De acordo com a publicação, o corredor dos 3.000 m com obstáculos pode ter utilizado a substância Eritropoetina (EPO) para conseguir o índice para a Olimpíada.
Em julho do ano passado, ele tinha obtido um índice provisório para os Jogos de Londres, que precisava ser ratificado com marcas melhores para que algum outro espanhol não lhe tomasse a vaga.
Depois do Mundial de Daegu, em agosto, ele diz, por e-mail, a um interlocutor não divulgado, que precisa melhorar seu rendimento antes da Olimpíada. “No começo de junho já tenho que estar um pouquinho bem.”
O mês de junho é quando foi realizado o Campeonato Europeu de atletismo em que ele melhorou sua marca e confirmou a vaga.
“Se quiser ter mais velocidade é prudente começar com o hormônio de crescimento Saizen [uma marca], que não é detectável. Tenho competidores que estão usando e são competidores importantes. Dois meses antes [da competição], [use] Mircera.”
Depois, o interlocutor recomenda que use a substância três vezes por semana e também que use os produtor Dynepo e Glutamina para eliminar os rastros da EPO na urina. “Não terá problemas com o controle”, falou o interlocutor, tentando convencer o atleta.
“O hormônio não é detectável?”, questiona Mullera.
O corredor cravou 8min17s90 no dia 8 de julho e conseguiu a vaga para Londres.
Após a revelação do jornal, ele se pronunciou por meio de seu Twitter. “Sobre a notícia que me relaciona a um plano de dopagem, digo que estou muito tranquilo”, escreveu.
“Depois de conversar com os órgãos e autoridades competentes darei minha versão dos fatos para falar a respeito do caso”, continuou.
O COI (Comitê Olímpico Internacional) e a Wada (Agência Mundial Antidoping) ainda não se pronunciaram sobre o caso.







