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Jornal revela conversa em que corredor espanhol cogita se dopar para disputar os Jogos

19.7.12 | Marcadores:
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O jornal espanhol “As” informa nesta quinta-feira um suposto caso de doping de um atleta olímpico antes mesmo de os Jogos de Londres começarem. O diário divulga conversas por e-mail que mostram que o corredor catalão Angel Mullera procurou substâncias ilegais para conseguir a vaga.

De acordo com a publicação, o corredor dos 3.000 m com obstáculos pode ter utilizado a substância Eritropoetina  (EPO) para conseguir o índice para a Olimpíada.

Em julho do ano passado, ele tinha obtido um índice provisório para os Jogos de Londres, que precisava ser ratificado com marcas melhores para que algum outro espanhol não lhe tomasse a vaga.

Depois do Mundial de Daegu, em agosto, ele diz, por e-mail, a um interlocutor não divulgado, que precisa melhorar seu rendimento antes da Olimpíada. “No começo de junho já tenho que estar um pouquinho bem.”

O mês de junho é quando foi realizado o Campeonato Europeu de atletismo em que ele melhorou sua marca e confirmou a vaga.
“Duas semanas antes da competição paro de colocar Mircera [substância proibida], não? Pois se for realizado um exame antidoping surpresa de urina três dias antes de ter acabado a Mircera, o que acontece?”, questiona, para depois perguntar o preço do produto.

“Se quiser ter mais velocidade é prudente começar com o hormônio de crescimento Saizen [uma marca], que não é detectável. Tenho competidores que estão usando e são competidores importantes. Dois meses antes [da competição], [use] Mircera.”

Depois, o interlocutor recomenda que use a substância três vezes por semana e também que use os produtor Dynepo e Glutamina para eliminar os rastros da EPO na urina. “Não terá problemas com o controle”, falou o interlocutor, tentando convencer o atleta.

“O hormônio não é detectável?”, questiona Mullera.
Finalmente, é fechado entre ambos um plano para 13 dias antes da competição, que inclui doses de Mircera, Dynepo e até produtos legais como Tationil e Glutamina.

O corredor cravou 8min17s90 no dia 8 de julho e conseguiu a vaga para Londres.

Após a revelação do jornal, ele se pronunciou por meio de seu Twitter. “Sobre a notícia que me relaciona a um plano de dopagem, digo que estou muito tranquilo”, escreveu.

“Depois de conversar com os órgãos e autoridades competentes darei minha versão dos fatos para falar a respeito do caso”, continuou.

O COI (Comitê Olímpico Internacional) e a Wada (Agência Mundial Antidoping) ainda não se pronunciaram sobre o caso.

Morre ex-atleta norueguesa nove vezes campeã da Maratona de NY

19.4.11 | Marcadores:
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A ex-atleta norueguesa Grete Waitz, nove vezes vencedora da Maratona de Nova York, morreu nesta terça-feira, aos 57 anos, devido a um câncer. O anúncio foi feito pela fundação da própria maratonista: a Aktiv Moto Kreft ("Ativos contra o Câncer").

Ela era a atleta mais premiada da Noruega. Entre os títulos conquistados, ganhou nove meses a Maratona de Nova York, entre os anos de 1978 e 1988. Também bateu o recore mundial dos 3.000 metros duas vezes, em 1975 e 1976, e ganhou o título mundial de cross country cinco vezes.

Marílson é oitavo em Nova York, mas alcança meta

21.3.11 | Marcadores:
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Apesar do oitavo lugar, Marílson Gomes dos Santos, da BM&FBovespa/São Caetano, alcançou seu principal objetivo na Meia Maratona de Nova York, disputada ontem.

O brasileiro completou o percurso de 21.097 m em 1h01min23, cumprindo assim a meta que havia estipulado, em termos de tempo, na sua preparação para a Maratona de Londres, dia17. Ele espera superar também neste ano sua melhor marca em maratonas (2h08min32).

O vencedor da Meia Maratona de Nova York foi Mo Farah, nascido em Mogadishu, Somália, mas que vive na Inglaterra, com 1h00min23. Entre as mulheres, a vitória ficou com Caroline Rotich, do Quênia, com o tempo de 1h08min52.

"Foi legal, atingimos o nosso objetivo, que era o Marílson fazer 1h01min para a meia maratona. Ele deu azar novamente, porque fez um frio de 1 ou 2 graus. Mesmo assim atingiu a marca que queria", declarou o técnico Adauto Domingues, que viajou com o atleta.

Marílson, único sul-americano bicampeão da Maratona de Nova York e tricampeão da São Silvestre, tem como melhor marca na Meia Maratona o bom tempo de 59min33, obtido em 2007, em Udine, na Itália. "O percurso de Nova York é complicado, com a primeira metade bem difícil", explicou Marílson.

Campeão olímpico que fez protesto Black Power em 1968 põe medalha à venda

13.10.10 | Marcadores:
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O ex-atleta norte-americano Tommie Smith colocou à venda a medalha de ouro que conquistou na prova de 200 m nos Jogos Olímpicos de Cidade do México-1968, onde ficou marcado por seu protesto conhecido como Black Power, em que ergueu a mão utilizando uma luva negra.

O ex-velocista do estado norte-americano de São José colocou sua medalha de ouro em leilão pelo valor inicial de US$ 250 mil e o encerramento do período do leilão é no próximo dia 4 de novembro, segundo o jornal San Jose Mercury News.

Tommie Smith, que tem 66 anos e vive atualmente no estado da Geórgia, não quis comentar sobre a venda de sua medalha após ser procurado pela publicação norte-americana.

No dia 16 de outubro de 1968, no Estádio Olímpico da Cidade do México, Smith e o compatriota John Carlos, que foi medalhista de bronze nos 200 m, levantaram o punho e baixaram a cabeça no momento em que era tocado o hino dos Estados Unidos em sinal de protesto para reivindicar os direitos humanos para os negros dos Estados Unidos. Como conseqüência, Smith e Carlos foram expulsos da Vila Olímpica na Cidade do México.

“A medalha é importante para ele, mas a recordação é muito mais importante. Com certeza faz isto pelo dinheiro, mas está desesperado”, afirmou a pessoa responsável pelo leilão, que deve acontecer em 4 de novembro

Campeão olímpico encontrado morto se suicidou, diz legista

13.10.10 | Marcadores:
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Campeão olímpico do revezamento 4x400 metros rasos nos Jogos de 2000, em Sydney, o ex-velocista americano Antonio Pettigrew morreu devido a uma overdose do sedativo difenidramina, o que foi oficialmente atribuída a um suicídio.

A informação oficial foi dada nesta quarta-feira pelo legista do estado americano da Carolina do Norte, onde, em 10 de agosto, Pettigrew, 42 anos, foi encontrado sem vida dentro de seu automóvel, estacionado em Chatham.

Os resultados da autópsia também foram acompanhados de uma investigação policial que determinou a morte como suicídio devido à overdose do sedativo encontrado em seu organismo.
"A letal concentração de difenidramina foi detectada nas amostras de sangue central e periférico", segundo o relatório oficial da autópsia.

O documento descarta as primeiras hipóteses dadas sobre a morte, que poderia ter sido causada por uma hemorragia quando os amigos o encontraram no assento traseiro de seu próprio automóvel já sem vida.
Também foi achado no interior do veículo uma vasilha de comprimidos para dormir. De acordo com a informação oficial, a difenidramina, além de ajudar a dormir, também é utilizada no tratamento de alergias.
Ainda segundo informações oficiais, o ex-atleta pediu à mulher que rezasse por ele, em uma conversa telefônica mantida na véspera da morte.

O ex-velocista conquistou a medalha de ouro com o revezamento em Sydney, mas posteriormente confessou que fez uso de anabolizantes de 1997 a 2003 para melhorar o rendimento, o que provocou a perda da medalha.

Junto a Pettigrew, Michael Johnson e os irmãos Alvin e Calvin Harrison representaram os EUA naquela decisão. Não correram a final, embora fizessem parte da equipe, Jerome Young (também implicado em um caso de doping) e Angelo Taylor.

A confissão de Pettigrew, que nunca deu positivo em um controle antidoping, ocorreu em 2008, durante o julgamento de seu treinador, Trevor Graham, acusado de mentir às autoridades federais na investigação sobre doping dos laboratórios Balco.

Diagnosticado com lesão nas costas, Bolt só volta em 2011

10.8.10 | Marcadores:
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Campeão olímpico e recordista mundial nos 100m e 200m rasos, o velocista Usain Bolt ficará fora das pistas pelo restante do ano. Uma lesão muscular nas costas vem atrapalhando o jamaicano, que preferiu abandonar as competições até o final da temporada.

Segundo o empresário Ricky Simmons, o atleta foi examinado por um médico na Alemanha, que disse que a lesão "restringe sua capacidade de gerar força para ganhar impulso". O anúncio da retirada de Bolt da Liga de Diamante se deu uma semana após a primeira derrota do atleta desde julho de 2008.

Participando da etapa de Estocolmo da competição, Bolt foi superado pelo arqui-rival Tyson Gay nas finais dos 100m rasos. O norte-americano cruzou a linha de chegada com o tempo 9s84, enquanto Bolt fez apenas 9s97, terminando em segundo lugar.

Oficialmente fora do restante da Liga de Diamante de 2010, Bolt não poderá comparecer às etapas de Zurique, na Suíça, e de Bruxelas, na Bélgica, para as quais já havia confirmado presença. "Estou muito decepcionado em perder dois dos melhores meetings do circuito, mas confio que será melhor para mim, para prevenir riscos para o próximo ano", declarou Bolt.

A preservação do atleta para os próximos anos foi a principal motivação da decisão, já que as condições em que Bolt estava correndo poderiam prejudicá-lo mais gravemente. "2011 e 2012 são anos muito importantes em termos de campeonato e espero voltar totalmente recuperado", disse o jamaicano, referindo-se ao Mundial de Daegu, no ano que vem, e aos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

Deriba Merga, da Etiópia, vence Meia Maratona de Bogotá

1.8.10 | Marcadores:
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O etíope Deriba Merga venceu neste domingo a Meia Maratona de Bogotá, na Colômbia, com um tempo de 1h02min31s, e com isso marcou um novo recorde para a prova. Isaac Macharia, do Quênia (com 1h04min39s), e Ahmed Baday, do Marrocos, com 1h04min47s, foram o 2º e o 3º colocados, respectivamente.

Merga – que, ao lado de Macharia, era um dos favoritos em Bogotá – conquistou no ano passado a 113ª edição da Maratona de Boston, nos Estados Unidos, com o tempo de 2h08min42s, impedindo a quarta vitória consecutiva do queniano Robert Cheruiyot. Foi a terceira vitória de um etíope na Maratona de Boston – Abebe Mekonnen venceu em 1989 e Hailu Negussie, em 2005.

Entre as mulheres, a vencedora da Meia Maratona de Bogotá foi Shewarge Amare, da Etiópia, com 1h13min54s. Dire Tune, também da Etiópia (1h14min01s), e a russa Tatiana Aryasova (1h14min22s) chegaram na 2ª e na 3ª posições.

Atletas de 31 nacionalidades fizeram parte da competição, que chegou à sua 11ª edição.

Na Jamaica, Bolt faz o 4º melhor tempo da história nos 200 m

2.5.10 | Marcadores:
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O astro Usain Bolt disputou no Meeting de Kingstom sua primeira prova dos 200 m na temporada. A falta de ritmo, porém, não foi justificativa para o tricampeão olímpico: em seu país, o jamaicano cruzou a linha em 19s56 e estabeleceu o quarto melhor tempo da história na distância.

Bolt, que disse estar a 95% de sua capacidade, chegou a queimar uma largada. Quando deixou o bloco no momento exato, porém, o astro do atletismo mundial completou a prova com uma vantagem de quase 0s5 sobre o americano Wallace Spearmon, segundo colocado com 19s98, seguido pelo compatriota Ryan Bailey, que fez 20s43.

Recordista mundial dos 200 m com 19s19, marca estebelecida no Mundial de Berlim do ano passado, Bolt emplacou neste sábado o quarto melhor tempo na história da prova. Abaixo dos 19s56 foram registradas apenas duas marcas: 19s30, do próprio jamaicano, e 19s32, que perdurou entre 1996 e 2008 como o recorde do americano Michael Johnson.

Em Kingstom também esteve presente outro astro do atletismo mundial: Tyson Gay, que venceu a prova dos 400 m rasos. O americano cruzou a linha de chegada em 45s05, seguido pelo jamaicano Jermaine Gonzales (45s22) e pelo trinitino Renny Quow (45s64). Nos 100 m, o ganhador foi o jamaicano Nesta Carter, com 10s09.

Bolt volta aos EUA pela primeira vez após recorde de 2008 e leva mais um ouro

25.4.10 | Marcadores:
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Campeão olímpico lidera Jamaica no revezamento 4x100m da Penn Relays

Bolt abre o sorriso e corre para o ouro

Era o retorno de Usain Bolt às competições nos Estados Unidos desde que quebrou o recorde mundial dos 100m pela primeira vez, há dois anos, em Nova York. A torcida da Penn Relays, tradicional competição na Filadélfia, esperava ansiosa pelo show do campeão olímpico e mundial. E não se decepcionou. O “Raio” voou pela pista e encerrou o revezamento 4x100m com o tempo de 8s79 para cruzar a linha de chegada em 37s90 e dar a medalha de ouro à Jamaica.

A marca de Bolt foi 0s08 acima da apresentada por Asafa Powell nas Olimpíadas de Pequim, quando a Jamaica quebrou o recorde mundial do 4x100m com 37s10. Vale lembrar que o tempo atingido pelo jamaicano não vale como marca de 100m porque o atleta já estava em movimento quando pegou o bastão do companheiro de equipe. Direto do bloco, o “Raio” é o melhor do mundo, com 9s58, alcançado no Mundial de Berlim de 2009.

- Eu disse para os caras para não me fazerem trabalhar, porque eu realmente não queria me esforçar muito (risos). Peguei o bastão quando já estávamos bem na frente, então não tive de me preocupar com nada mais – disse Bolt, com seu sorriso já tradicional.

Neste sábado, Bolt correu ao lado de Mario Forsythe, Yohan Blake e Marvin Anderson em mais uma conquista dourada para a Jamaica. Os Estados Unidos ficaram com a prata e o bronze, com os times formados por Walter Dix, Mike Rodgers, Shawn Crawford e Ivory William (38s33), e Ryan Bailey, Travis Padgett, Doc Patton, Rae Edwards (38s50).

- Nos últimos dois anos, fiquei surpreso com a quantidade de pessoas que me conhecem e o reconhecimento que recebo quando chego nas provas. Ainda estou tentando me acostumar com isso, mas estou aproveitando - concluiu Bolt, que foi recebido com aplausos de pé da torcida americana.

Agência/Getty Images

Torcida vibra com a marca alcançada pela Jamaica na tarde deste sábado na Penn Relays

Queniano vence maratona de Barcelona e faz quarta melhor marca do ano

7.3.10 | Marcadores:
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Jackson Kotut venceu neste domingo a maratona de Barcelona, disputada neste domingo. O corredor queniano quebrou o recorde da prova ao concluir o percurso em 2h07min30, a quarta melhor marca do ano.

A marca estabelecida por Kotut é quase dois minutos melhor do que o antigo recorde da prova, que durava desde 1998. O queniano, de 21 anos, terminou a prova deste domingo apenas sete segundos à frente de seu compatriota Félix Keny.

“Não podia imaginar que alcançaria esta marca hoje. Cheguei em boa forma e creio que o êxito para obter uma marca como esta foi o trabalho realmente extraordinário dos ‘coelhos’ da prova”, disse Kotut.

No feminino, a etíope Debola Wudnesh venceu com o tempo de 2h31min51. Ela também estabeleceu o recorde da prova, com uma marca quase oito minutos superior à anterior.

Joaquim Cruz treina veteranos de guerra dos EUA

15.12.09 | Marcadores:
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Joaquim Carvalho Cruz nunca recusou desafios - prova disso foi a decisão de se mudar para os Estados Unidos, há quase 30 anos, que o ajudou a conquistar o ouro olímpico nos 800 metros em Los Angeles/1984. Já como técnico, o brasiliense envolveu-se com o esporte paraolímpico americano, com o qual também foi campeão. E, desde o início do ano, trabalha para captar talentos em meio à dor daqueles que vieram feridos de batalhas no Afeganistão e no Iraque.

Joaquim vive em San Diego, na Califórnia, com a mulher e os filhos. Convive com os vários níveis de dedicação ao atletismo - desde a iniciação até o alto rendimento. Em 2005, ganhou nova função no Centro Olímpico de Chula Vista, localizado próximo da cidade em que vive e onde já trabalhava.

- Naquele momento, começaram os programas para o esporte paraolímpico e me colocaram como treinador chefe do atletismo.

O objetivo era formar uma equipe para a Olimpíada de Pequim, no ano passado. E o campeão olímpico brasileiro formou quatro campeões paraolímpicos norte-americanos no atletismo.

- Fui para a China como técnico da equipe olímpica e paraolímpica. Passei cinco semanas lá.

Antes disso, também participou do Parapan do Rio de Janeiro, em 2007. Diante do sucesso obtido nos Jogos de Pequim, o brasileiro foi realocado: descobrir potenciais atletas paraolímpicos entre ex-combatentes. Trabalho árduo, admitiu.

- Os militares ofereciam alguns campings (treinos conjuntos), mas apenas três vezes ao ano. De lá, queriam tirar atletas. Eu achava - e foi a opinião que dei - que era um salto grande demais. É como pegar uma pessoa sã, mas sedentária, e falar em disputar Olimpíada. Alguns atletas chegavam aos treinos de muletas, não havia condição.

Por isso, Joaquim passou a desempenhar o que chama de "ponte". "As pessoas precisavam ter atividade física todos os dias. E eu montei uma ponte: comecei a ir ao hospital (o Centro Médico da Marinha), ficar junto do trabalho de reabilitação, da fisioterapia, já atento a possíveis atletas".

Em quase um ano de trabalho, os resultados não deram muitos frutos, disse Joaquim, conformado.

- Até agora, de 20 pessoas, tirei um só atleta. Mesmo assim, acho que não vai vingar. Para chegar ao nível de Paraolimpíada, o atleta deveria estar envolvido com o esporte antes de sofrer o acidente. E esse não é o caso de 90% dos norte-americanos.

De qualquer maneira, Joaquim já tem um objetivo pela frente: formar uma equipe de competição já para 2010.

Após revelação de exame, Semenya desiste de competição na África do Sul

11.9.09 | Marcadores:
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Um dia depois de ter seu hermafroditismo revelado pelo jornal australiano "The Sidney Herald", a sul-africana Caster Semenya desistiu de disputar uma competição marcada para este sábado. A campeã mundial dos 800m disputaria os 4.000m no Campeonato de Cross Country da África do Sul, em Pretoria. Segundo o treinador Michael Seme, Semenya “não está se sentindo bem”.

As suspeitas sobre a sexualidade da sul-africana de 18 anos ganharam força durante o Mundial de Berlim, em agosto. A Associação das Federações Internacionais de Atletismo (Iaaf) submeteu a atleta a testes que, segundo a publicação australiana, comprovaram que ela é hermafrodita. A Iaaf disse que está os resultados dos exames e que só vai se pronunciar oficialmente em novembro.
globo

Berlim relembra maior vítima da indústria do doping que a queda do Muro revelou

21.8.09 | Marcadores:
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Não muito longe do Estádio Olímpico, onde a elite do atletismo compete no Campeonato Mundial, cerca de 30 pessoas se reunem em uma sala no campus da Universidade Médica de Berlim para lembrar as mais graves vítimas de doping no esporte de que se tem notícia até hoje. Uma história que mistura atletismo e Alemanha, duas Alemanhas, e que mudou a vida de Andreas Krieger. Alemão, 43 anos, ele nasceu Heidi, uma campeã europeia do arremesso de peso que precisou abandonar o esporte aos 22 anos por causa das mudanças em seu corpo, consequência das enormes doses de esteróides que recebeu e que a levaram a fazer uma operação de mudança de sexo em 1997.

Montagem/Montagem

À esquerda, Heidi Krieger. À direita, Andreas Krieger. Embora de sexos opostos, são a mesma pessoa

- Todos os dias, quando me olho no espelho, vejo a imagem do que me aconteceu, do que define minha vida e de quem eu era. Eu disse uma vez que eles mataram Heidi porque eu não mudei apenas meu nome. Meu corpo mudou, minha vida mudou e eu precisei me tornar outra pessoa – afirma, em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM.


Para quem encontra Andreas, conversa com ele, observa seu rosto, suas mãos, é impossível dizer que ele um dia foi uma jovem e promissora atleta da antiga Alemanha Oriental. Heidi encerrou a carreira em 1988, dois anos depois da medalha de ouro no Campeonato Europeu de 1986, e sem ter realizado o sonho de disputar os Jogos Olímpicos de Seul. No ano seguinte, o Muro de Berlim caiu e os arquivos até então secretos do regime comunista revelaram a indústria do doping patrocinada pelo governo da Alemanha Oriental.

Milhares de jovens, selecionadas ainda na adolescência por causa de seu talento esportivo, foram submetidas a tratamento com comprimidos da substância turinabol, um esteroide anabolizante derivado da testosterona, o hormônio masculino, desenvolvido e patenteado por um laboratório da Alemanha Oriental na década de 1960. O medicamento aumenta a massa muscular e acelera a recuperação de lesões, fazendo com que atletas possam treinar por mais tempo. Por causa da composição semelhante à testosterona, o impacto é maior nas mulheres, que passam a desenvolver características masculinas, como crescimento de pelos e o tom de voz mais grave.


- Eu achava que estava mais forte por causa dos treinamentos, por estar levantando cada vez mais peso, não fazia ideia de que era por algo que me davam para tomar. Eu não quero ser um exemplo, mas sei por experiência própria o que pode acontecer. Eu passei por algo que poucos sabem o que é. Eu era uma mulher e virei um homem – afirma.

Heidi Krieger recebia maior quantidade de esteroides anabolizantes do que Ben Johnson, o velocista canadense pego no doping na final olímpica dos 100m em Seul, 1988. Nos anos 90, com dificuldades em continuar vivendo como uma mulher, Heidi assumiu a identidade masculina, mudou de nome e submeteu-se a uma cirurgia. Em 2002, Andreas casou-se com Ute Krause, ex-nadadora da Alemanha Oriental que também sofre com problemas de depressão e bulimia em consequência dos medicamentos que recebeu.


Na quinta-feira, Andreas Krieger esteve presente na cerimônia de entrega do prêmio que leva seu nome de nascença, a Medalha Heidi Krieger, criado em 2000 para a cada dois anos ser presenteada a alemães que combatem ou combateram o doping no esporte. O prêmio leva em seu interior a medalha de ouro de Heidi pelo título europeu em 1986. Este ano, três treinadores e um dirigente foram agraciados, dois deles vindo da antiga Alemanha Ocidental e dois, da Oriental. Quando entregou o prêmio à ex-treinadora de remo Johanna Sterling, Andreas chorou.


- Queria que Johanna tivesse sido minha treinadora na Alemanha Oriental. Por sua luta e coragem, ela se negou a dar substâncias proibidas às suas atletas. Minha vida teria sido diferente.


Andreas Krieger não assiste mais a provas de atletismo e não tem a menor vontade de passar perto do Estádio Olímpico de Berlim durante o Campeonato Mundial.


- Eu sei o que está acontecendo lá dentro e não consigo assistir, não suporto assistir ao que se passa lá. Muitos recordes mundiais foram alcançados graças à ajuda de substâncias químicas. Isso não mudou. Para mim, todos os recordes quebrados hoje em dia são conseguidos por doping.

globo

Depois de novo recorde, Bolt vira "sobrenatural" e "galáctico"

17.8.09 | Marcadores:
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Dono do ouro nos 100 m rasos do Mundial de Atletismo disputado em Berlim, com direito a novo recorde, Usain Bolt foi assunto dos principais jornais esportivos nesta segunda-feira. Ao completar o percurso com a incrível marca de 9s58, o jamaicano foi apontado como "galáctico" e deixou rivais, torcida e imprensa impressionados com o feito, classificado como "sobrenatural".

De acordo com o jornal espanhol As, que vive a onda da nova fase milionária do Real Madrid, o velocista brilha mais do que qualquer estrela do esporte mundial no momento. Ao estampar na sua capa a frase "Bolt Galáctico", a publicação destaca as marcas anteriores de Ben Johnson e Carl Lewis, mas pergunta qual é o limite do fenômeno jamaicano.

"Onde vai parar este prodígio que vemos vivendo nas pistas do planeta Terra?", questiona o jornal, que não poupa adjetivos ao se referir à nova marca e classifica o atleta como "destruidor cometa negro", "Alien sobrenatural" e "Relâmpago Bolt", lembrando também a entrevista do jamaicano após a conquista do ouro, em que disse não estar ainda no 100% de sua forma física.

O também espanhol Marca afirma na edição desta segunda-feira que a "máquina de correr destroçou os limites da história" ao bater a sua própria marca um ano depois, escrevendo novo capítulo da história do esporte, na mesma pista em que Jesse Owens venceu a final da modalidade 73 anos atrás. Já o El País coloca Bolt como um ser "de outro planeta" que chegou para assombrar os humanos". Ao citar a marca obtida diante de 70 mil pessoas no estádio, a publicação destaca: "tomem ar antes de conhecer. Não desmaiem: 9s58"

Os alemães também se renderam ao talento de Bolt. O local Berliner Zeitung traz o título "9,58 - assim, sem mais", e vê no "recorde mundial de fábula" de Bolt uma "obra quase demoníaca". Para o Tagesspiegel, de Berlim, com sua marca recente, o jamaicano "entrou em uma nova dimensão", com um tempo de 11 centésimos ainda mais baixo que seu já incrível recorde mundial dos Jogos Olímpicos de Pequim. "O duelo com o americano Tyson Gay só durou 50 metros. A partir dali, Bolt desapareceu", afirma o jornal.

Já o popular Bild descreve o jamaicano como o "homem-foguete" que deixou assombrado, mais uma vez, o mundo inteiro. "Milagre" e "loucura" são alguns dos qualificativos utilizados pelo jornal "O mundo observa com assombro este megacorredor, sempre com a esperança de que tudo o que está rendendo seja fruto da legalidade", acrescenta a publicação.

A Itália também colocou o feito de Bolt nas pistas alemãs como algo incomum. O La Repubblica fez questão de enaltecer os desempenhos de Tyson Gay e Asafa Powell, mas acredita que o recordista é mesmo imbatível. "Infelizmente para eles, Usain está em outro planeta", destaca o jornal, que classifica o jamaicano como "monstro".

terra

Treinador assume culpa por doping e diz que deixará o esporte de alto rendimento

5.8.09 | Marcadores:
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O treinador Jayme Netto, do clube Rede Atletismo, assumiu a culpa pelo doping de Bruno Tenório, Jorge Célio Sena, Josiane Tito, Luciana França e Lucimara Silvestre. Ele disse que a eritropoietina recombinante (EPO) foi aplicada duas vezes em cada atleta, em injeções na barriga. Eles estavam se preparando para o Mundial de Berlim, que começa no dia 15. Jayme disse que as doses foram receitadas pelo fisiologista Pedro Balikian. Eles achavam que a quantidade aplicada não seria detectada em exames.

O treinador acredita que o teste-surpresa, feito no dia 15 de junho, em Presidente Prudente, foi solicitado após uma denúncia. Segundo ele, esse tipo de exame não é realizado em atletas velocistas.

Na terça-feira, a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAT) informou que os atletas foram flagrados com o "Recombinant – EPO isoforms", um hormônio que estimula a produção de energia aeróbica.

Os atletas, que já estavam na Alemanha, chegaram ao Brasil na manhã desta terça-feira e foram direto para o clube, em Bragança Paulista.

Jayme disse que abandonará o esporte de alto rendimento, mas que, a pedidos, continuará treinando três atletas do clube Rede Atletismo. Segundo ele, o treinamento será feito de forma pessoal e informal. O técnico garantiu que não quer mais ter contato com a seleção.

- O atletismo acabou para mim. Não tenho mais condições de enfrentar esse esporte. Não consigo encarar as pessoas. Não dou conta mais. Eu acreditei nele. Prefiro não acreditar que ele me enganou, mas que nós dois fomos enganados. A decepção é muito grande, mas todo mundo tem o direito de errar. Refleti muito..

Dos cinco atletas flagrados no antidoping, três disputaram os Jogos Olímpicos de Pequim, no ano passado: Bruno, Lucimara e Josiane. Bruno ajudou o Brasil a ficar com quarta colocação no 4x100m, prova vencida pela Jamaica de Usain Bolt. Em Berlim, Bruno e Jorge Célio Sena competiriam tanto no revezamento quanto nos 200m rasos.


Lucimara disputaria o heptatlo na Alemanha, e Josiane o 4x400m. Luciana França correria os 400m com barreiras.

GLOBO

Especial João do Pulo: confira o vídeo que compara recordes do atleta e de Jadel

29.5.09 | Marcadores:
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Imagens mostram a diferença entre os dois saltos que garantiram as melhores marcas sul-americanas em 1979 e 2007


Em 20 de maio de 2007, Jadel Gregório bateu o recorde mais antigo do atletismo brasileiro ao bater a melhor marca sul-americana do salto triplo, que pertencia a João do Pulo, no GP Brasil, em Belém. Assim, o atleta superou, com apenas um centímetro (17,90m), o feito alcançado nos Jogos Pan-Americanos da Cidade do México, que já durava 32 anos. Confira a cima comparação entre os saltos de João do Pulo em 1979 e de Jadel Gregório em 2007. Procurado pelo GLOBOESPORTE.COM para comentar o episódio, Jadel Gregório não foi encontrado.

Com um a menos desde o primeiro tempo, Cruzeiro vence o Flamengo na estreia

10.5.09 | Marcadores: , ,
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Mesmo com um homem a menos desde os 14 minutos do primeiro tempo, o Cruzeiro conseguiu estrear com ótima vitória no Campeonato Brasileiro, neste domingo, no Mineirão. A Raposa fez 2 a 0 sobre o Flamengo e somou os três primeiros pontos na competição. Os gols foram marcados por Kléber e Ramires, mas eles não foram heróis solitários. Fábio defendeu cobrança de pênalti de Juan e abriu o caminho para a vitória. O Fla, que abusou de perder chances de gol, já deve estar contando os minutos para contar com Adriano no comando do ataque.
globo

Esvaziada, São Silvestre vê aposentadoria virar atração em 2008

31.12.08 | Marcadores:
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A ausência de grandes nomes internacionais e do maior nome brasileiro no momento, Marílson Gomes dos Santos, fez a São Silvestre mudar o seu protagonista em 2008. Mais do que a briga pela vitória nesta quarta-feira, a maior atração da 84ª edição da tradicional prova será a aposentadoria de Vanderlei Cordeiro de Lima.

Medalhista de bronze na maratona nas Olimpíadas de Atenas-2004, o fundista descarta qualquer chance de brigar pelo pódio, deve se preocupar mais em fazer festa com o público do que com o resultado na pista, mas mesmo assim tornou-se o protagonista para suprir a falta de nomes notáveis no evento.


Sem o brasiliense Marílson, bicampeão da Maratona de Nova York, e os atuais campeões, os quenianos Robert Cheruiyot e Alice Timbilili, a prova tem apenas dois atletas com conquistas notáveis no currículo: o queniano Evans Cheruiyot, vencedor da Maratona de Chicago-2008, e o brasileiro Franck Caldeira, ouro na maratona nos Jogos Pan-Americanos do Rio e vencedor da São Silvestre em 2006, mas este já garantiu que não chega na melhor forma física à prova.

Fora eles, o único que tem um bom resultado internacional na carreira é o queniano James Kipsang, vice-campeão da Maratona de Berlim-2007, prova que foi marcada pelo recorde mundial registrado pelo etíope Haile Gebrselassie, com 2h04min26s, marca que posteriormente seria melhorada para 2h03min59s pelo mesmo etíope na edição de 2008 da prova alemã.

O esvaziamento de estrangeiros lembra muito a edição de 2006, quando o Brasil ganhou pela primeira vez as duas provas na história com Franck Caldeira e Lucélia Peres, e ainda teve o segundo colocado nos dois eventos e mais o terceiro lugar na disputa masculina. A exemplo daquele ano, a premiação é apontada como um dos fatores para a debandada dos astros internacionais. Em 2008, o campeão receberá em dólares um prêmio 21,5% abaixo do recebido pelo vencedor de 2007.

"Vim porque gosto do Brasil, da seleção brasileira de futebol", define Evans Cheruiyot, que evita dar razões técnicas para sua vinda ao país. Mesmo a maioria dos quenianos que estará na prova é formada por atletas que já costumam disputar eventos no Brasil e até treinam por longos períodos aqui, casos de Nancy Kipron e Nicholas Koech.

Neste cenário, o adeus de Vanderlei Cordeiro acabou ganhando os holofotes da 84ª edição e o atleta foi o mais assediado durante os eventos preparatórios para a prova. Mas o próprio atleta admite que "só irá para participar", pois não se recuperou totalmente da pubalgia (inflamação na região do púbis), que o atrapalha desde maio deste ano. "Sei dos meus limites e realmente não espero nada. Mas, de qualquer forma, será uma prova bastante especial", destaca Cordeiro, que promete festejar com o público e fazer até o conhecido aviãozinho no adeus às competições.


A despedida do único brasileiro a ir ao pódio olímpico da maratona na história emociona os seus companheiros de trabalho, que vêem em Vanderlei um exemplo. "Vanderlei é um exemplo. Quando comecei, eu via ele correndo e sempre pensava que um dia queria ser um grande atleta como ele. Isso foi me dando mais força para poder acreditar que tudo é possível. Ele tem parte do meu sucesso. Não tem dinheiro que pague o que ele fez", explica Maria Zeferina Baldaia, que aliás brigará por um feito na prova feminina.

Ela e Marizete Rezende podem se tornar a primeira brasileira a vencer duas vezes a São Silvestre. Até hoje, cinco atletas diferentes já triunfaram (além delas, Lucélia Peres, Roseli Machado e Carmen de Oliveira). No masculino, Caldeira será o único a entrar na pista como vencedor de edição anterior da tradicional prova paulistana. "Mas desta vez estou bem menos preparado do que naquele ano", acredita o mineiro.
uol

Brasileiro morre após cruzar linha de chegada na Maratona de Nova York

3.11.08 | Marcadores:
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O atleta brasileiro Carlos José Gomes, de 58 anos, morreu neste domingo após cruzar a linha de chegada na Maratona de Nova York, informou a Polícia local. Residente em São Paulo, o corredor pediu a ajuda dos serviços médicos quando se sentiu indisposto, após chegar ao final no posto 16.703 e com uma marca ligeiramente superior às quatro horas.

Gomes foi levado de ambulância ao hospital Lennox Hill, em Manhattan, onde morreu horas depois, por causas que não foram reveladas. Há justamente um ano, o atleta americano Ryan Shay morreu nas ruas de Nova York, na véspera da grande maratona, enquanto participava dos testes de seleção para fazer parte da equipe de seu país para os Jogos Olímpicos de Pequim.

O brasileiro Marílson Gomes dos Santos foi o vencedor da Maratona de Nova York, pela segunda vez na carreira, repetindo o feito de 2006.
globo

Abalada com sumiço de vara, Fabiana Murer fica fora da disputa por medalhas

18.8.08 | Marcadores:
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Raiva e tristeza. Com esses sentimentos, a saltadora brasileira Fabiana Murer foi às lágrimas após ser eliminada no salto com vara. Uma das apostas do Brasil no atletismo, ela ficou abalada com sumiço de uma de suas dez varas, perdeu a concentração e errou suas três tentativas de superar os 4,65m.

Logo que deu falta de parte de seu equipamento, Murer discutiu com cinco árbitros e pediu a paralisação da prova. Ela chegou inclusive a se colocar na frente da chinesa Gao Shuying, impedindo esta de saltar.

- A revolta é com a organização. Foi muita desorganização. É um absurdo que percam material de um atleta em uma competição desse porte. Eles acabaram com a minha competição. Eu nunca mais volto para a China, nunca mais - diz Fabiana, em entrevista à TV Globo, antes de chorar pela eliminação e pela confusão.

A competição de fato foi paralisada por alguns minutos. Tempo que Fabiana Murer aproveitou para procurar suas varas nos tubos de outras atletas. Não encontrou uma delas nem a organização deu explicações para o sumiço, justamente, da ferramenta que a brasileira mais precisava para saltar os 4,65m.

- Geralmente essas varas são guardadas em tubos separados. Mas, aqui, eles pegaram nossas varas e levaram em um carrinho para a competição. Quando fui para o segundo salto, vi que faltava uma. Tentei adaptar, mas não deu - garante a saltadora, que teve todo o seu material (as dez varas) conferido pela organização antes de a competição começar.

globo

 
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