
O processo do volante Richarlyson, do São Paulo, contra José Ciryllo Júnior, diretor administrativo do Palmeiras, está em andamento outra vez. Depois de arquivar a queixa dando explicações homofóbicas, o juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho voltou atrás, se retratou, e deu continuidade à queixa-crime contra o dirigente, que classificou o volante são-paulino como homossexual durante um programa de televisão.
Maximiano Junqueira também não escapou. O Tribunal de Justiça de São Paulo, por decisão unânime, decidiu instaurar uma apuração administrativa contra ele, que terá de se explicar nos próximos 15 dias.
– A decisão por unanimidade mostra a falha cometida. Isso porque ele já está afastado por 90 dias. Vai se explicar agora – contou o advogado do jogador, Renato Salge.
já o dirigente palmeirense terá de responder pelas suas declarações na televisão tanto na esfera criminal, como na esfera cível. Na primeira, a queixa-crime será encaminhada para o Jecrim (Juizado Especial Criminal), já que a entrevista causou pequeno potencial ofensivo.
– Ele (Ciryllo) cometeu um ato, por meio da imprensa televisiva, contra a honra subjetiva do Richarlyson – explicou Renato Salge.
Na esfera cível, o palmeirense vai responder por violação à vida privada, honra e imagem do atleta. Se for punido, terá de pagar indenização.
– Não decidimos a quantia ainda. Mas será um valor que ele poderá pagar. E queremos que sirva de aprendizado também – disse Salge.
FONTE: LANCEPRESS

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