivo do levantador Bruninho enquanto o Hino Nacional tocava no ginásio. Campeão da Liga como titular pela primeira vez, ele não fez nenhuma questão de esconder a emoção.
- Não tenho palavras para descrever isso. Estou tão feliz. Tivemos momentos bons e momentos duros na competição. É um sonho para mim - afirmou Bruninho, gastando o inglês na entrevista oficial logo após a partida.
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Na disputa pela medalha de bronze, a Rússia levou a melhor sobre Cuba: 3 sets a 0, com parciais de 25/13, 26/24 e 25/16.
Apenas três jogadores da conquista de quatro anos atrás estavam presentes no ginásio em Belgrado. Giba, Rodrigão e Serginho são os remanescentes da geração passada, detentora de seis títulos do Brasil na Liga. Para os outros 11 atletas comandados por Bernardinho, a situação era inédita e a responsabilidade, muito grande. Por isso, o nervosismo entrou em quadra.
O saque, fundamento que vinha sendo usado como principal arma, não funcionou no primeiro set. Por outro lado, os sérvios não perdoaram nos bombardeios. O placar logo ficou em vantagem para a Sérvia, e Miljkovic passou a ser o homem a ser parado pelo Brasil. Virando todas as bolas, ele foi ampliando o marcador. Tudo dava certo para o jogador. Até quando o levantamento era ruim, ele pontuava. O bloqueio brasileiro não achou o tempo do ponteiro, e Giba, que tentava recuperar os pontos para a seleção, estava bem marcado. Vissotto foi a opção usada por Bruninho. Porém, a defesa sérvia, que não costuma ser eficiente, deu um show e ajudou a marcar 25/22.
Capitão Giba ataca na final contra a Sérvia
O segundo set foi jogado na base do tudo-ou-nada pelo Brasil. Se a Sérvia fechasse a parcial, ficaria muita próxima de conquistar o título, fazer a festa dos torcedores e acabar com os sonhos da renovada equipe brasileira. Mas aos poucos, a seleção foi se acertando e deixando a tensão de lado. Giba ainda não conseguia pontuar, mas a jogada com Lucão passou a funcionar. Miljkovic deu trabalho no ataque, mas Murilo respondeu na mesma moeda, e as seleções passaram a se alternar no placar. Quando o Brasil chegou aos 20 pontos, Bernardinho colocou Rodrigão para sacar.
O central não jogou a semifinal por ter sofrido uma contusão no ombro esquerdo na partida contra a Argentina. Mas foi à quadra quando solicitado e soltou um saque flutuante, que desestabilizou a recepção sérvia. Um belo rali, com direito a três contra-ataques e uma defesa de pé de Grbic, deixou o Brasil a um ponto de fechar o set. Na cravada de Lucão, que resvalou no bloqueio sérvio, a seleção brasileira fez 25/23.
A derrota no set anterior pareceu ter descontrolado a Sérvia, que viu o Brasil abrir 3/0 com dois bloqueios de Vissotto e um saque forçado de Murilo. Vissotto, inclusive, foi o grande destaque brasileiro do terceiro período. Virou todas as bolas e ainda foi um gigante na rede. Foi ele o responsável por achar o tempo no bloqueio de Miljkovic, que chegou a ser substituído por não pontuar mais em quadra. Logo, a seleção colocou oito pontos de vantagem (16/08), obrigando o técnico sérvio a fazer várias alterações. Estas surtiram efeito, e a diferença caiu para quatro pontos. Sentindo que a Sérvia estava em um bom momento, Bernardinho pediu tempo para orientar os jogadores, que assimilaram o que foi pedido e voltaram determinados. Bruninho fez uma sequência de saques que deixou o Brasil com 20/14. A ansiedade fez a equipe desperdiçar duas chances de fechar o set, mas o capitão Giba pediu a bola e finalizou em 25/22.
Erros da arbitragem irritam a seleção brasileira
O equilíbrio marcou o quarto set. Brasil e Sérvia se alternavam no placar, com o bloqueio sendo o principal fundamento das equipes. No 12º ponto, Bernadinho se irritou com a arbitragem e ameaçou abandonar a quadra. Ele já havia reclamado de outras marcações, mas um saque dentro de Lucão, que foi dado como fora pelo juiz de linha, foi o estopim para a reação do técnico. Comandante da equipe dentro de quadra, Giba também ficou nervoso. Mas deixou de lado os árbitros, pediu calma ao seu treinador, e como resposta aos erros, fez dois aces seguidos: 14/13. A parcial continuou igual para as seleções. Com 19/19, Rodrigão entrou em quadra para sacar, mas o bloqueio brasileiro não parou o ataque rival. Um bloqueio de Murilo e Sidão em Miljkovic descontrolou o jogo.
Seleção comemora título na Liga Mundial
Os brasileiros devolveram o ataque, que bateu na cabeça de um atacante adversário e foi para fora. O juiz deu ponto para a Sérvia, o que levou os brasileiros à loucura. A TV local mostrava claramente o erro da arbitragem. Os diretores chamaram o juiz de rede, que deu o ponto para o Brasil. Os sérvios, se sentindo injustiçados, retrucaram a decisão, e a partida ficou parada por cinco minutos. Com a bola em jogo, a seleção já não tinha mais a mesma concentração e cedeu o empate: 25/23.
No set decisivo, o Brasil mostrou por que não poderia ficar atrás em número de títulos na Liga Mundial. Ainda irritada com a arbitragem no início do tie-break, a seleção entrou em quadra desconcentrada e viu a Sérvia sair na frente, colocando dois pontos de vantagem no placar. Porém, um bloqueio de Murilo mudou a história para o Brasil. Fez 8/6 e deu ânimo aos companheiros, que defenderam e atacaram muito. Após um bloqueio, Lucão defendeu com o pé e garantiu o 11º ponto, deixando a equipe á frente do marcador. Orientado por Murilo e Giba, o time manteve a calma e fechou em 15/12, conquistando o octampeonato e o primeiro título da nova geração.
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Em Belgrado, Brasil enfrenta a Sérvia para igualar recorde da Itália na Liga Mundial
O ano era 2005, e Brasil e Sérvia se enfrentavam na Beogradska Arena, em Belgrado, pela final da Liga Mundial. Naquela vez, melhor para os brasileiros, que, de virada, venceram por 3 sets a 1 e conquistaram o penta da competição. Quatro anos depois, as duas seleções voltam a decidir o título da competição, às 15h30m (horário de Brasília). A briga para os comandados de Bernardinho, agora, é pelo octacampeonato e para igualar o recorde da Itália, primeira seleção a chegar aos oito títulos da competição. O SporTV transmite o confronto ao vivo.
Giba, um dos remanescentes da equipe pentacampeã em 2005 na Sérvia, espera um duelo difícil
Para chegar à final, o Brasil teve pela frente a Rússia, conhecida rival de outras decisões. No confronto deste sábado, porém, os brasileiros não deram chance e, com uma exibição impecável, passaram pelos russos com 3 sets a 0 (25/17, 25/21 e 25/21). A Sérvia teve mais problemas para passar pelos cubanos. De virada, os donos da casa venceram por 3 sets a 1, com parciais de 18/25, 25/13, 25/21 e 27/25.
Giba, Serginho e Rodrigão, além de Bernardinho, são os representantes da seleção de 2005 na atual equipe brasileira. Da conquista do penta, Giba lembra bem de dois detalhes após o título: a festa da torcida e o champanhe. Para o jogador, a ida da Sérvia à final é um bom presságio para o Brasil.
- Eu me recordo bem dos apitos da torcida e do momento de estourar o champanhe, após vencer a partida. As coisas se repetem. Foi bom a Sérvia ter ganhado de Cuba. Vai ter mais gente no ginásio e a festa vai ficar boa.
Após assistir ao confronto de Sérvia e Cuba, o técnico Bernardinho viu nos donos da casa uma equipe de poucos erros e de bons valores individuais.
- A Sérvia mostrou ser um time consistente, regular. Eles são técnicos, erram pouco na defesa, no saque, mesmo forçando, e venceram todas as partidas na fase final. Fizeram por merecer essa vaga na decisão. É o mesmo time dos Jogos Olímpicos, com um levantador, Grbic, muito experiente e com um oposto, Miljkovic, que serve como referencia. Além disso, os dois ponteiros estão muito bem. Outro ponto importante a ser ressaltado é a troca de meios que eles têm. Estamos atentos. O jogo vai ser difícil - disse.
Após a confirmação da ida para a final, todos os jogadores brasileiros ficaram atentos ao confronto entre Sérvia e Cuba. Cientes de que terão um grande adversário pela frente e uma torcida contra, eles se preocupam apenas em estudar bem o adversário para poder fazer uma boa decisão.
- Temos, novamente, que ter paciência. A Sérvia é um time com muito volume de jogo. Eles bloqueiam muito bem e, assim como fizemos contra os russos, não podemos enfrentar o bloqueio. Além disso, contam com um levantador muito experiente e com o Miljkovic, que é a referência - disse Bruno.
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